A opinião de…

VITÓRIA – um grande clube que pode ser um clube grande

Para começar uma declaração de interesses – apoiei explícita e publicamente o actual Presidente do nosso VITÓRIA. Fi-lo através de um texto inserto no Notícias de Guimarães, em finais de Janeiro, convictamente, e quando ainda não havia qualquer candidato às eleições do clube. Dizia, então, que o VITÓRIA merecia uma liderança à altura das responsabilidades, uma liderança honesta, humilde o suficiente para estar disposta a ouvir a sua exigente massa associativa e conhecedora o necessário para vencer os desafios do presente e do futuro. Dizia ainda que esse líder era Emílio Macedo da Silva que tinha aprendido, e rapidamente como poucos, as necessidades de um clube maior, mas que tinha encontrado enormes dificuldades e que, por isso, também tinha errado.
Hoje, acho que não temos dúvidas, o Presidente do VITÓRIA é um homem mais seguro, mais determinado e, naturalmente, mais competente. Porque mais competente hoje que no passado, estou convencido que Emílio Macedo da Silva soube bem que já não chegava o voluntarismo para gerir um clube como o nosso, e que foi preciso reforçar a sua estrutura profissional, para definir um rumo não só de curto mas também de médio e longo prazo. E soube fazê-lo com eficácia e eficiência – atendeu, muito rapidamente, à lógica de contratação de jogadores, comprometendo-os com contratos bem definidos capazes de virem a render mais-valias logo que a oportunidade e o interesse estratégico do VITÓRIA o aconselhe.
Contratou um treinador que conhece o mundo do futebol e, principalmente, o nosso clube como poucos, o que tem vindo a comprovar-se com a equipa que formou. Tornou o nosso VITÓRIA mais moderno, dotando-o de novas infra-estruturas e tecnologias (e são tantos os exemplos) que nos solidificam e catapultam para as exigências de uma indústria tão competitiva. O reflexo deste investimento, julgo, está mesmo diante dos nossos olhos. O Vitória, hoje, compete de igual para igual com qualquer adversário nacional, mesmo que isso implique não concorrer com os mesmos meios e recursos. Esse reflexo é o resultado da manutenção de parte da equipa dirigente e, permitam-me que destaque, da “contratação” de um outro elemento que se tem revelado um caso sério na gestão dos métodos, dos produtos e das relações humanas – Júlio Mendes de seu nome. Nesta altura sou um observador privilegiado, por força das minhas funções, e é por isso que vos garanto estarmos no caminho certo.
Estão, enfim, lançadas as bases para nos alcandorarmos a uma posição cimeira no panorama do futebol português. Rememos todos para o mesmo lado, deixemos de fora as angústias do passado e, sobretudo, incitemos a Câmara a unir-se  mais, à mais prestigiada e  representativa instituição das gentes desta terra – O NOSSO VITÓRIA.

P.S.
Nota 1 – Agradeço o convite formulado pela AVS, desejando as maiores felicidades.
Nota 2 – Cumprimento os meus parceiros cronistas André Coelho Lima, Luís Cirilo e Pedro Carvalho

Alfredo Magalhães
sócio nº  1580

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