Alfredo Magalhães – VITÓRIA : O MOMENTO DA VERDADE ?

Caros leitores e amigos, no momento em que lêem esta crónica terão já, creio eu, conhecimento da demissão do Presidente do Vitória Sport Clube e da sua Direcção.

Coube-me, em sorte, dirigir-me a todos vós no momento, provavelmente, mais conturbado e mais difícil da História do nosso Vitória.

Obviamente que não enjeito esta responsabilidade e assumo-a com toda a verticalidade, de forma a não defraudar a expectativa dos estimados leitores.

Neste sentido, vou centrar-me em dois aspectos que considero, absolutamente, essenciais, numa altura em que se vislumbra uma mudança de rumo nos destinos do Clube:

Primeiro: A equipa de futebol profissional tem vindo a ter uma actuação de bom nível, apesar de todas as vicissitudes por que tem passado; não devemos esquecer que há mais ou menos três meses estávamos no último lugar, e hoje encontramo-nos em sexto. Esta equipa é a mesma que tanta gente pôs em causa, é a mesma que tem estado com ordenados em atraso, é a mesma que tantas vezes é vaiada. Estes jogadores merecem o nosso respeito e, sobretudo, o nosso mais vivo aplauso. E a par deles, a equipa técnica liderada por um homem de grande honestidade intelectual e tecnicamente competente que, na minha opinião, deve continuar à frente dos destinos da equipa do Vitória, independentemente do resultado que se vier a apurar do processo eleitoral que se avizinha.

Segundo: Conforme se esperava, o Presidente e a sua Direcção demitiram-se. Está aberto o caminho para a construção de um novo ciclo no Vitória. Restará ao Presidente da Assembleia Geral convocar Eleições Antecipadas, sem mais. Não importa agora, e este não é o fórum para isso, escalpelizar as razões que determinaram este epílogo. Importa sim, caros leitores, preparar o futuro; e o futuro é já amanhã. Continuo a pensar e estou convicto que o Vitória é um clube diferente: move muita juventude, agita paixões exacerbadas, carrega muita emoção. E isto faz do Clube um imenso fogo que desponta a arder em qualquer momento – para o bem e para o mal. Daí haver necessidade de repensar o modelo de gestão, os métodos para agir, os procedimentos a equacionar, de forma a que o estado de graça da próxima Administração não se esfume num ápice. O próximo Presidente do Vitória, caros leitores e amigos, não pode falhar; o diagnóstico está feito – um caminho muito difícil, muito tortuoso que requer grande traquejo, muita engenharia financeira e alguns milhões de euros, no imediato. E o mais importante de tudo, que “carregue em si” uma SAD, a ratificar na primeira Assembleia Geral do novo mandato.

VIVA O VITÓRIA!

Alfredo Magalhães
Sócio nº 1580

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