À Lupa, Os Reforços…Leonel Olímpio

O Brasil, esse imenso país, quase um continente, é um verdadeiro viveiro de jogadores. Com efeito, de terras de Vera Cruz partem todos os dias atletas para os quatro cantos do mundo…para grandes  clubes, clubes médios ou até amadores de todos os continentes!

Assim sendo, não será de estranhar a existência de inúmeros clubes, que sonhamos nem existir…que existem, praticamente, para transaccionar atletas para outros locais… e mesmo os atletas dos clubes que não fazem disso o seu modo de vida, acalentam a esperança de um dia descobrirem o novo mundo futebolístico.

E Leonel Olímpio, neófito médio do Vitória, prestes a completar vinte e nove anos, será indubitavelmente, um desses casos…  formado na União Barbarense, modesto clube do interior de São Paulo, e onde nem no Paulistão se conseguiu afirmar conclusivamente!

Porém, o sonho a que no início destas linhas fazíamos referência, sucedeu rapidamente…após dar nas vistas, o objectivo de aterrar no continente europeu era alcançado…para a República Checa, mais especificamente para o FK Mladá Boleslav. Aí não haveria de singrar e regressaria pela porta pequena ao Brasil Natal.

Aí, iniciaria um periplo por clubes, ainda, mais modestos que a União Barbarense…com efeito, quantos de nós ouvimos falar no Boa EC ? No Uberlândia? Porém, seria aí que se despoletaria o segundo interesse de um clube europeu…o Gil Vicente, sempre atento ao mercado canarinho, mas sem dinheiro para investir em nomes sonantes, propunha-lhe contrato para actuar na lusa Liga Vitalis.

Em Barcelos, adaptar-se-ia facilmente, revelando qualidades que fizeram dele, logo, um verdadeiro achado… versatilidade no meio campo, com capacidade para chegar às zonas de decisão. Ademais, a sua capacidade de remate, bem como a possibilidade de cobrar as bolas paradas tornaram-no uma das atracções da competição desse ano e abrir-lhe-iam as portas da Liga principal por intermédio do Paços Ferreira, sempre disposto a apostar nos escalões inferiores, de modo a maximizar a relação preço/qualidade.

Na capital do móvel, com Paulo Sérgio e Ulisses Morais na primeira época e com Rui Vitória na segunda, seria, também, imprescindível. O dono da bola no meio campo comandando todas as transições da equipa e sendo o primeiro maestro do venenoso contra golpe pacense.

Dando nas vistas e com, apenas, dois anos de contrato, em Janeiro passado não faltaram pretendentes de maior nomeada…falou-se no Marítimo…equacionou-se o Braga…porém, o Vitória antecipar-se-ia a todos e garantiria um jogador que poderá revitalizar a sua zona medular, que como Manuel Machado referiu, um dia, pontua-se pela pastosidade… as rotações de Olímpio, poderão alterar esse panorama!