Braga-Vitoria (Antevisão)

Questão Técnico – Tática

Está à porta, mais um dérby de todas as emoções no Minho, com o Vitória a se deslocar esta 2ª feira à “Pedreira” para jogar com o eterno rival.

Após o triunfo ante o Lisboa e B, os Branquinhos voltam a defrontar uma formação encarnada, e pretendem alcançar o triunfo que conquistaram na passada 2ª feira.

Para o clássico, e comparativamente à última partida, Rui Vitória vê-se novamente forçado a fazer alterações no 11, pois não pode contar com o lesionado João Paulo (estava a ser o “patrão” da defesa vitoriana, e fez uma exibição imaculada frente aos encarnados), o que faz com que o eixo da defesa conheça uma nova dupla de centrais.

Assim sendo, o substituto de João Paulo, será o maliano Mamadou N’Diaye, que após ter estado ausente durante 1 mês, devido à participação no CAN pelo seu país, voltará á titularidade, e logo num jogo de alto risco.

Espera-se que o central maliano, faça uma boa exibição, e não cometa erros “infantis”, e que custam pontos à Equipa.

No restante do setor, o brasileiro Defendi (desde que entrou no 11, os branquinhos não sofreram golos e tem ganho, e o eixo da defesa ganhou serenidade, “altura” e coesão) mantêm-se como titular, e Alex e Bruno Teles, continuarão nas laterais (fizeram ambos um excelente jogo na passada jornada, e é fulcral, que continuem com a mesma bitola exibicional no derby, pois os extremos do adversário, são jogadores fundamentais na sua Equipa, e não podem ser permitidos muitos espaços).

No miolo do terreno, Leonel Olímpio (está num belo momento de forma, e é o médio indicado para fazer marcação a Hugo Viana), continuará a ser o “tampão” em frente à defesa, e João Alves (fez uma exibição muito positiva, onde mostrou “raça e querer”), vai manter a titularidade na zona intermediária.

Na posição 10, Barrientos (que exibição portentosa o uruguaio fez), continuará a assumir funções de playmaker, tentando, novamente desequilibrar no último terço do terreno, e “arranjar” linhas de passe para o trio da frente.

Nas faixas, é muito provável, que Paulo Sérgio (fez uma exibição muito esforçada, e a nível tático, com as diagonais para o centro do ataque, foi muito útil), mantenha a titularidade, apesar de Urreta, voltar a “espreitar” a entrada no 11.

Outra possibilidade, ainda que muito menos remota, passa pela colocação de Nuno Assis, numa faixa, jogando como “falso extremo”, situação que fez durante alguns minutos frente ao Lisboa e B, e que no passado também já efectuou, sobretudo na época 2006-2007, sob orientação de Fernando Santos.

Já Toscano, que passa por um grande momento, mantêm-se intocável, sendo que tem que tentar aproveitar, as faltas de rotinas que Salino ainda apresenta como lateral direito.

A referência na área, continuará a ser Edgar (a grande entrega ao jogo, e a preponderância tática do brasileiro, são indispensáveis), e a “cereja em cima do bolo”, era fazer o golo ou golos, que dessem o triunfo no derby.

Se o Vitória entrar confiante, defender bem, e sair novamente com qualidade nas transições ofensivas, o triunfo é claramente possível, derrotando assim o adversário pela 1ª vez esta época no seu reduto.

Numa parte das duas bancadas da “Pedreira”, e apesar do preço altamente exorbitante, estabelecido pelo Presidente do clube adversário, estarão presentes meio-milhar de Vitorianos, que apoiarão o Vitória do primeiro ao último minuto, e onde esperam por ver os Conquistadores triunfar pela 11ª vez no seu historial, no terreno do “vizinho”.

Força Vitória e Vitória Sempre!

Adversário

Sistema Tático
O Técnico Leonardo Jardim, explana a sua Equipa num sistema tático assente num 1x4x2x3x1 (Custódio em frente à defesa, Hugo Viana a fazer a transição para o ataque, e Mossoró na posição 10, nas faixas, jogarão Paulo César e Hélder Barbosa, e na área o goleador Lima), sendo que no desenrolar das partidas, pode colocar a Equipa a jogar num 1x4x4x2 (com Carlão a entrar e a jogar em cunha com Lima) na frente de ataque.

O adversário joga num bloco médio-baixo, defendendo bem, e partindo com qualidade para as transições ofensivas (sempre sob a batuta de Hugo Viana), e onde tem jogadores que desequilibram, casos de Mossóro e Lima.

Pontos Fortes
* Consistência defensiva que a Equipa apresenta, o que lhe permite não sofrer muitos golos, e que faz com que esteja sempre mais perto de vencer partidas.
* Grande momento de forma de Hugo Viana, na zona nevrálgica do terreno (qualidade de passe curto ou longo de grande nível, excelente visão de jogo, e exímio na forma como bate as bolas paradas), jogando e fazendo jogar o coletivo.
* Velocidade e capacidade técnica de Heldér Barbosa, Ukra e Paulo César nas faixas.
* O brasileiro Lima, esta num super-momento, e a capacidade como se move na frente de ataque, a facilidade de remate com ambos os pés, e a forma como surge nas costas dos defesas, merecem uma grande atenção dos centrais Vitorianos.
* Nas bolas paradas, há muito “trabalho de casa” feito pelo rival, pois tem feito muitos golos, nesse detalhe do jogo, até porque conta com um bom executante, (Hugo Viana), e bons cabeceadores, como são os casos de Douglão, Custódio e Lima.

Pontos Fracos
* O Vitória tem que explorar as debilidades do adversário nas laterais, onde Salino (tem grande entrega ao jogo, mas ainda não tem todas as rotinas para jogar como lateral, dando espaços nas costas, e fechando de forma deficitária a zona central), e o nigeriano Elderson (é um lateral possante, mas lento, e que quando se “debate” com um extremo veloz e tecnicista, sente muitas dificuldades para o parar).
* Na zona central da defesa, Douglão (é demasiado lento e com fraco jogo de cintura) e Nuno André Coelho (dá muitos espaços nas costas, e tem um jogo aéreo débil para um central), neste contexto, o Vitória deve aproveitar a velocidade de Urreta e Paulo Sérgio, que nas diagonais para o centro de ataque, podem causar dificuldades na defesa contrária.
* O meio-campo rival, não costuma fazer uma pressão alta, deixando jogar o adversário, por isso é primordial que o Vitória troque bem a bola, e consiga sair com qualidade para o ataque.

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