Algo vai “podre” no reino do futebol

Sem Título

@ AVS – Opinião

 O futebol português, nos tempos que correm, exala um putrefacto odor…

Desde logo, pela fantasmagórica candidatura de Luís Figo à FIFA, numa sombria jogada de bastidores, digna dos teatros de marionetas, e tendente a dar poder ao tenebroso Michel Platini – esse amigo do Vitória –  e ao impoluto Fernando Gomes, que  antes de chegar a cargos institucionais, apenas se preocupava com os bilhetes para as amigas no camarote do Dragão.

Agora, que almejou um cargo institucionalmente respeitável, há que cimentá-lo e nada melhor do que colocar alguém no cargo máximo do órgão máximo do futebol mundial, para ter uma carreira assegurada…ainda, para mais alguém controlável e que lhe permitirá conjuntamente com o tenebroso francês mandar em tudo…uma versão moderna do famigerado DDT e esperemos com resultados melhores!

E, em Portugal, a táctica é similar… a aposta, para a Liga de Clubes num “duque” que nunca há-de chegar a “rei”, e que simplesmente se encontra lá para impedir que o clube onde o presidente da Federação foi dirigente e os seus dois grandes rivais figadais percam o monopólio dos direitos televisivos. Aliás, deve ter sido, apenas coincidência, que mal o “lobo mau” Figueiredo saiu do órgão, que o “padrinho” Oliveira aceitou patrocinar a Liga e voltar a transmitir a “Taça da Carica”… e no entretanto, o último classificado do campeonato inglês recebe mais do que os demais quinze clubes da I Liga Nacional. Pelo menos as acções judiciais interpostas contra o abuso de posição dominante por parte da SportTV vão ser retiradas, e o Vitória e os demais vão continuar a satisfazer-se com migalhas… vá lá que adiantadas!

Continuando o nosso périplo, e en passant, o que dizer do vice presidente da mesma Federação, entidade de utilidade pública e que por devolução de poderes exerce prerrogativas do estado, que foi condenado penalmente por lesar a Autoridade Tributária – logo, o Estado – aquando da sua transferência para o Sporting? Na verdade, o dinheiro que ele lesou aos contribuintes é o mesmo que recebe todos os meses, proveniente desses mesmos contribuintes e escolhido pelo novo candidato a DDT… uma situação perfeitamente normal, como diria o poeta treinador, por estes dias desterrado para as catacumbas do campeonato argelino.

Seguindo as nossas deambulações federativas, centremo-nos nas selecções…. ou “aquela equipa que joga de vermelho e é um grupo de amigos cirurgicamente escolhidos”. Dizia, Manuel Cajuda, uns dias antes da escolha do engenheiro, que apesar da pele de cordeiro é tão frágil de princípios como o seu antecessor, que haviam-lhe dito para ser selecionar é preciso “ ter amigos num determinado banco, ser patrocinado por uma certa marca desportiva e dar-se bem com um determinado empresário”. Ora, tais requisitos, também, deverão aplicar-se à escolha dos atletas, se bem que a estes acrescerá outro: jogar num clube do sistema.

Com efeito, o que dizer do constante esquecimento do nome de André André nas convocatórias nacionais? Da petulância, a roçar a jocosidade, da justificação do seleccionador, a questionar quem tiraria. Ou, ao invés, de considerar que Hernâni, recentemente transferido do Vitória para o Porto, estava a ser monitorizado para ser convocado…ele, que ainda nem sequer se estrou no Porto e se encontrava em quebra no Vitória…mas, como mudou de cores, é seleccionável e há-de merecer o mesmo tratamento que esses talentos à escala planetária como Josué ou Licá, também internacionais pela suposta “Equipa de Todos Nós.”

Porém, tal clima de favorecimentos não cessa na principal selecção…o que dizer dos jovens do Vitória, a dar cartas nos seus escalões, e constantemente olvidados das convocatórias? Ou, o tenebroso exemplo de Xande Silva que, antes de assinar pelo Vitória, era a “next big thing” do futebol português e, que após ter rumado a Guimarães, passou a ser mais um, tendo dificuldades em assegurar a titularidade e nem o facto de já jogar na equipa B lhe tem valido.

Mas, não se pense que tal é somente no futebol, dito de onze… soubemos, ontem, pelo departamento de futebol de praia do Vitória que os seus atletas, constantemente olvidados nas convocatórias da selecção nacional da especialidade, estão a ser ultrapassados por outros que jamais pisaram a areia… o compadrio estende-se a todos os braços do órgão federativo mais preocupado em agradar a amigos que pugnar pelo essencial: a efectiva representatividade de todos os seus associados e um papel activo na Liga de Clubes, como associada…

Vá lá que o Figo vai ser presidente da FIFA, o Fernando Gomes irá desempenhar um alto cargo na referida organização, o Luís Duque ( que não apresentou qualquer projecto para a Liga e é incensado por nada dizer e nada fazer) sairá no fim da época e outras caras virão… com as consequências de um folclore a que assistimos de Janeiro a Junho de 2014!

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