Assim Sim! [Paços De Ferreira 1-5 Vitória]

Foi um Vitória diferente do que temos assistido, o que hoje se apresentou na Mata Real, frente ao Paços de Ferreira.

Na verdade, se a equipa foi absolutamente a mesma que iniciou o desafio frente ao Rio Ave, no passado Domingo, a verdade é que a atitude foi diametralmente distinta da patenteada no pretérito fim de semana.

Apesar de ter entrado no jogo por baixo, tendo que suportar uma pressão alta da equipa adversária, a verdade é que até nesses momentos de maior sofrimento e de excessiva indefinição no jogo, os branquinhos souberam manter-se ligados ao mesmo e evitar que os castores penetrassem seu no último reduto defensivo, à excepção de um lance logo na alvorada do desafio, em que beneficiando de um erro do central maliano N’Diaye, Melgarejo quase desfeiteava Nilson.

A partir desse momento, o Vitória passaria a dominar o jogo e Bruno Teles teria o primeiro ensejo para bater Cássio, possibilitando ao guardião brasileiro uma defesa apertada para depois falhar a assistência para Edgar que só teria de empurrar para a baliza deserta.

E se o lateral brasileiro prometeu, logo a seguir cumpriu…livre indirecto com Toscano a tocar para o lado e o antigo lateral do Grémio a enviar uma fulminante bomba que só deflagrou na rede adversária. O Vitória colocava-se em vantagem perto do intervalo e esperava-se que soubesse salvaguardar a vantagem,

Porém, fantasmas antigos assolaram a equipa…e a vantagem conquistada com tamanho rigor e eficácia, foi desbaratada em quatro minutos…o marroquino Adoua – continua-se sem se entender porque razão actua a interior esquerdo – em vez de lançar um contra ataque rápido, perde o esférico e permite que tal situação beneficie o adversário. Deste lance, resultaria que Melgarejo frente a Nilson empatasse a partida, beneficiando de mais um erro infantil, daqueles que tanto tem penalizado o conjunto de Guimarães.

Pensou-se que, atendendo ao momento psicológico, os branquinhos abanassem… nada disso, já que nesse ponto, o golo obtido no último minuto frente ao Rio Ave, parece ter feito milagres. A equipa, assim, soube recompor-se e minimizar os danos, cerceando o entusiasmo pacense até ao intervalo.

Na segunda metade, com o resultado igualado a um, cria-se que o Vitória sofresse de uma crise existencial já que tanto poderia apostar numa postura conservadora de modo a segurar um ponto e evitar mais uma derrota ou lançava-se declaradamente à procura de uma necessária vitória. A aposta recairia, decididamente, na segunda opção.

Pressionando mais alto e colocando os médios mais próximos do avançado Edgar, paulatinamente, os vitorianos foram empurrando os adversários para o seu último reduto. Assim, quando Toscano assistiu, primorosamente, Edgar para o primeiro golo do seu hat-trick, tal facto não gerou surpresa em alguém que assistisse ao desafio…era o tento da melhor equipa, perante um adversário incapaz de fazer frente a uma torrente de bom futebol, critério e inteligência.

Tais predicados haveriam de se manter, permitindo à dupla geradora do segundo golo, inundar o relvado de bom futebol e golos… Edgar de grande penalidade, Toscano de cabeça e novamente Edgar haveriam de em quinze minutos selar uma saborosa goleada,  num resultado que nem o mais optimista desdenharia!

O Vitória vencia por cinco bolas a uma graças ao seu critério, à sua eficácia e à melhor qualidade individual dos componentes da sua equipa. Porém, não se pense que a partir de agora tudo serão rosas… esta é a mesma equipa que há uma semana atrás encontrava-se em último lugar da tabela classificativa e as recolagem aos lugares europeus ainda não sucedeu! Porém, que este será um fim de semana mais feliz, isso é indubitável…