A opinião de…

ALGUNS SINAIS…

Coube-me, em sorte, a ingrata tarefa de produzir esta crónica depois da impensável derrota do Vitória, em casa, com a Naval 1º de Maio, última equipa classificada da 1ª Liga.

Foi como que “um murro no estômago” em cada vitoriano que, jornada após jornada, vive, intensamente, todas as peripécias deste clube. Não tenho qualquer problema em afirmar que, findo o jogo, me dirigi para casa e fui directo para o meu quarto. Era a melhor forma, entendi eu, de “curar” aquele rude golpe que me “pôs de rastos”. Mas não foi fácil, porque ainda hoje, quarta-feira, não consigo a calma necessária para enfrentar todos os outros problemas que fazem parte do dia a dia
do comum dos mortais. A falta de atitude de alguns jogadores foi insuportável. O desrespeito pela camisola deste clube foi inadmissível. Enfim, foi mau de mais para ser verdade.

Todavia, há que “virar a página” e tentar perceber que o que acontece aos outros também nos toca a nós, de vez em quando. E por isso, não podemos, nem devemos esmorecer; não podemos, nem devemos descarregar sobre os outros a ira que nos invade; não podemos, nem devemos “fazer esperas” àqueles que tantas alegrias já nos proporcionaram. Afinal não são os mesmos que ganharam ao Benfica e ao Sporting e que empataram com o Porto? Sejamos mais tolerantes e mais sensatos, acreditemos que após um dia vem outro e depois mais outro e que no fim acabaremos por atingir o tal objectivo tão desejado.

Acreditem, caros leitores, como eu, nesta equipa e neste projecto e, sobretudo, neste treinador. Fiquei muito contente, e não esperava outra coisa, com a renovação do seu contrato; creio, convictamente, que é dos poucos, se não o único treinador capaz de implantar a almejada sustentabilidade no nosso Vitória. Conheço-o bem, é competente, obstinado, consequente e, para além de tudo isto, é um grande vitoriano, nado e criado nesta terra. O tempo é muito importante para cimentar as coisas, sejamos mais pacientes. Tudo na vida deve ser construído com calma e sentido de responsabilidade, para se ganhar tem que se saber perder.

Ps: Não podia descartar esta oportunidade sem deixar mais um sinal, um registo, por ventura, “uma invejazita mal digerida”. Há umas semanas atrás assisti ao tal jogo-treino Braga-Vitória e “vi, claramente visto” algumas cenas que tanto gostava de ver no nosso estádio – o Presidente do Braga tinha ao seu lado o Presidente da Câmara, o Secretário de Estado das Comunidades e o Governo Civil. Vi também todos os camarotes ocupados por empresas conhecidas e, “pasme-se”, um número significativo dessas empresas eram do ramo da construção civil. Para que conste!

Alfredo Magalhães
sócio nº 1580

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