A conquista da Taça…

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Clique na imagem para assistir ao excelente vídeo de White Shandow (Fórum AVS).

É dia 26 de Maio… Não de 2013, mas sim de 2014. Passou cerca de um ano desde a conquista da Taça de Portugal no Estádio Nacional do Jamor e os vitorianos continuam a recordar esse dia com orgulho! Não só por ser a primeira, mas também pela bela demonstração do que é sentir um clube.

Foram várias as batalhas que se travaram para conseguirem ter um lugar garantido na tão desejada final da Taça de Portugal.

O Vitória entrou em prova na 3ª eliminatória numa goleada por seis bolas a uma ao Vilaverdense (que militava na II Divisão), com dois golos de Toscano, dois golos de Soudani e dois golos de Ricardo. Toscano e Defendi (vendidos em janeiro) deram uma bela ajuda na passagem à 4ª Eliminatória.

Na 4ª eliminatória a equipa de Rui Vitória deslocou-se a Setúbal com a vontade de querer a atingir as meias finais. No final dos noventa minutos o marcador assinalava a igualdade a duas bolas fruto de uma penalidade para cada lado. Do lado dos vimaranenses foi João Ribeiro a converter aos 50 minutos. A partida foi então para prolongamento e novamente dois golos. Leandro Freire foi o autor do golo do Vitória Sport Clube. Mas na conversão das grandes penalidades, Douglas acabou por tornar-se o homem da noite ao defender duas grandes penalidades.

Na deslocação à Madeira para defrontar o Maritímo os vitorianos voltaram a ser felizes. O empate a uma bola durante o tempo regulamentar levou a decisão para as grandes penalidades. A história voltaria-se a repetir! O guardião brasileiro foi novamente o herói da partida ao defender uma penalidade.

Mas a vida não seria fácil para os Conquistadores que agora começavam a estar perto da final…

@ zerozero.pt - Barrientos herói dos quartos de final ao apontar os dois golos do Vitória.

@ zerozero.pt – Barrientos herói dos quartos de final ao apontar os dois golos do Vitória.

No sorteio das meias finais saiu em fava o seu eterno rival. O SC Braga que era uma equipa extremamente bem organizada e que atravessava um bom momento na época. O ponto a favor dos vitorianos era o local da realização da partida. O Estádio D. Afonso Henriques foi o palco de uma partida que daria acesso à meia final. Na meia final já se sabia que o adversário seria o vencedor da partida entre o Belenenses e o Arouca.

Na partida com os bracarenses os vitorianos uniram-se e criaram uma atmosfera verdadeiramente arrepiante. Estava o estádio praticamente cheio e com pouco espaço para mais alguém. Logo no inicío do desafio Barrientos

aproveita um erro de Salino e atira para o fundo das redes de Quim. Mesmo a acabar o tempo regulamentar Éder acabaria por estabelecer a igualdade. Já em em prolongamento numa jogada de entendimento com João Ribeiro Barrientos voltaria a dar vantagem ao Vitória e a garantir um lugar na meia final.

O último adversário antes da final foi o Belenenses que venceu por quatro bolas a uma o Arouca. A meia final da Taça de Portugal divide-se em duas mãos e por isso os homens da cidade berços tiveram de disputar dos partidas para poderem garantir um lugar na final. O Belenenses nunca foi encarado como um adversário fácil, apesar de militar na Segunda Liga. Já por isso Rui Vitória não arriscou muito na sua estratégia na primeira partida. Mas apesar disso, Ricardo conseguiu apontar dois golos em Belém e dar alguma tranquilidade para segunda mão que se ía disputar em Guimarães.

Na segunda mão, criou-se um clima de festa e os jogadores vitorianos entraram algo nervosos na partida. Marco Matias apontou o único golo da partida, onde o resultado não define aquilo que realmente aconteceu dentro das quatros linhas. Mas verdade seja dita, a haver um finalista teria de ser o Vitória…

@ zerozero.pt - Festa pela passagem à final da Taça de Portugal.

@ zerozero.pt – Festa pela passagem à final da Taça de Portugal.

 Seguiram-se dias de grande ansiedade e em todo o mundo… Onde há milhares de vitorianos espalhados! Foram reveladas datas de vendas de bilhetes, percursos para o Estádio Nacional do Jamor, bancada e parque que iria ser ocupado pelos vitorianos…  Vitorianos preparavam-se para um dia de conquista, sempre com o pensamento na final que perderam duas épocas antes para o FC Porto.

@ Vitorianos esperaram muitas horas para adquirir um bilhete.

Estava tudo louco para este dia… Muitos passaram horas e horas junto da porta 1 do Estádio D. Afonso Henriques para poderem adquirir o ingresso que dava o direito de poderem assistir à partida. A espera começou no dia anterior ao da venda dos bilhetes e prolongou-se até à manhã desse dia.

A venda foi mais rápida… No começo da tarde esgotaram os bilhetes disponíveis para os vitorianos.

Durante a semana anterior à da final foram vários os sonhos que os vitorianos tiveram… Foram várias as cervejas, e as carnes que adquiriam para participar naquela que é uma das melhores festas de Portugal! Na manhã de 26 de Maio, foram muitas as camionetas e os carros que saíram de Guimarães em direcção a Lisboa.

A festa no vale do Jamor foi incrível… como sempre. Mas os vitorianos deixaram isso de lado porque aquilo que realmente os moveu a Lisboa foi o jogo. Um dos momentos que ficará certamente na memória dos jogadores e dos vitorianos é o reconhecimento do relvado cerca de duas horas antes do início da partida por parte dos jogadores de Rui Vitória. Nessa altura apenas se encontravam nas bancada maior parte ou todos o vitorianos para assistirem à partida. Um momento que mexeu com toda a certeza os corações de todos os atletas…

@ Onze inicial do Vitória - Douglas

@ Onze inicial do Vitória – Douglas, Leonel Olimpío (c), Amido Baldé, Paulo Oliveira, Kanú, Issam El Adoua, Hillal Soudani, André André, Tiago Rodrigues, Ricardo e David Ady.

 Nos onzes iniciais Jorge Jesus, apostou num lateral-direito para jogar no lado canhoto, relegando Melgarejo para o banco de suplentes, sendo que tal acontece por opção do treinador do Benfica. O resto da equipa era a esperada… Por seu lado, Rui Vitória não reservou qualquer surpresa para o 11 inicial, apostando nos jogadores que tinham sido habitualmente titulares nos minhotos.

O Benfica ameaçou, ameaçou, até que ele chegou, apesar de forma pouco ortodoxa. Não estava, de todo, a ser um grande jogo. Mais ainda porque do lado vitoriano a réplica era curta, inconsequente, quase sempre de contra-ataque e com pouco critério no último terço. Sem posse, e quase sem respirar, diga-se, tal a pressão do Benfica, que não deslumbrava mas acelerava, o Vitória de Guimarães só criou perigo à passagem da meia hora. Um alívio saiu contra Nico Gaitán que, sem qualquer intenção de remate, acaba por fazer o golo encarnado. Foi pouco ortodoxo mas contou. Douglas fica caído na área incrédulo, olhando o céu.

Em cima do intervalo Addy ainda teve nos pés uma boa possibilidade de empatar a partida mas, falta de jeito ou nervosismo, mais a pressão de Maxi, acabou por chutar a relva e não a bola, caindo na área e ficando, inconsolável.

@ Capitão Alex ergue o troféu.

@ Capitão Alex ergue o troféu.

Rui Vitória deve ter puxado as orelhas aos seus jogadores ao intervalo, porque os vitorianos entraram melhor no segundo tempo. Mais ofensivos, mais seguros na defesa, a mostrar que os segundos 45 minutos seriam diferentes dos primeiros.

Quando já se fazia a festa nas bancadas, com os adeptos do Benfica assumindo a banda sonora dos fãs do San Lorenzo, Artur Moraes meteu água, fez asneira, da grossa, falhou um alívio e colocou a bola nos pés de Soudani, que empatou o jogo aos 79´.

Festejava-se o primeiro dos vitorianos e surgia o segundo. Ninguém queria acreditar e só se ouvia «Outra vez!» nas bancadas. Ricardo, rematou, a bola desviou em Luisão e entrou na baliza encarnada com Artur a não ficar, novamente, muito bem na fotografia. Ainda nem sequer se tinha acabado de festejar o primeiro golo e Ricardo já estava a marcar o segundo que deixou os vitorianos em delirío.

Momentos impróprios para cardíacos…

A partida chegava ao fim e aquilo que mais se via na bancada eram lágrimas de felicidade e sorrisos de orelha a orelha. Uma equipa feita de jovens da formação a conquistar o maior trofeú da história do clube. Algo inédito…

Em Guimarães ficaram muitos vitorianos que não conseguiram um ingresso para assistir à partida. Mas também houve muita festa e no final da partida algumas lágrimas de felicidade. Durante a noite o Toural foi ainda o local de recepção de todos os conquistadores… Assista a toda, no Toural, no vídeo a seguir:

É um dia que nenhum vitoriano irá esquecer, mas é também um dia para ser repetido várias vezes…  O que nós vitorianos desejámos é que histórias como estas se repitam muitas vezes e para isso não é preciso muito… Basta humildade e sacrifcío!

FORÇA VITÓRIA!