Antevisão: Beira Mar – Vitória SC

Após um fim-de-semana onde se jogou a 4ªeliminatória da Taça de Portugal, as emoções da Liga estão de regresso, e esta 6ª feira, o Vitória desloca-se a Aveiro, de forma a defrontar o Beira-Mar, que é neste momento o último classificado da tabela classificativa.

No Municipal de Aveiro, é de prever uma partida equilibrada, com um jogo muito tático, e com desfecho imprevisível.

Os Branquinhos pretendem voltar aos triunfos, depois de na última ronda terem sido derrotados pelo Nacional. Ainda assim, a Equipa já deu uma resposta positiva para a Taça de Portugal no Bonfim, e espera-se agora que em Aveiro, confirme que essa derrota já esta ultrapassada, amealhando mais 3 importantes pontos.

Esta 6ª feira, será o 26º confronto entre os auri-negros e os Branquinhos, e até ao momento há um grande equilíbrio, com as duas Equipas a somarem 9 triunfos cada, e se terem registado 7 empates.

Na época passada, o Vitória venceu por 0-1, com um golo de Marcelo Toscano. E que bom seria, se o resultado fosse o mesmo na partida desta 6ª feira.

Da Cidade-Berço, seguirão para Aveiro 500 Vitorianos, que apoiarão os Conquistadores ao longo de toda a partida.

O homem do apito, será Nuno Almeida, que já esta época espoliou o Vitória B no Estádio do Lisboa e B. Pretende-se que esta 6ª feira, a sua atuação se paute pela isenção.

Questão Técnico -Tática

 

Para o jogo em Aveiro, e comparativamente ao jogo para a Taça de Portugal no Bonfim, Rui Vitória pese o Vitória ter conseguido a passagem aos Oitavos de Final, pode fazer uma alteração no 11 inicial.

Se no quarteto defensivo, não são esperadas alterações, ainda que Alex (continua a cometer erros posicionais, e Kanú já mereça ser chamado à Equipa principal), Freire (tem que ser mais “agressivo” na marcação, e no jogo aéreo), tenham cometido alguns lapsos no Sado, e Addy deva recuperar a tempo da partida (a não acontecer deve estrear-se o jovem Káká), já na zona intermediária a situação pode não ser a mesma, pois Barrientos pode regressar à Equipa inicial, substituindo Siaka Bamba (mostra qualidade, e será aposta muito importante no mês de Janeiro).

A confirmar-se esta situação a Equipa pode continuar a jogar à imagem do que fez no Sado num 1x4x3x3 (com um miolo do terreno com André e Barrientos juntos a pautar o jogo ofensivo, a qualidade do futebol Vitoriano pode ser muito mais virtuoso, mais requintado).

Assim sendo, estaria Leonel Olímpio a médio defensivo, e depois André e Barrientos (entrou muito bem, mexendo com o jogo ofensivo da Equipa, e trazendo o toque de classe no miolo) a completarem o triângulo invertido na zona intermediária.

Outra possibilidade, passa pela manutenção do meio-campo que jogou no Bonfim, com Siaka Bamba, na posição 6, e Olímpio (está num grande momento físico, e foi de um grande entrega no Bonfim) e André (mostrou-se mais solto, e teve mais bola, tentando fazer o transporte de jogo para o ataque) a completarem o tridente na zona nevrálgica do terreno. Se esta for a aposta de Rui Vitória, numa primeira fase do jogo, o Vitória jogará com um meio-campo mais robusto e musculado, e menos tecnicista e cerebral.

No ataque, e mais concretamente nas alas, João Ribeiro (está num excelente momento de forma, e tem demonstrado muita classe, criando desequilíbrios nos corredores, e fazendo com que a Equipa assente a bola rente ao relvado) e Marcelo Toscano (tem que procurar mais as diagonais, pois Baldé ganha muitas bolas de cabeça, e depois é importante que o Toscano, faça diagonais para a zona central, aproveitando algumas dessas bolas) a continuarem como titulares.

No banco ficarão Ricardo e Marco Matias, que podem no desenrolar da partida, com a velocidade que possuem, ser muito importantes para o desfecho do jogo.

Na área, jogara novamente Amido Baldé, que fez uma boa partida no Sado, mostrando muita disponibilidade física, ganhando muitas bolas de cabeça, e guardando bem a bola, esperando pela subida da Equipa. Para o estilo de jogo que o Vitória tem utilizado, o jovem avançado português, é claramente a melhor solução para o ataque Vitoriano (Soudani não é um avançado que se adeque para um estilo de jogo, que privilegie o futebol direto, mas sim um estilo de jogo de futebol apoiado, e onde o argelino surge bem no espaço vazio).

No relvado do Municipal de Aveiro, o Vitória tem de uma vez por todas, que impor um futebol apoiado, jogando de pé para pé, pois foi assim que os melhores momentos dos Branquinhos se observaram por exemplo no último jogo em Setúbal.

Agora jogar um futebol direto, que começa no Freire ou no Defendi e acaba no Baldé, não é agradável de se visualizar, e não traz bons resultados à Equipa.

É primordial então, fazer uma boa circulação de bola, e imprimindo intensidade e velocidade ao seu jogo, o Vitória vai seguramente vencer o Beira-Mar.

Força Vitória e Vitória Sempre! 

11 Inicial

Adversário

Sistema Tático

A Equipa de Ulisses Morais (é um Técnico experiente e pragmático, jogando muito para os pontos e não para o espetáculo), está neste momento no último lugar da tabela com 6 pontos amealhados.

No seu terreno os Aveirenses, ainda não conseguiram ganhar, registando 3 empates e uma derrota.

A nível tático, Ulisses Morais, deve colocar a sua Equipa a jogar num 1x4x3x3 (um triângulo a meio-campo, com Jaime na posição 6, Fleurival sobre a direita e André Sousa na esquerda, e na frente Balboa e Nildo nas alas, e Camará como avançado), tentando “fechar” os caminhos para a sua baliza, e quando tiver bola, em tentar partir rápido para o contra-ataque.

Outra solução passa por jogar em 1x4x2x3x1, com Jaime e Fleurival a fazer um duplo pivô a meio-campo, e a entrada de Cédric Collet para a posição 10, saindo assim André Sousa da Equipa.

Pontos Fortes

*  No setor defensivo, Hugo é a voz da experiência, e aos 36 anos, mantém um excelente sentido posicional. Nas laterais, à direita Pedro Moreira é um lateral competente a defender, e Joãozinho na esquerda, gosta de dar profundidade no corredor.

*  No miolo do terreno, Jaime na posição 6 dá músculo e combatividade, Fleurival é um médio box-to-box de grande intensidade, e o jovem André Sousa é um canhoto com boa visão de jogo e qualidade de passe.

*  Na frente, nas alas, Balboa à direita é veloz e tem boa capacidade técnica, à esquerda, Nildo na esquerda procura as diagonais, e cruza muito bem para a área. Na área, Camará é possante, e tem uma passada larga, sendo um jogador de difícil marcação, pois é muito móvel.

*  Nas bolas paradas ofensivas, Joãozinho bate bem, e é precisa atenção a Bura (aparece na zona do penalty), Jaime (surge ao 1º poste) e Camará (está sempre no 2º poste, à espera de uma bola que surja), que são fortes no jogo aéreo.

 

Pontos Fracos

*  Todo o setor defensivo, denota lentidão. À direita Pedro Moreira, sente muitas dificuldades em parar extremos velozes, no eixo da defesa, Bura e Hugo, são ambos lentos e tem pouco “jogo de cintura”, e Joãozinho na esquerda, dá espaços nas costas, e sente dificuldades em recuperar no terreno.

*  No miolo do terreno, falta um verdadeiro número 10 (Cédric Collet pouco tem mostrado), situação que nos últimos anos o Beira-Mar estava bem servido com Artur, que era um jogador que pautava o jogo ofensivo com mestria, e jogava muito bem no espaço entre-linhas.

*  Nas bolas paradas defensivas, o Beira-Mar, já sofreu vários golos, com bolas que “caem” entre o 1º poste e a zona do penalty, e o Vitória pode então colocar mais bolas nesta zona.

 

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