À Lupa, Os Reforços… Rodrigo Defendi

A partir de hoje, e já que no presente dia referenciamos a apresentação do plantel sénior vitoriano, iremos apresentar um a um, os homens que prometem, juntamente com os que já se encontravam resgatar a alegria no Afonso Henrique…

Começamos pela defesa, com Rodrigo Defendi.

Ao esquerdino brasileiro, de ascendência italiana, desde cedo augurava-se um grande futuro.

Logo ao dezasseis anos, envergando a camisola do Cruzeiro – talvez, a equipa que melhor trabalha a formação na sua mítica Toca da Raposa – haveria de dar nas vistas, na primeira vez que atravessava o Oceano Atlântico para aterrar no continente europeu.

Tal foi o impacto, que Frank Arnesen, à altura director-geral do Tottenham, não hesitou e recomendou-o ao, então, técnico Jacques Santini, aludindo que estariam perante um diamante em bruto.

Estávamos em 2004, e o jovem brasileiro partia para Londres, com a mala carregada de sonhos, ainda para mais para integrar um dos clubes mais históricos da Velha Albion.

Tamanha era expectativa em torno do jovem, que a talho de foice, refira-se que o empresário que intermediou a negociação foi Mino Raiola, o mesmo homem que trata dos interesses e contratos do sueco Zlatan Ibrahimovic.

Porém, na pardacenta e fleumática Londres, os problemas de adaptação do defesa central, seriam a nota dominante… e haveria de partir, já sob os desígnios do holandês Martin Jol, para Itália onde esperava demonstrar que as qualidades que diziam possuir era uma realidade.

Aí, aterraria em Udine…talvez, o melhor clube para fazer de jovens desconhecidos estrelas…vide, os casos mais recentes do chileno Alexis Sanchez, do colombiano Zapata ou, ainda, do suiço Gokhan Inler… e, verdade seja dita, apesar de não jogar muito, o pouco que actuou fez a Roma interessar-se por ele… e de um clube que luta por uma posição tranquila na Serie A, o brasileiro aterrava nos giallorossi e com perspectivas de actuar na glamourosa Champions.

Esse sonho seria concretizado… porem, a estreia na mais importante competição europeia de clubes, não teria continuidade no campeonato, pois não chegaria a actuar no campeonato transalpino.

Seria, este o momento para a sua carreira sofrer um retrocesso, já que, ainda, sob contrato com os Spurs seria colocado na Serie B da mesma Itália, mais propriamente no Avellino, onde a praga das lesões nunca o deixou afirmar-se devidamente, efectuando meros dezasseis jogos em dois anos de permanência no clube, que haveria de o libertar devido a ter entrado em processo de falência.

Tal facto, aliado aos ingleses prescindirem de renovar-lhe o contrato atendendo à grave lesão que sofrera bem como à sua parca continuidade em termos de minutos jogados, fez com que regressasse ao Brasil natal, para integrar o elenco do Palmeiras, onde só actuaria na equipa B, na Terceira Divisão brasileira, sendo o jogador mais velho de todos os que integravam a segunda equipa do Verdão.

Daí, ao Paraná, onde foi colega do, também, vitoriano Toscano foi um pulo… e, finalmente, no segundo escalão brasileiro teve continuidade em termos de minutos de jogo. Deste modo, pôde explanar todas as qualidades que se lhe auguravam: poder de impulsão, bom posicionamento de cobertura e uma abnegação que o faz jamais dar um lance por perdido.

Chega, agora, ao Vitória onde pretenderá relançar a sua carreira na Europa… e que velhas raposas do futebol europeu como Arnesen ou Santini não estavam errados quando apostaram nele…esperemos que tenha êxito nessa sua demanda!