Algo terá que mudar…

@ Algo terá que mudar...

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O Vitória Sport Clube vive, neste momento, uma altura ímpar no que a futebol diz respeito.

A atestá-lo, basta consultar as várias tabelas classificativas de cada escalão de futebol. Com efeito, as nossas equipas de iniciados, juvenis, juniores e seniores vão dominando o futebol português que passa por momentos de turbulência e que nem as presença na final do campeonato europeu da selecção sub-19, bem como o imaculado apuramento para a fase seguinte da equipa dos sub-21 vão conseguindo escamotear.

Apesar desse estado de graça em contraciclo com a aparente derrocada dos alicerces do futebol luso, em que as palavras mais ouvidas são “renovação” e “reestruturação”, os Conquistadores, continuam a não ser premiados pelo esforço e dedicação que vão votando para que o futebol português entre na senda da evolução e da modernidade.

Como sabemos, a selecção nacional continua em crise… Talvez porque alguém quer que assim esteja, ou porque não existe visão e inteligência para mais, ousamos dize, sem medo das palavras e com a coragem que norteia o espírito de qualquer vitoriano.

A verdade é que o Vitória é neste momento o actual campeão nacional de juvenis e apenas João Bruno consegue ser convocado para a selecção de sub-17. Jorge Sampaio (ainda juvenil) e um dos jogadores com mais minutos na temporada passada pelos campeões nacionais, apontou esta semana 3 golos pela equipa de juniores. Mas mesmo assim, Hélio Sousa prefere continuar a chamar jogadores dos clubes habituais.

Mais ainda, no Mundial de 2014 a selecção das quinas nem da fase de grupo passou e foi anunciado a referida restruturação na mesma.

Mas qual restruturação? André André motor e capitão de uma equipa que soma 10 pontos em 12 possíveis, continua a ser visto como um mero jogador. O senhor Paulo Bento preferiu continuar a olhar para jogadores que chegam a clubes de top sem ter provas dadas, para os meninos que são rotulados de “craques” sem darem provas de tal dentro das quatro linhas… e talvez, aí, tenha residido a débacle vergonhosa da pretensa “equipa de todos nós” que capitulou no Brasil e se ajoelhou perante a Albânia, sem qualquer honra….

E muitos mais casos haveriam para relatar, mas fiquemo-nos por aqui, com a esperança que o futuro seleccionador nacional não seja dotado de uma especificidade de carácter do anterior: a casmurrice que o impediu, vezes sem conta, de se deslocar ao D. Afonso Henriques para assistir a um jogo do clube que mais tem acarinhado e apostado no produto nacional…e como diz o slogan, e nós comprovamos (Paulo Oliveira, Ricardo Pereira, Amidó Baldé, Tiago Rodrigues, João Afonso, Cafú, Alex, Hernãni, Tomané, entre outros), o que é nacional é bom!