Académica-Vitória (Antevisão)

O Vitória desloca-se este Domingo a Coimbra, para defrontar a Académica, um Jogo entre dois “históricos” do futebol nacional.

Em Terras de Mondego, os Conquistadores pretendem voltar aos triunfos, e mostrar um tipo de futebol diferente do que o apresentado até ao momento, onde se tem visto um futebol muito “desgarrado”, sem ideias, e sem beleza para o adepto Vitoriano, que gosta de ver a sua Equipa jogar um futebol agradável.

Cabe aos comandados de Rui Vitória, inverter esta situação dentro das 4 linhas, mostrando mais concentração, mais luta e mais vontade em mudar o rumo dos acontecimentos.

No histórico de confrontos entre os 2 Clubes, o Vitória em 49 encontros para a Liga, venceu 8, empatou 15, e perdeu por 26 vezes.

Da Cidade-Berço devem viajar duas centenas de Vitorianos (os bilhetes são caros e a viagem ainda é longa), que vão apoiar os Conquistadores durante todo o desafio, tentando empurrar a Equipa para o triunfo que pode trazer mais crença e confiança ao Vitória (seja no Plantel, Staff e Associados).

A arbitragem estará a cargo de Duarte Gomes, que um ano após o “roubo” na Luz, onde marcou 3 penaltys contra os Branquinhos, volta a apitar uma partida do Vitória.
Espera-se que desta vez com a isenção que deve haver por parte da arbitragem.

Questão Técnico -Tática

Na partida de Coimbra, e comparativamente ao Clássico da semana passada, Rui Vitória deve fazer duas alterações no 11 inicial.

Também a nível tático, haverá alteração, pois o Vitória jogou na semana passada praticamente num 1x4x3x2x1 (sem um playmaker), ficando a Equipa sem um Jogador que pudesse organizar e pautar o Jogo ofensivo, perdendo dessa forma um Jogador que tente ser “cerebral”.

Este Domingo, Rui Vitória então deve apostar no habitual 1x4x2x3x1 (já com um número 10, retirando Olímpio da zona intermédia), faltando saber quem o será, se Toscano ou Barrientos?

Assim e na defesa, é provável que o Capitão Alex regresse ao lado direito, em detrimento de João Gonçalves (está nos 2 golos do último adversário, e a nível ofensivo foi uma nulidade, não dando profundidade no seu corredor), que esteve infeliz no último desafio.

No eixo da defesa, Defendi recuperou da lesão que o apoquentava, e manter-se-á no centro da defesa, ainda assim o brasileiro não pode cometer os erros do último desafio, é que a forma displicente como aborda principalmente o lance do 1º golo (faz o movimento contrário do atacante adversário) não pode voltar a repetir-se.

Na zona intermediária, El Adoua tem sido o elemento que melhor qualidade exibicional tem exibido, e é neste momento o “patrão” do miolo do terreno, recuperando bolas e entregando a bola com acerto (melhorou muito no capítulo do passe).

Já André está num momento de forma pouco positivo, o que não ajuda á consistência e “agressividade” que o meio-campo Vitoriano devia ter nos últimos desafios.

Urge que André apareça finalmente na sua melhor forma, recuperando mais bolas, e que seja também o elo de ligação para o ataque, arriscando mais nos passes de ruptura e no remate de meia distância.

Na posição 10, falta saber quem assumirá as funções de playmaker. À partida, a escolha deve recair em Marcelo Toscano (tem que melhorar muito em relação ao início de época), que pode por vezes trocar de posição com João Ribeiro (procura muito zonas interiores), podendo a Equipa ganhar mais mobilidade e repentismo no último terço do terreno.

Outra possibilidade passa pela aposta em Barrientos (se jogar, tem que assumir o controlo do jogo ofensivo, e deve jogar simples, recebendo e desmarcando de imediato os companheiros da frente, e não entrar em dribles, pois assim a Equipa torna-se ainda mais lenta na transição ofensiva) que pode regressar à posição 10.

Na frente de ataque, é importante que Ricardo, não se desgaste tanto em ações defensivas, pois é preciso que o jovem Extremo, tenha a frescura que lhe possibilite nas transições ofensivas desequilibrar a partida a favor da formação Vitoriana.

Na área, Soudani tem tido poucas oportunidades, e como se viu na última partida, é um contra-senso jogarem futebol direto para o avançado Argelino, que não tem essas características. A sua agilidade e velocidade, pedem bolas em profundidade e nas costas das defesas adversárias.

É claramente primordial, que o Vitória tente jogar um futebol de pé para pé, apoiado, e não caia no erro de jogar futebol direto, quando não tem jogadores para jogar nesse estilo de jogo, que diga-se é nos dias de hoje, é “esteticamente feio” e já muito pouco usual (já só se vê no futebol Britânico).

Em Coimbra, o Vitória pode e deve explorar o desgaste acumulado pelo adversário (tem que ser muito mais rápido a sair nas transições ofensivas, e tem que dar mais profundidade nos corredores, desgastando o opositor), que jogou na última 5ª feira.

Força Vitória e Vitória Sempre!

Adversário

O adversário do Vitória ainda não perdeu na atual edição da Liga (1 triunfo e 4 empates), o que mostra a clara qualidade que vem apresentando.

Pedro Emanuel, tem colocado a sua Equipa a jogar num tradicional 1x4x3x3, ainda que muitas vezes Makelele se junte a Bruno China, fazendo um duplo pivô a meio-campo, dando desta forma mais liberdade a Cleyton.

Falta saber, se Domingo vai jogar no miolo do terreno, Makelele ou Ogu (é um jogador mais ofensivo), que jogou nas duas últimas partidas.

Pedro Emanuel é um Treinador que gosta de colocar a sua Equipa a jogar um bom futebol, e tem princípios de jogo bem definidos (é forte nas transições ofensivas), tentando quase sempre jogar de forma aberta, o que é bom para quem presencia o espetáculo.

Pontos Fortes
* No setor defensivo, Reiner (forte no jogo aéreo e marcação) é o patrão da defesa. Também Hélder Cabral passa por um bom momento, dando muita profundidade no lado esquerdo.

* Na zona intermediária, Bruno China equilibra a Equipa, Makelele, é um médio com um “pulmão enorme”, e se jogar John Ogu, o miolo ganha mais técnica e fica mais ofensivo.

* No ataque, Marinho à direita usa sempre a velocidade e dá profundidade na direita, na esquerda sem Wilson Eduardo (procura muito as diagonais) lesionado, deve jogar N´Gal, um velocista, que pode trazer mais profundidade na faixa esquerda. Na área Salim Cissé, é um Avançado móvel, veloz, e que surge bem no espaço vazio.

* Nas bolas paradas ofensivas, é precisa muita atenção a Reiner, Cissé e a Edinho, pois atacam bem a bola e são fortes no jogo aéreo.

* No Banco, há Jogadores com qualidade, casos de João Real, Rodrigo Galo (é mais ofensivo que João Dias), Saná, Keita e Edinho (forte no jogo aéreo e na movimentação junto à área).

Pontos Fracos
* Flávio Ferreira no eixo da defesa, mostra debilidades na marcação, no sentido posicional, e sente também dificuldades em marcar um Avançado veloz (Soudani deve “cair” muitas vezes no seu espaço).

* Hélder Cabral a nível defensivo, dá espaços nas costas, e fecha mal a zona central. Ricardo tem que apostar muito no 1×1, pois pode causar muitas dificuldades no lateral conimbricense.
* O bloco defensivo está muitas vezes demasiado subido, e o Vitória pode apostar nos passes de ruptura nas costas da defesa adversária.

* Na zona intermediária, não há um jogador que faça esquecer Adrien, que pautava o jogo com grande qualidade. Cleyton tem boa técnica, mas não é um jogador que define o último passe com a capacidade que decidia Adrien.

* Nas bolas paradas defensivas, a Equipa defende à zona, e tem dificuldades na zona central, situação que o Vitória terá que explorar, colocando nesta zona os jogadores mais altos, casos de Defendi, N´Diaye e Adoua.

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