Brilhantismo Absoluto …

Manuel Machado tem razão…os jogadores que actuaram com a camisola de Rei ao peito voltaram a demonstrar o quão brilhante tem sido a presente temporada!

Efectivamente, escasseiam objectivos para qualificar uma época a todos os níveis memorável! E esta exibição poderá entrar para o rol das mais inolvidáveis do presente exercício!

Começando com um golo madrugador apontado por Targino, ainda que de modo irregular, a excelência viria à tona graças a erros infantis protagonizados por uma defesa onde Paulo Oliveira, Kaká e Josué seriam meros aprendizes tal a experiência e frieza demonstrada por N Diaye – interveniente directo nos golos adversários, assumindo uma aura de jogador desequilibrador, e expulso de modo genial, merecendo até comparações com esse central que passou discretamente por Guimarães, de nome Geromel – e, até João Paulo.

Na verdade, os adjectivos escasseiam para uma equipa que tantas alegrias, ultimamente tem dado aos vitorianos… os qualificativos inexistem para mais uma exibição de uma equipa que rematou, apenas, duas vezes à baliza adversária, sendo que uma foi com a mão e outra foi num cruzamento remate… os apodos excelsos são de menos para um conjunto que sofreu uma grande penalidade – desperdiçada graças a intervenção do único que destoa de tamanho brilhantismo, o único Nilson – e viu três bolas embaterem nos seus ferros… tamanho brilho em exibição digna de equipas passadas como as de Marinho Peres, Quinito ou Cajuda ofuscaria os vitorianos que não usassem os óculos escuros guardados no armário e utilizados no eclipse de 1999 para não correrem riscos de cegar com tamanha refulgência!

Além disso, novamente, a necessidade de os vitorianos darem graças a todos os deuses – mesmo sendo ateus ou agnósticos – de terem um verdadeiro guru técnico táctico no banco… a sagacidade de retirar o melhor jogador ao intervalo, Targino, é de uma visão digna de um visionário e incapaz de ser compreendida pelo homem comum, aquele que, ainda, não ascendeu ao patamar da verborreia elaborada e fala, apenas, com o coração… e que, ainda, não entendeu que os melhores em campo são para retirar sob pena de destoarem em tamanha qualidade…

Enfim, nada de novo, numa época inesquecível e marcada pela constante excelência…onde a atitude e a qualidade exibida tem encandeado os incautos por uma luz quase ao nível de um dia de Sol em Agosto… onde a anuência por mais uma arbitragem imparcial será novamente demonstrada…e assim continuaremos cantando e rindo… de brilhantismo em brilhantismo até à (esperemos que não!) implosão final em Coimbra!

E enquanto alguns almejam vencer a Liga Europa, eliminando colossos, mas não sendo brilhantes, nós somos magníficos e perdemos com o último… último esse que atendendo à visão economicista do nosso treinador – sempre tão pragmático no que a números diz respeito – deve ter um orçamento mais recheado que o do Vitória… mas, além deste, também a Naval, Beira-Mar e outros…valha-nos a inolvidável época protagonizada por este plantel, que arrisca-se a merecer uma estátua ao lado da que Paulo Sérgio no final da época passada reclamou para si!

P.S. Novamente uma arbitragem imparcial num jogo do Vitória…esperamos a tradicional e contundente reacção da direcção, que com as suas fortes acções tem feito com que o Vitória seja respeitado por todos os decisores – leia-se árbitros – dos jogos de futebol no campeonato português! Realmente, é reconfortante observar sempre a defesa intransigente dos interesses do Vitória, em todos os momentos… a eles o muito obrigado por não deixarem esmorecer o sentimento do orgulho vitoriano!

P.S.2 Este artigo, bem como o jogo de hoje, é mera ficção…qualquer semelhança com a realidade vitoriana é, infelizmente, já que brilhantismo é menos de zero, mera coincidência!

imagem : maisfutebol.iol.pt