Académica-Vitória (Antevisão)

Questão Técnico – Tática

É já este Domingo em Coimbra que o Vitória joga a partida mais importante da época. Em causa, estará o apuramento para a final no Jamor, e participação assegurada na Liga Europa da próxima época.
Será um jogo de emoções fortes para os milhares de Vitorianos que se deslocarão a Terras de Mondego, e também para os muitos aficionados vitorianos que seguirão a partida via Tv.

Em Coimbra espera-se um Vitória com garra, raça e atitude, pois só assim o sonho do Jamor será possível!
Os adeptos vitorianos pedem aos jogadores que joguem nos limites, e que consigam dentro do relvado assegurar a passagem ao jogo decisivo no Estádio Nacional.

Para o jogo no Mondego, o Vitória terá que jogar com muita concentração, e nunca defendendo junto a sua baliza a “magra” vantagem que leva na eliminatória. Terá que ser o homem mais avançado o primeiro a defender junto a baliza de Peiser. As oportunidades para o Vitória com o desenrolar da partida irão surgir, e aí os branquinhos terão que ser eficazes, de forma a resolver a eliminatória.

No importante jogo deste Domingo, Manuel Machado sabe que não poderá contar com o maliano N’Diaye castigado, nesse contexto o brasileiro Leandro Freire será chamado ao onze, de forma a fazer parelha com João Paulo. A nível defensivo, será muito importante que Bruno Teles não se arrisque em tarefas ofensivas, pois o seu opositor Sougou é um velocista e quando “embala” é muito perigoso nas transições ofensivas.

No meio campo, e como médio defensivo parece-me pertinente a utilização de Clebér pois o brasileiro funciona bem como 3º central, e tem mais rotinas de jogo que o seu compatriota Renan. Para além disso, Clebér também tem maior estatura e o jogo aéreo será importante.

Ainda na zona intermediária, a entrada de João Pedro pode ser importante, pois o jovem brasileiro como médio ala direito mostra ser um jogador muito disciplinado taticamente, podendo também auxiliar Alex a fechar o corredor direito, pois Hélder Cabral e Diogo Valente tentarão dar profundidade e largura ao jogo da Académica pela faixa esquerda. No lado canhoto, Jorge Ribeiro, terá que encaixar em Diogo Melo, e também ajudar Bruno Teles em tarefas defensivas.

Como organizador de jogo Rui Miguel tem que se assumir como o manobrador das tarefas ofensivas vitorianas.Com a sua técnica refinada, terá que guardar bem a bola, e arranjar linhas de passe para os companheiros mais avançados.

Na frente será necessária muita mobilidade de Targino de forma arrastar os centrais da Académica, abrindo assim espaços para Toscano que será o “falso” avançado. Toscano tem uma boa meia distância, por isso o brasileiro tem que arriscar o seu forte remate. Não terá que ter receio de o tentar várias vezes na partida.
O Vitória terá que fazer um jogo inteligente, e com toda e entrega possível por parte dos jogadores. Que joguem pelos adeptos, que merecem tudo!

Força Vitória e Vitória Sempre!

O Vitória este Domingo pode alinhar num 1x4x4x2, e apresentar o seguinte onze :

Adversário: Académica

Pontos fortes:

A Académica joga num 1x4x3x3 e é uma equipa muito organizada. O conjunto de Coimbra, gosta de pressionar alto, com os avançados a fazerem pressing logo na saída de bola da equipa adversária, e os médios a subirem as linhas de forma a encurtar a equipa.

A nível defensivo, conta com Peiser um guarda-redes de grande nível, e com 2 centrais fortes no jogo aéreo, casos de Berger e Luiz Nunes. Os laterais são ofensivos, com Hélder Cabral na esquerda a dar muita profundidade ao corredor. Na direita Pedrinho é menos interventivo, até porque Sougou não o apoia muito em termos defensivos.

No meio campo, Nuno Coelho como trinco é o pêndulo da equipa, pois destrói jogo adversário e sabe sair a jogar. Como médios interiores jogam Diogo Melo médio trabalhador, que tem um remate forte de meia distância e que gosta de apoiar Sougou em tarefas ofensivas. O experiente Hugo Morais completa o trio, ele que é um médio canhoto com qualidade no passe longo, e que também marca os ritmos do jogo da Académica.

Na frente, Sougou é rapidíssimo, explosivo e muito difícil de parar. É também perigoso nas diagonais para o centro de ataque. No lado esquerdo Diogo Valente tem uma excelente capacidade técnica, e nas bolas paradas bate muito bem, pois cruza forte e tenso para a área. Na área e não podendo contar com o possante e de passada larga Edér, a opção recairá em Miguel Fidalgo, que é muito inteligente nas desmarcações, e joga sempre no limite do fora de jogo, o que torna difícil a marcação para um defesa.
Atenção nas bolas paradas ofensivas ao forte jogo aéreo de Berger e de Luiz Nunes.

Pontos Fracos:

A Académica dá espaços entre a linha defensiva e a linha média, aí o Vitória tem que explorar essas debilidades.

No sector defensivo, os centrais são lentos, com destaque neste caso para o corpulento Luiz Nunes. A velocidade de jogadores como Targino, Faouzi e João Ribeiro terá que ser explorada. Berger sente muitas dificuldades no jogo pelo chão, e sente dificuldade em parar avançados móveis e velozes.

Na esquerda Hélder Cabral dá bastantes espaços nas costas, assim sendo pelo corredor direito o Vitória pode desequilibrar em termos ofensivos.

Nas bolas paradas defensivas, deu para visualizar no último jogo da Académica, que a zona do 1º poste está desguarnecida. Tanto Jorge Ribeiro como Bruno Teles, devem bater as bolas paradas laterais, com intenção de colocar a bola ao 1º poste, pois aí a Académica sente muitas dificuldades e não é agressiva a atacar a bola.

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