Ano Novo, Artistices Velhas! [FOTOS]

Começa a ser repetitivo fazer a crónica dos jogos entre o Vitória e o Lisboa e B.

Na verdade, se no pretérito desafio do campeonato a estrela houvera sido Duarte Gomes, hoje a vedeta maior da equipa adversária for Bruno Paixão que conseguiu desequilibrar totalmente os pratos de uma balança que até a dado momento parecia pender para as cores dos homens d’el Rei.

Deste modo, conseguir validar um golo em claro fora de jogo de Witsel e que originou o tento inaugural da partida, perdoar a expulsão primeiro a Maxi Pereira e depois a Javi Garcia, vendo as agressões e apenas as sancionando com cartolina amarela, escamotear uma clara grande penalidade por falta do mesmo Maxi – que, obrigatoriamente, originaria outra cartolina ao defesa – , carregar os atletas vitorianos de amarelos e perdoar por infrações de igual amplitude a mesma penalidade aos adversários e acabar a expulsar à primeira oportunidade Pedro Mendes, fizeram do pretenso juiz do desafio o melhor em campo da equipa adversária que só puxou dos galões quando se encontrou em vantagem definitiva e perante um Vitória fragilizado numericamente.

Não se pense, porém, que o Vitória enquanto teve forças e crença que poderia bater-se contra tão dantesco adversário foi uma equipa submissa, como por vezes, durante a presente época tem sido…bem pelo contrário! Enquanto houve Pedro Mendes a pegar na batuta, bem secundado por um El Adoua com uma inesgotável pujança e um Nuno Assis a roçar já uma forma mais próxima da que patenteou na última passagaem por Guimarães, o Vitória foi melhor que o Benfica.

Soube reagir à adversidade de um golo ilegal, empurrando a equipa adversária para o seu último reduto. Como consequência, criou oportunidades suficientes para reverter o resultado; chances, essa, porém, desbaratadas pela inépcia de N’ Diaye, Nuno Assis ( a um metro da linha de golo) e Edgar ( isolado só com Eduardo pela frente) e que simplesmente serviram para demonstrar à saciedade a melhor equipa sob o relvado.

Na segunda metade, o golo madrugador de João Paulo parecia querer indicar que à boa exibição da parte inaugural, ir-se-ia anexar a eficácia que seria tendente à vitória. Porém, as equipas mais fortes possuem elementos capazes de desequilibrar a contenda de um momento para o outro e Bruno Paixão resolveu demonstrar o quão desequilibrador consegue ser, expulsando à primeira oportunidade o pêndulo da zona medular vitoriana: Pedro Mendes.

Após esse momento e com o rasgo de inspiração quase simultâneo de Cardozo, o jogo terminaria… os dois golos seguintes já não fizeram parte de um guião produzido, realizado, encenado e interpretado por um árbitro que aparece sempre com a lição bem estudada e um verdadeiro perito na arte de decidir jogos.

Vá lá (ou então não) que deve ter havido alguns sócios vitorianos satisfeitos com o resultado, pelo que a atuação de um homem cheio de paixão não saltará para os escaparates de uma imprensa, igualmente, permissiva quando se trata de desmascarar este tipo de situações… e de uma direção que insiste em não querer afrontar quem se bate pela verdade do futebol português, mas que, também, sobrevive nos pântanos deste!

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