A opinião de…

ACABAR COM O SILÊNCIO

Acreditava eu, quando escrevi a minha anterior crónica, que não necessitaria mais de, na presente época futebolística, falar de arbitragens. Mas a recente arbitragem de Duarte Gomes e seus auxiliares, no recente jogo da Taça da Liga entre Braga (não direi “Visitado” como mereceria ser dito) e Vitória, assim me obriga.

Não o faço por mau perder, apesar de não gostar de ver o Vitória perder, nem em jogos-treinos (sobre os jogos-treinos falarei mais abaixo), nem em particulares.

Faço-o porque entendo que o Vitória não pode continuar a ser prejudicado pela más arbitragens que sucessivamente ocorrem nos seus jogos. Mesmo que estas possam, como aconteceu neste jogo, prejudicar ambas as equipas e resultar, a saciedade, que, neste jogo, o Braga teve melhor desempenho, foi mais perigoso e teve mais oportunidades para marcar.

Faço-o porque entendo que a Direcção do Vitória tem que sair do mutismo que tem sido norma, e assumir publicamente e junto da Liga de Clubes e da Comissão de Arbitragem da Liga, de uma vez por todas, uma posição clara e intransigente  sobre as arbitragens, exigindo, com firmeza, correcção e qualidade nas arbitragens, e a penalização de todos os árbitros que sucessivamente erram ou errem nos jogos do Vitória S. C.. Nesse sentido deveria também a Direcção exigir saber, quanto a este caso concreto, a nota atribuída à arbitragem de Duarte Gomes e seus auxiliares neste jogo, e agir em conformidade. Fazer de morto ou querer ser politicamente correcto não serve os interesses do Vitória. Nunca serviu e não vai servir agora.

Inequivocamente – na minha opinião e com máximo respeito por entendimentos diferentes – todos os golos deste jogo foram marcados irregularmente ou resultaram da marcação de um penalti cuja falta não existiu (veja-se no mesmo sentido a opinião do ex-arbitro internacional Jorge Coroado in jornal “O Jogo” de 04.01.2011). Nessa medida houve uma interferência directa da equipa de arbitragem no resultado. Poderia o Braga ganhar o jogo na mesma, sem esses erros da arbitragem? Poderia naturalmente, mas o contrário também poderia ter acontecido, ou poderia ter o jogo ainda terminado com a divisão de pontos. O que é certo é que não houve verdade desportiva, e é essa verdade desportiva que temos que exigir.

O Vitória este ano, apesar de ter legitimas expectativas em ficar bem posicionado no campeonato e poder vir a disputar uma prova europeia, não tem um plantel equilibrado e ainda não pratica um bom futebol e já em diversos jogos foi claramente prejudicado pelas arbitragens, o que tudo contribuirá, se não se inverter rapidamente este cenário, para um resultado final desastroso para as nossas ambições, que continuamos a acreditar e a ambicionar (não menos que um “lugar europeu” e num futuro próximo ganhar um título).

Não posso também de deixar de, nesta crónica, comentar as afirmações de Manuel Machado no período que antecedeu a realização do desafio, e o silêncio da Direcção sobre essas declarações e sobre a estratégia do Clube quanto à Taça da Liga (ou Bwin Cup). Discordo absolutamente que o Manuel Machado tenha vindo a terreiro menosprezar esta competição, parecendo querer preparar e justificar o insucesso. Se fosse entendimento da Direcção – e só da Direcção, porque não reconheço legitimidade a nenhum treinador para definir a estratégia e posicionamento do Clube quanto às competições em que participa, podendo e devendo apenas dar a esta (Direcção) a sua opinião avalizada sob a estratégia a seguir em termos competitivos e de participação desportiva – ser de tornar pública qualquer crítica sobre os regulamentos e funcionamento da competição, deveria ser esta a fazê-lo, porque é a única que tem legitimidade para tal e porque assim estaria a proteger os seus profissionais, nomeadamente o seu treinador, que não se deveria expor e deveria estar apenas concentrado em preparar a equipa, para ganhar o jogo com o Braga, no quadro regulamentar existente no âmbito nesta competição, fazendo a gestão (que me parece correcta) do plantel, aproveitando esta competição para recuperar jogadores e para dar aos menos utilizados ou a jogadores mais jovens que carecem de experiência, mas sempre com o objectivo de alcançar a vitória. Não só devemos respeitar todas as competições e entrar nestas com a ambição de vitória, mas também, e no mesmo patamar de importância, honrar a camisola que os jogadores envergam, símbolo do Clube.

Por último não poderia acabar esta crónica sem deixar de saudar a homenagem levada a cabo pela Associação VitóriaSempre a Jesus, e a instituição por esta associação do Prémio «Conquistador». Aplaudo esta iniciativa porque não só era merecida esta homenagem feita a esse Grande guarda-redes e Homem, como entendo que estes prémios e homenagens são essenciais para saudar e reconhecer todos aqueles que, abnegadamente e com dedicação, honram ou honraram este Clube e que devem ser um exemplo para todos.

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