Churrasco na Madeira

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O Vitória alcançou á instantes os primeiros três pontos desta época, na sempre difícil deslocação ao reduto do Nacional da Madeira. O mais recente reforço Vitoriano foi a melhor surpresa da noite. Recém chegado do Paraná, saltou de imediato para a titularidade, e demostrou garra e determinação, não só pelo hat-trick que assinou, mas também pela qualidade de jogou que manteve durante a grande maioria dos noventa minutos.

A jogar num esquema táctico mais adequado aos gostos de Manuel Machado, o Vitória mostrou muito melhor futebol que nas jornadas iniciais, apesar de ainda serem necessários alguns ajustes de entrosamento, aos quais as duas semanas de paragem que se seguem podem ser fundamentais.

Os primeiros quarenta e cinco minutos, com domínio repartido pelas duas equipas em campo, que de parte a parte tentaram, sempre sem resultados concretos, chegar ao golo, ora através de jogadas corridas, ora através de bolas paradas.

A verdadeira emoção veio na segunda metade do jogo, quando dois minutos depois do apito do árbitro, Bruno Amaro aparece na entrada da área, onde aparece a bola perdida após mau alívio da defesa, remata forte e Nilson fica mal na fotografia, com uma fifía, às quais não nos tinha habituado. O mau alívio da defesa Vitoriana, deveu-se a um choque de cabeça entre Ricardo e Cléber. Depois do choque Ricardo cai desamparado no relvado, e motivou grande preocupação para o Departamento Médico, chegando a sair de maca, sendo substituido de imediato por Freire.

O Vitória sentiu muito o golo sofrido, e deixou a equipa da casa tomar conta do jogo nos minutos que se seguiram. Durante este período, o Nacional podia ter aumentado a vantagem, não fosse a excelente saída de Nilson, que lhe permitiu defender um remate após fuga do atacante da casa pelo flanco esquerdo.

Aos poucos, o Vitória foi conseguindo “assentar os pés no chão”, e começou a mostrar jogar mais como na primeira parte, até que aos 68 minutos, Toscano surge isolado na direita de ataque, e após excelente passe de João Ribeiro, remata cruzado, sem qualquer hipótese de defesa para Bracalli. Após o empate, o Vitória começou a criar mais situações de ataque, mas sempre sem grande perigo. Pouco depois dos oitenta minutos Mihelic toca a bola com a mão na grande área, e o árbitro da partida não teve dúvidas em assinalar o castigo máximo a favor do Vitória. Toscano bate a bola da marca dos onze metros, Bracalli ainda adivinhou o lado para que Toscano iria colocar o esférico, mas no teve hipótese de defesa. Estava assim feita a reviravolta no marcador, coisa que não acontecia à bastante tempo.

No início dos sete minutos de descontos dados pelo árbitro da partida Toscano recebe a bola na direita de ataque, flete para o centro, e com um excelente remate em arco coloca a bola no canto superior direito da baliza, marcando o terceiro do Vitória e da sua conta pessoal. Um excelente golo, que se não for o melhor desta época, com toda a certeza figurará entre os melhores.

Como foi dito anteriormente, o Vitória ainda tem algumas “arestas a limar”, mas mostrou hoje na Madeira, que a entrada de Toscano para o sector deixado em aberto por Nuno Assis, e de Maranhão para frente de ataque, pode conseguir fazer muito mais e muito melhor do que o que foi feito nas duas jornadas iniciais.

Antes de terminar, não posso deixar de mencionar as excelentes palavras dadas pelo jogador revelação deste jogo, no “flash interview” no final do jogo. Primeiro porque mostrou que está consciente de o que é o campeonato Português. Faço questão também de mencionar as palavras de Bruno Amaro durante o mesmo espaço de entrevistas, pois ao falar do adversário, mencionou-o como deve ser, ou seja, o Vitória, e não pelo nome que todos os não Vimaranenses dão, o da cidade.

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