A Primavera Vitoriana…

Antes de mais, um voto de congratulação pela vitalidade do Vitória… duas mil pessoas desejando tomar conhecimento da vida e contas do clube, demonstra que somos partes integrantes de um amor comum e que enquanto cá estivermos, dificilmente, o nosso clube entrará em caminhos, como outros entraram, e que nada o honrariam!

Depois deste considerando preliminar, o lamento verdadeiro… como é possível que, inclusivamente, após os países árabes terem cedido aos desejos populares entrando numa Primavera democrática, no Vitória após muitos incentivos para tal, Emílio Macedo da Silva, ainda, resistiu a mais uma Assembleia Geral? O que leva a alguém que foi alvo de todos os ataques a querer manter-se nos destinos de um clube, que já demonstrou não o querer ter?

Na verdade, e assuma-se, doa a quem doer: Emílio pode querer, mas não tem capacidade para ser presidente do Vitória. Não conseguiu explicar a assombrosa derrapagem orçamental… não conseguiu explicar como o Vitória continua a caminhar para o abismo mesmo tendo o maior encaixe financeiro da sua história… não conseguiu compreender os objectivos das inúmeras intervenções dos sócios que demonstraram cabalmente que encabeça um projecto moribundo e sem qualquer hipótese de reabilitação… e por fim, após vinte intervenções a realçarem o seu malogro financeiro, ainda conseguiu atribuir a reprovação das contas ao mau momento desportivo… um quadros surrealista, que nem Dali desdenharia!!

Isto se não faz lembrar o famigerado ministro da Informação iraquiano, que quando a casa ruía fechava os olhos e dizia que não era verdade, não saberemos que melhor réplica do ente encontraremos no burgo!

Porém, verdade seja dita, Emílio é a cabeça do animal , que corporiza sob outras formas… com efeito, houve outros elementos dos órgãos sociais que imbuídos do espírito de protecção a quem os convidou para serem reconhecidos no Vitória, o procuraram defender com unhas e dentes. Na verdade, em nenhuma assembleia geral, o presidente da mesa da mesma tomou partido, procurando realizar a intervenção final na fase das alocuções, apelando a um voto favorável a algo que simplesmente demonstrava o falhanço da direcção que estava sob avaliação. E, também, em nenhuma reunião magna, um elemento do Conselho Fiscal, que pela sua função de fiscalização deve ser independente, procurou, e depois de ter dado parecer parecer favorável mas com reserva às ditas contas, procurou salvar o impossível, e que por o ser não poderia suceder.

E por esse malogro de quem deveria ter sido infalível, ou pelo menos quase, destaque para os sócios que conseguiram expor os seus pontos de vista… que conseguiram arrancar os aplausos de quem assistia… que, coerentemente, demonstram os seus pontos de vista, mas acima de tudo mostraram esclarecimento, constante acompanhamento da vida do clube a amor ao mesmo… e quando os sócios anónimos demonstram, cabalmente, terem uma valia argumentativa e de conhecimentos superior aos integrantes dos órgãos sociais, a só uma conclusão se pode chegar: o clube vai hipotecando o seu futuro apostando nos cavalos errados e com odds nulas.

Porém, se essa conclusão faz-nos perceber que se perderam quatro anos, também se torna confortante por sabermos que o futuro irá necessariamente ser melhor… e isso foi o que fez aquela enorme massa humana dar um grito de revolta… se até no Médio Oriente, a Primavera da Democracia e do Futuro chegou, porque não no Vitória, onde qualquer intervenção exala paixão, carinho e desvelo? A Primavera está a chegar e esperemos que a seguir a ela chegue o Verão e o clube não torne às trevas do Inverno, da escuridão e do pouco conhecimento tão patente ontem nas intervenções dos elementos da direcção.

Com sócios assim, o VITÓRIA NUNCA HÁ-DE MORRER!!!! E O VITÓRIA SERÁ SEMPRE NOSSO!

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