A opinião de…

A MINHA VISÃO DA ÚLTIMA ASSEMBLEIA

A exemplo da última crónica que escrevi, neste espaço, apontando, desde logo, uma declaração de interesses sobre o meu apoio à actual Direcção do Vitória, agora faço-o reforçando a posição de que as ideias aqui expressas são da minha exclusiva e inteira responsabilidade, reflectindo o pensamento de um simples sócio, no uso pleno dos seus direitos.

Agora vamos lá ao que interessa. Desta feita vou socorrer-me, essencialmente, da “história” da última Assembleia Geral de sócios do nosso Vitória.

Para começar, uma apreciação global e uma sugestão:

  • a condução dos trabalhos nem sempre foi bem conseguida, provavelmente fruto de alguns ânimos mais exaltados, devidos à pouca convicção na apresentação do Relatório e Contas(apresentar resultados negativos é sempre muito difícil);
  • algumas boas intervenções dos sócios, sobretudo aquelas que apontavam para um futuro melhor do Clube;
  • boa prestação do Presidente da Direcção, com considerações sempre a propósito e com respostas muito prontas, particularmente as que diziam respeito ao futebol profissional .

A sugestão tem a ver com a logística na realização das Assembleias – sei bem que muita coisa foi já alterada para melhor (a qualidade do som, a disposição do espaço, etc), mas há um aspecto que, na minha opinião, tem que ser tido em conta, sob pena de ser, de todo, impossível conduzir uma Assembleia com o mínimo de dignidade que o nosso Vitória exige e merece: as bancadas não podem ser utilizadas, é daqui que surgem os insultos, a má educação e, muito mais grave, a tentativa permanente de boicotar os trabalhos das reuniões mais importantes da família vitoriana.

Agora, alguns detalhes desta Assembleia :

  • aprovação, por grande maioria, da petição tendente à retirada da camisola 12, como homenagem aos fervorosos sócios e adeptos vitorianos, considerados o 12º jogador do clube. Trata-se, a meu ver, de uma deliberação mais passional do que racional, todavia votei-a favoravelmente porque também sou dos que pensam que o futebol é, na sua essência, uma grande paixão;
  • a explicação sobre a venda de jogadores, particularmente a do Bébé. Estas questões são sempre do agrado dos sócios e eu concordo com esta iniciativa, pelo menos, uma vez por época;
  • a afloração da questão sobre “as relações Vitória-Câmara”. Gastou-se muito pouco tempo neste aspecto e eu reputo-o de extrema importância para a estratégia futura do nosso Clube. Tive a sensação de que se trata de um assunto tabú, mas fiquei muito contente por ter ouvido o Presidente da Direcção dizer, preto no branco, que a decisão de uma tomada de posição sobre este assunto seria sempre dos sócios e numa Assembleia Geral convocada para o efeito. Só que o tempo urge e já perdemos a possibilidade de fazer um encaixe de 5 milhões de euros. O arrastar deste tipo de situações nunca será benéfico para o Vitória. Imaginem esta mesma situação na cidade que está para lá da Moreira, como diz o meu colega destas crónicas Luís Cirilo, estava ou não, já resolvida?

Até à próxima, caros leitores!

Alfredo Magalhães
Sócio nº 1580

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