A opinião de…

BRAGA DO NOSSO DESCONTENTAMENTO

Não costumo escrever sobre arbitragens, mas esta semana, nesta crónica, não poderia deixar de o fazer, face ao escândalo que foi a arbitragem do passado fim de semana, que claramente prejudicou o Vitória, no jogo com o Marítimo.

É certo que o Vitória deveria ter sabido reagir, e não soube ou não foi capaz de o fazer.

Mas a equipa de arbitragem, liderada pelo senhor Carlos Xistra, coadjuvada pelo inenarrável e incompetente senhor Braga, foi determinante no resultado. Mais que os atacantes do Marítimo, foi aquela equipa de arbitragem quem logrou desfeitear Nilson e levar de vencida o Vitória.

Foi aquele infeliz bandeirinha (o senhor Braga) que, por absoluta incompetência – admitindo que estamos perante erro grosseiro e não uma qualquer vontade predeterminada de prejudicar o Vitória –, conseguiu ver um penalti que não existia e colocou a bola nos 11 metros, ao dispor do atacante do Marítimo (no caso do Kléber), que a só teve que “empurrar” para o fundo da redes. Poderá ter existido uma carga fora de tempo do Bruno Teles, mas esta – admitindo-se que existiu – ocorreu longe, muito longe, da grande área. E isto logo aos 12 minutos.

Naturalmente o Vitória ressentiu-se, desiquilibrou-se, não sendo capaz de se encontrar e reagir, invertendo o resultado como o fez num passado recente já por duas vezes.

Obviamente que o Vitória deveria ser capaz de reagir, deveria ter sido capaz de inverter o jogo, e anular aquela mentirosa vantagem, mais a mais que esteve cerca de 30 minutos a jogar contra dez.

Não foi capaz e obviamente que isso também terá que ser objecto de reflexão e análise por parte da equipa técnica e dos jogadores. Isto porque, também sejamos honesto, o Vitória neste campeonato, apesar da boa classificação, tem sido intermitente em termos de exibições e de qualidade de jogo. O futebol praticado está longe de agradar e ser competente ao longo dos 90 minutos, tem pequenos rasgos de bom futebol, mas claramente tem sido pouco ofensivo em alguns jogos e continua a faltar um maestro à equipa e uma boa defesa.

A má programação da época, particularmente no que se refere ao quarteto defensivo (com excepção do Bruno Teles), tem obviamente repercussões na qualidade do plantel e deverá originar reajustes, se possível, na reabertura do mercado.

E o que fez ou faz a Direcção do Vitória perante este erro grosseiro da arbitragem? Muito pouco ou nada. E isso tem claramente que mudar. Não defendo reacções incendiárias e ridículas com as de Luís Filipe Vieira após o jogo com Vitória (para não falar das reacções do Sr. Salvador, quem nem português sabe falar).

Mas é preciso, nesta matéria, não cair no mutismo e deixar bem claro, aos senhores que gerem o futebol, que não aceitaremos passivamente ser prejudicados – para não dizer roubados – e que, para além de terem que ser assacadas responsabilidades aos árbitros que nos prejudicam (devendo as punições ou más notas atribuídas servir de exemplo aos que futuramente vierem a dirigir os nosso jogos), haverá futuramente absoluta tolerância zero por parte do Vitória à nomeação de árbitros incompetentes ou malfeitores.

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