[ANTEVISÃO] CD Nacional – VITÓRIA

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Depois do triunfo no D. Afonso Henriques diante do Olhanense, o Vitória volta a entrar em ação já este domingo desta feita na condição de visitado. Os comandados de Rui Vitória deslocam-se à Madeira onde terão pela frente o Nacional. O pontapé de saída está agendado para as 17h30 e a partida será transmitida em direto pela Sport tv 1.

Trata-se de uma viagem tradicionalmente complicada, de onde infelizmente o Vitória não tem conseguido trazer para Guimarães muitos pontos na bagagem. Aliás, no cômputo geral dos confrontos entre as duas formações os madeirenses levam ligeira vantagem, sendo que para isso muito contribuiu o facto de o Nacional ter saído vencedor em ambos os jogo da temporada passada.
Também por isso Rui Vitória tem aqui um fator aliciante extra, depois de quebrada a tradição de não conseguir lograr um triunfo na 1ª jornada há 10 anos. A última vitória na Choupana data de há três anos atrás, na partida que marcou precisamente a estreia de Rui Vitória como técnico do clube que ostenta o seu sobrenome.

Para este encontro referente à 2ª Jornada do Campeonato, o Vitória conta praticamente com o plantel na máxima força. A única ressalva é o caso do defesa Kanú, que continua a contas com uma entorse no joelho direito.

 

O Adversário

O Clube Desportivo Nacional, vulgarmente conhecido como Nacional da Madeira,  é um clube com um percurso em crescendo nas últimas décadas, tendo conseguido consolidar a sua posição no panorama nacional. Hoje em dia é frequente encontrarmos os madeirenses a vaguear pela 1ª metade da tabela, sempre com os olhos postos nos lugares de acesso à Europa. Os alvinegros almejaram as provas europeias por 4 vezes em toda a sua história, sendo que metade delas sob o comando de Manuel Machado.

O treinador vimaranense tem-se revelado um talismã para os nacionalistas, sendo que Rui Alves reeditou o casamento perfeito com a época passada já em andamento. Machado encontrou um barco prestes a afundar porém ainda foi a tempo de reerguer a equipa e derrotar o Vitória por duas vezes, todavia sem que conseguisse o desejado apuramento europeu. Esta temporada, como não poderia deixar de ser, as agulhas estão apontadas à Europa.
Os concorrentes diretos do Vitória pelos 5 primeiros lugares da classificação não tiveram porém um início tão risonho como o dos Conquistadores. O Nacional foi derrotado por 3-1 na Amoreira perante o Estoril, com a particularidade de ter sofrido os 3 golos num espaço de 5 minutos.

Em relação aos aspetos técnico-táticos, este Nacional tem o cunho do nosso bem conhecido Manuel Machado. Aborrecido para uns, eficaz para outros, a verdade é que esta faceta cínica normalmente é sinónimo de bons resultados nos clubes por onde o ex-professor de ginástica treinou.

O jogo de amanhã revelará um Nacional igual a si mesmo: iniciativa a cargo do adversário, retuagarda bem protegida e ataque apetrechado de jogadores rápidos à espera do erro do Vitória para chegar ao golo e lograr os 3 pontos. Este foi, de resto, o segredo por detrás do triunfo caseiro dos alvinegros na época passada, dado que o Vitória, equipa construída para jogar em transições, não se deu bem com o facto de ter ao seu encargo as despesas do jogo.

Relativamente ao jogo da semana passada na Amoreira, Manuel Machado deve apenas operar uma alteração na equipa. O jovem Nuno Campos deverá ceder o lugar a João Aurélio na direita da defensiva, tal como se sucedeu na segunda parte desse encontro.

Assim, o Nacional deverá alinhar com Gottardi na baliza, quarteto defensivo constituído por Mexer, Miguel Rodrigues,  João Aurélio e Marçal, meio-campo com o duplo-pivôt Rafa-Claudemir e a frente de ataque completada por Mateus, Candeias, Rondón e Djaniny.  Montado numa estrutura de 4x2x3x1 (que se desdobra num 4x5x1 em momentos defensivos e num 4x2x4 nos momentos ofensivos), os insulares vivem dos automatismos no processo de transição ofensiva, onde despontam as ameaças maiores desta equipa.

 

O Vitória

Após o triunfo diante do Olhanense, o Vitória chega à 2ª jornada com a expetativa de amealhar mais 3 pontos e consagrar um excelente início de campeonato. A tarefa não será fácil, mas a ambição e o espírito de conquista são os mesmos de sempre e prometem desequilibrar a balança a favor do Vitória. Com o boost motivacional de um triunfo a abrir o campeonato, os Conquistadores partem para esta dura batalha imbuídos de grande vontade de vencer.

No plano técnico/tático, não são de todo expectáveis alterações à formação que atuou no sábado passado. “Em equipa que ganha não se mexe” é um princípio preservado no tempo e sagrado para Rui Vitória, que deverá optar pela consistência e consolidação de processos ao apostar num onze mais rotinado. Por conseguinte, eis o onze do Vitória que deverá alinhar na Choupana:

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Na batalha tática com o calculista Manuel Machado, a única forma de o derrotar é sendo ainda mais frio e objetivo que a sua equipa. No jogo da Madeira do ano passado o Vitória teve mais bola, criou mais oportunidades mas foi traído pela falta de eficácia… em sentido contrário o Nacional aproveitou duas distrações e venceu um jogo que o Vitória teve na mão…  Neste sentido é imperioso ser objetivo aquando da posse da bola e apresentar níveis de eficácia próximos dos 100%. Chegar ao golo é meio caminho andado para vencer este Nacional, que apresenta dificuldades quando tem que correr atrás do prejuízo. Esta equipa não está talhada para jogar em organização ofensiva e apresenta dificuldades na criação de oportunidades de golo em futebol apoiado, socorrendo-se sempre de lançamentos diretos para a velocidade dos seus avançados. A partir daí o Vitória limitar-se-ia a gerir o resultado em função do tempo, baixando as linhas e tentando aproveitar o balanceamento ofensivo do adversário para sentenciar o jogo.

O equilíbrio será a nota dominante no relvado da Choupana, pelo que os “artistas” do Vitória terão que funcionar em pleno para numa pincelada mágica inclinarem o jogo a nosso favor. Falo de Crivellaro e Barrientos claro está, os homens que tratam a bola por tu e que terão a importante função de desbloquear e desmoronar um bloco defensivo denso do adversário (à boa moda de Manuel Machado). A garra e o espírito de entreajuda dos nossos Conquistadores farão o resto…

Força Vitória!

 

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