A opinião de…

LIGA EUROPA E TAÇA DE PORTGAL!

Escrevo estas linhas depois de termos dado um passo importante para rumar-mos ao Jamor. Esperei intencionalmente por este jogo, atrasando a publicação da minha crónica, porque queria escrever sobre um bom resultado e sobre a importância que esta eliminatória tem para nós, porque permitirá, caso sejamos bem sucedidos em Coimbra, atingir a final, e aí – como será certamente o desejo de todos os vitorianos – iremos finalmente levantar a Taça, que teima em nos fugir.

O Vitória novamente não fez um grande jogo, frente a um adversário que já praticou esta época um futebol interessante, mas que actualmente arrisca-se, se não inverter a qualidades das exibições, a ser despromovido. Esperava mais do Vitória, sem prescindir estar bem presente a recente má campanha na Liga e na Taça da Liga.

Ao Vitória continua a faltar qualidade de jogo, e a intermitência no desempenho de alguns dos seus jogadores é frustrante. O plantel, apesar de alguns desequilíbrios que já apontei no passado, e de ainda estar a ser construído – fruto de uma indesculpável falta de planeamento da época por parte de uma Direcção que já leva mais de quatro anos de mandato e que ainda não foi capaz de planificar uma época desportiva (Quando o será? É a pergunta que fica por responder) –, não deixa de ter alguns bons jogadores que inexplicavelmente (para mim pelo menos, que sou apenas um “treinador de sofá”) não rendem o que deviam, ou fazem-no com intermitência, não sei se por questões de foro pessoal, se por falta de motivação ou se por desaproveitamento das suas qualidades pela equipa técnica.

Claro que o que interessa é o resultado, e este deixa-nos as portas abertas para o Jamor (onde estarei se o Vitória lá chegar). Mas atenção que, apesar de estar crente – a esperança é superior a qualquer análise racional – que será desta que vamos levantar a Taça de Portugal, o Vitória terá que melhorar o seu futebol. Não só para a Taça, mas no imediato para o campeonato, porque, ao contrario de outros anos, particularmente nos anos em que o Manuel Machado era treinador, o Vitória, que por diversas vezes começava mal o campeonato, depois ia sempre melhorando em crescendo, sendo que este ano, analisando a primeira metade do campeonato, aconteceu exactamente o contrario.

As equipas de Manuel Machado eram construídas normalmente a partir da defesa, o que este ano ocorreu exactamente ao contrário, tendo inexplicavelmente  (apesar de todos sabermos a razão) o Vitória iniciado a época sem ter ainda definido o seu quarteto defensivo. Esta poderá ser uma das explicações, mas não é a única, e nunca isoladamente pode ser a explicação para a recente série de maus resultados, nem sequer pode ser a explicação para, com excepção do jogo com o Benfica, o Vitória não ter tido, durante toda a primeira volta, um futebol de qualidade.

Manuel Machado tem que reflectir sobre o desempenho da equipa e perceber como, com os jogadores que tem ao seu dispor e apenas com estes, poderá conseguir ter um melhor aproveitamento dos mesmos e colocar a equipa a jogar um futebol de qualidade e eficaz, que alie a qualidade técnica aos bons resultados, podendo atingir os que terão que ser actualmente os objectivos da equipa de futebol profissional: um lugar que dê acesso à Liga Europa e a vitória na Taça de Portugal. Menos que isso não é aceitável, nem os sócios merecem menos.

Temos que ter esses objectivos. Nada menos pode agora ser pedido aos técnicos e aos jogadores e à própria Direcção do Vitória. Aliás, a Direcção não só tem que já estar a trabalhar nas duas próximas épocas, como tem que, em relação ao presente, assegurar e garantir estabilidade a equipa e ao mesmo tempo criar condições de motivação e de exigência para jogadores e equipa técnica.

RUMO AO JAMOR! RUMO À LIGA EUROPA! VIVA O VITÓRIA!

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