COMUNICADO AVS

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I – Vem a Associação VitóriaSempre repudiar as decisões do Conselho de Disciplina que castigaram de modo arbitrário e desproporcionado o Vitória Sport Clube com dois jogos à porta fechada e mais uma pesada multa pecuniária, ao invés do adversário, que mais uma vez, foi preservado, apesar da reincidência em actos de violência.

II – Com efeito, neste momento, somos atingidos por um sentimento de injustiça, por não entendermos como é possível o Vitória Sport Clube ser vítima de tão grande conluio e que o afecta de modo quase irreversível.

III – Na verdade, desde os acontecimentos do passado Domingo, os sócios do Vitória Sport Clube tinham a esperança que a palavra justiça e o conceito estado de direito estivessem presentes na sala de decisões do Conselho de Disciplina. Ora, nada mais falso pois em vez da justiça valeu a discricionariedade a protecção de uns em detrimento de outros.

IV – Com efeito, todos as imagens demonstram que os adeptos vitorianos foram provocados, insultados em sua própria casa, tendo mesmo a sua vida em risco.

V – Crianças, velhos e homens de família foram alvos da raiva incontrolável de uma turba que sem qualquer adereço do seu clube correu uma bancada, arremessando cadeiras, soltando impropérios e pasme-se sem qualquer tarja, sem qualquer cachecol, sem qualquer bandeira que os identificasse. Se isto não é um claro indício de premeditação, haverá que rever conceitos.

VI – Além disso, no seio deste imbróglio, interessaria saber, ao invés de meros e casuísticos desabafos em redes sociais, o que o árbitro Hugo Pacheco teria para dizer. Os seus esclarecimentos acerca da razão que o levou a esperar quatro minutos para dar início ao desafio e qual o motivo que o levou a esperar. Saberia algo que mais ninguém, naquele momento, não tinha conhecimento?

VII – A acrescer, importaria que esse senhor – que sendo juiz deveria ser imparcial – esclarecesse a cabal razão da suspensão do desafio, se não caiu qualquer objecto em campo, se nunca a integridade física dos intervenientes no desafio esteve em risco e se após o abandono dos prevaricadores havia mais que condições para o desafio prosseguir.

VIII – Além disso, deveria claramente, em vez de vir fazer posts em redes sociais, declarar porque razão não avançou para a realização do jogo, quando o ambiente estava sereno e o bom senso, que faltou ao jovem e inexperiente árbitro, recomendava que o desafio recomeçasse, atendendo que as condições de segurança já estavam mais do que garantidas.

IX – Resultante destes factos, resultou a pesada punição do Vitória Sport Clube, que demonstra que em Portugal ou se tem estatuto, ou então mais vale não cair nas malhas da justiça desportiva, pois será alvo da mais atroz das discriminações.

X – Com efeito, ao correr do comunicado, lembramo-nos, com pesar, de adeptos mortos em estádios de futebol, chuvas de pedras aquando da entrega de Taças de Portugal, interrupções de desafios em todos os escalões, agressões a árbitros, inclusivamente ao melhor do mundo e não nos lembramos de qualquer pena similar a esta.

XI – Além disso, estranha-se que os conselheiros do Conselho de Disciplina, muitos deles juízes de carreira, não saibam lidar com o elemento da reiteração. Com efeito, atendendo ao recente historial do rival, um mero juízo de prognose póstumo aliado à figura do homem comum permite entender e deslindar os verdadeiros culpados do sucedido.

XII – Culpados esses que beneficiam da justiça desportiva portuguesa não se reger pelos princípios constitucionais da igualdade, da universalidade e da proporcionalidade das penas para permanecerem quase impunes, após uma época em que têm semelhado a destruição, o terror e a ignomínia. Recordemos os acontecimentos frente ao Porto, frente ao Benfica, frente ao Paços de Ferreira, frente ao Vitória para a Taça, ou frente ao Sporting em futsal. Com tamanho historial, óbvio será que falamos de inocentes e amadores da confusão que merecem ser alvo de protecção.

XIII – E esses profissionais, de forma premeditada conseguiram o que pretendiam a coberto de um árbitro conivente e de uma Comissão Disciplinar que usa de dois pesos e de duas medidas para apreciar os casos sub judice. Não se entende, como na decisão em questão, não foi tomado em consideração que o desafio foi interrompido após a chegada do grupo que se alojou no topo Norte e após um elemento destes ter enviado uma tocha em fogo para o meio de vitorianos aterrorizados e onde estavam mulheres, crianças de três, quatro e cinco anos e velhos que procuravam passar uma tarde de Sol a ver o Vitória e não lhes foi permitido isso.

XIV – Assim, não se entende como o Conselho Disciplinar, sumariamente, fez tábua rasa dos princípios da lei ordinária penal atinentes à legítima defesa, pois caso não houvesse intervenção, possivelmente, hoje, estaríamos a chorar a morte de vitorianos indefesos.

XV – Ora tais decessos, seriam, obviamente, provocados por quem lançou petardos, tochas, arremessou cadeiras, originando um verdadeiro arrastão e que, esses sim, colocaram em perigo a vida de inúmeros vitorianos.

XVI – Por essa razão, reitera-se, que não se concebe nem se concede como o Vitória Sport Clube é alvo desta pena exemplar, tendenciosa e fruto de pré-juízos e a outra parte, mais uma vez, é protegida à vergonha de ser apontada como arruaceira que é, como desrespeitadora como tem sido e agressiva como é seu apanágio.

XVI – Atendendo a tais factos e pelo presidente do Vitória SC não estar presente no desafio e pelos vistos quem lhe contou o que sucedeu não ter sido capaz de transmitir os perigos que os adeptos do Vitória Sport Clube estiveram sujeitos, entendeu a direcção da Associação VitóriaSempre solicitar uma reunião, na data de hoje, na Liga Profissional de Clubes, com carácter de urgência, para denunciar todos os factos ocorridos na tarde Domingo.

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