A opinião de…

MOBILIZAR

Estamos em Fevereiro.

Altura da época desportiva em que as várias equipas vitorianas se encontram á entrada da fase decisiva das competições em que participam.

No futebol, no voleibol e no basquetebol.

As modalidades de alta competição que mais concitam o interesse de todos os adeptos ansiosos por verem o clube afirmar-se através da conquista de títulos.

No basquetebol, em que o grande objectivo para esta época será a Taça de Portugal, vai o Vitória disputar uma fase final a oito clubes em Fafe.

O sorteio parece ter sido favorável.

No voleibol, em que somos crónicos candidatos ao título e á Taça, e pese embora o arranque em falso desta fase final frente ao Benfica creio que ainda está tudo em aberto e o Vitória mantém as suas candidaturas aos títulos em disputa.

A começar já na próxima jornada em que recebe o “velho inimigo” Sporting de Espinho e em que apenas o triunfo nos serve para continuarmos na corrida.

Finalmente o futebol.

Faltam dez jornadas, a que também se podem chamar 10 finais, e o Vitória tem de assumir sem reservas nem receios a sua candidatura ao terceiro lugar.

É o último lugar do pódio mas é …pódio.

Creio que fazendo uma análise serena á forma como tem corrido a Liga ao nosso clube, mas também ao que tem sido a participação dos outros emblemas que disputam esse lugar poderemos constatar o seguinte:

É comum ouvir os adeptos vitorianos, entre os quais me incluo, manifestarem a sua preocupação pela falta de qualidade exibicional da equipa, pela inépcia na concretização, pela atitude algumas vezes aquém do que se exige a quem veste esta camisola.

Já para não falar das duvidas suscitadas pelas exibições individuais de alguns jogadores que teimam em não comprovar os méritos que terão levado á sua contratação.

A verdade é que estamos a um ponto do terceiro lugar.

A verdade é que estamos nas meias-finais da Taça e com bastas possibilidades de atingir a final.

E os nossos adversários?

Creio que ninguém terá duvidas que o Sporting, que considero o nosso principal concorrente ao terceiro lugar, está mergulhado numa crise profundíssima e de consequências imprevisíveis para o seu futuro.

Sem presidente e sem direcção, sem ninguém que lidere o departamento de futebol, com o treinador que “sabemos” e acabado de transferir o melhor jogador, os leões caminham para um final de campeonato absolutamente penoso.

A que acresce um inacreditável processo eleitoral.

Inacreditável porque é daqui a mais de um mês e com o clube em crise há outro tanto tempo.

Inacreditável porque num clube á deriva já existem cinco candidatos e a coisa ameaça não ficar por aqui!

Daí o entender que é um candidato fragilizado.

Quanto ao Sporting de Braga, e depois da euforia da época passada e do inicio desta, o clube tem vindo paulatinamente a cair na realidade.

Viu-se na obrigação de vender jogadores, de fazer uma limpeza de balneário, e os resultados vem-se ressentindo disso de forma perceptível por mais que Salvador lance cortinas de fumo ou Domingos choramingue no fim dos jogos que não lhe correm de feição.

Se os dois principais adversários estão neste estado creio que aumenta a nossa responsabilidade de assumir a luta pelo terceiro lugar.

Até por não crer que de Paços de Ferreira, União de Leiria, Nacional ou Marítimo venha alguma concorrência para esse posto.

Assumir esse objectivo terá várias vantagens:

Entusiasmar os adeptos.

Pressionar os adversários.

Obrigar a LPFP e o conselho de arbitragem a olharem para o Vitória com outro respeito.

É, pois, tempo de mobilizar forças para o assalto aos objectivos.

E para isso há algumas coisas essenciais:

Transmitir ambição aos adeptos.

Fazer-lhes sentir a importância do seu apoio nos estádios e nos pavilhões que terá como contrapartida equipas vitorianas motivadíssimas para ganhar.

Criar condições de apoio aos adeptos para que se possa encher o nosso estádio e levar grandes falanges de apoio nos jogos fora como sempre foi timbre do nosso clube.

É importante fazer sentir aos adeptos que o seu apoio é desejado.

É importante que os sempre presentes (“White Angels” e Insane) se tenham de preocupar apenas em mobilizar pessoas para as deslocações e não com questões financeiras ou logísticas.

É tempo de tocar a reunir.

Para que os objectivos se cumpram.

E para isso a mobilização dos vitorianos é tão essencial quanto indispensável.

Depois do fim dos campeonatos então será tempo de fazer os balanços devidos.

Á prestação individual e colectiva das equipas.

Ao desempenho dos técnicos.

A oportunidade das contratações, dispensas e transferências decorridas na época desportiva.

E, claro, às contas do clube.

Mas isso é depois.

Agora é tempo de confirmar que somos mesmo “Únicos”!

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