[ANTEVISÃO] Vitória SC x Vitória de Setúbal

Sem-título1

Depois do empate a uma bola na Madeira o futebol está de regresso a Guimarães! O nosso Vitória volta a entrar em acção no D. Afonso Henriques às 18 horas de amanhã, tendo pela frente o homónimo de Setúbal. Melhor que assistir ao jogo no sofá através da Sport tv 1 será mesmo marcar presença no palco do Rei, que tem tudo para voltar às grandes casas de outrora.

Todo o apoio é imprescindível e essencial para empurrar a equipa rumo aos 3 pontos, que a serem conquistados coroarão um início de campeonato bastante positivo para os comandados de Rui Vitória. Porém o Setúbal de José Mota costuma fazer das tripas coração nestes jogos, pelo que os Vitorianos não podem esperar facilidades.

 

O adversário

O Vitória Futebol Clube é um dos históricos do futebol português que também alimenta uma rivalidade com o Vitória do Rei, sobretudo devido à nomenclatura de ambos os clubes coincidir. A verdade é que os sadinos já tiveram melhores dias e são nesta altura um clube com capacidade e ambições diferentes das do Vitória, apesar da insistência de José Mota na ideia de que os dois Vitórias estão no mesmo patamar.

À partida para esta época a equipa de Setúbal apontou a manutenção como meta a alcançar, como tem sido apanágio nos últimos anos. Relativamente à temporada passada regista-se uma remodelação significativa na constituição do plantel, derivada do desinvestimento que se verificou que é fruto da situação financeira complicadíssima em que o clube se encontra. A aposta recaiu sobretudo numa aposta na prata da casa (Rúben Vezo, Miguel Lourenço, Frederico Venâncio, Kiko, Ricardo Horta) complementada com reforços recrutados em divisões inferiores (Coronas, Pedro Tiba, Gonçalo Graça, Diogo Rosado) e com jogadores estrangeiros desconhecidos e baratos (Lunguinha, Min-Woo, Rojas, Ramón Cardozo, Rafael Martins e Bruno Sabino).

Contudo tal não significa automaticamente que a qualidade da equipa tenha diminuído. Aliás, apesar de dois desaires o Setúbal deixou boa imagem nos dois jogos anteriores, principalmente no Bonfim ante o campeão FC Porto. O meio-campo aguerrido e o ataque veloz e vertical são como tem sido habitual com José Mota a principal imagem de marca desta renovada equipa do Vitória de Setúbal.

O 11 inicial dos sadinos que deverá pisar o relvado do D. Afonso Henriques não deve diferir muito daqueles apresentados até agora. De destacar apenas o regresso do polaco Kieskzek à baliza, após ter cumprido castigo na última jornada. Sendo assim, o Vitória de Setúbal vai a jogo com: Kieskzek, Pedro Queirós, Rubén Vezo, Javier Cohene, Nélson Pedroso, Dani, Paulo Tavares, Tiago Terroso, Bruno Sabino, Rafael Martins e Ramón Cardozo.

Menção especial para o trio de ataque dos setubalenses que deixou muito boas impressões iniciais. A velocidade e o virtuosismo de Bruno Sabino, a técnica pura de Rafael Martins e a disponibilidade física e mental da referência Cardozo podem causar perigo a qualquer defesa, pelo que o Vitória terá que ter atenção redobrada lá atrás e não haver lapsos de concentração. O Setúbal certamente explorará as valias trazidas pelos seus avançados através de transições rápidas e a última coisa que o Vitória pode fazer é deixar espaços nas costas a estes homens.

Já o meio-campo dos sadinos apesar de bastante laborioso apresenta alguma falta de qualidade individual, sobretudo no que toca à criatividade e imprevisibilidade. Dani será o suporte defensivo, fazendo-se valer da sua capacidade de desarme e agressividade; Paulo Tavares o médio de transição, o homem que faz o trabalho de “formiguinha” no meio campo à imagem de André André no Vitória. O médio de caraterísticas ofensivas mais vincadas é Tiago Terroso, que apesar de possuir um pé esquerdo interessante por todos os clubes onde passou ainda não mostrou verdadeiramente o porquê de ser um jogador de 1ª Liga.
Esta falta de capacidade do meio-campo sadino aliada às próprias caraterísticas dos jogadores e aos ideias do treinador conduz a que o Setúbal opte pelas transições ao invés de um jogo de posse, apesar de José Mota afirmar que vem a Guimarães jogar olhos nos olhos.

O setor mais frágil da equipa é mesmo a defesa, não só pela inexperiência dos atletas que a constituem mas também pela aversão crónica que Mota aparenta ter em relação à qualidade defensiva das suas equipas. Na temporada passada o V. Setúbal foi a equipa com mais golos encaixados (55) e esta época já contabiliza 5 golos sofridos em somente 2 jogos.

 

O Vitória

Horas depois de saber o resultado do sorteio da Liga Europa e da possibilidade de defrontar adversários de renome europeu, está na altura de o Vitória voltar a assentar os pés na terra e focar todas as energias no confronto com um adversário bem mais modesto. Um triunfo amanhã perspetivaria um dos melhores arranques dos últimos anos para os nossos Conquistadores, pelo que este encontro terá que ser abordado com a máxima importância.

Depois de um triunfo incontestável ante o Olhanense e uma boa exibição na sempre difícil deslocação à Choupana, o técnico Rui Vitória deve apostar no onze que tem dado frutos no início desta temporada. A verdade é que o leque de opções também não é muito vasto, ainda que a chegada de André Santos se constitua como uma enorme mais-valia. Sendo assim, amanhã o Vitória deverá fazer alinhar o seguinte 11:

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Uma vez que joga no D. Afonso Henriques frente a um adversário teoricamente mais limitado, a abordagem ao jogo por parte do Vitória deve ser semelhante àquela que assistimos frente ao Olhanense: assumir a iniciativa de jogo com uma circulação de bola em organização ofensiva, na tentativa de descobrir brechas na defensiva adversária e aí lançar a técnica e velocidade da frente atacante. Será um jogo de paciência dado que este adversário costuma dificultar a vida aos Branquinhos, com José Mota a queimar todos os cartuchos e mais alguns na tentativa de desfeitear o clube que sempre sonhou treinar.

Uma vez estancada a ameaça ofensiva do trio avançado contrário e ganha a batalha no meio-campo, cabe ao Vitória aproveitar a deficiente organização defensiva dos sadinos (a estrutura da defesa em linha está constantemente mal coordenada o que dá origem a muitos golos adversários quando o bloco é furado em linha) e chegar ao golo. Maazou terá novamente um papel fundamental neste aspeto dado que as suas excelente  movimentações em profundidade darão muito trabalho aos defensores setubalenses.

Cabe ao Vitória manter a sua personalidade, assente em predicados como o jogo coletivo, a seriedade e a concentração. Se tal acontecer, e sempre com a ajuda do número 12, o triunfo e os 3 pontos tornar-se-ão inevitáveis. Juntos somos mais fortes que qualquer colosso temível e que qualquer homónimo aspirante a Conquistador!…

FORÇA VITÓRIA!

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