Comunicado de Associados do Vitória SC

Foi do conhecimento público a realização de uma concentração e manifestação de Sócios junto à sede do Vitória Sport Clube no passado dia 07 de Janeiro de 2012, mas o sentimento generalizado que emanou dessa manifestação foi a de que a mesma não teria sido suficiente para gerar consequências práticas quanto às mudanças desejadas para o nosso clube, e por isso, no mesmo dia, um pequeno grupo de Sócios decidiu fazer algo que parecia estar ao seu alcance: reunir uma nova petição para, ao abrigo dos Estatutos do Vitória, solicitar a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária do clube com o objectivo de discutir e aprovar não apenas uma moção de censura negativa à Direcção em exercício, mas também a demissão e destituição do Presidente da Direcção.

Esta iniciativa permitiu reunir uma petição de 140 assinaturas, que foi, em devido modo e tempo, apresentada e formalmente entregue à Mesa da Assembleia Geral do Vitória Sport Clube.

Desde a data de entrega até ontem, uma parte significativa dos 140 subscritores, mas também os demais Sócios que dela foram tendo conhecimento através dos naturais contactos pessoais, procuraram, legitimamente, acompanhar o desenvolvimento e consequências da petição.

Acontece que, à data de entrega da petição, estariam ainda a decorrer as negociações que a Direcção anunciara publicamente ter em curso com vista ao refinanciamento do Vitória, e cujo desfecho negativo infelizmente acabou por se constatar.

Devido à invocação desse motivo, e para protecção e salvaguarda dos superiores interesses do Vitória, impôs-se a necessidade de gerir com reserva e recato toda a informação sobre o desenvolvimento e consequências da petição, e estamos certos que os seus 140 Sócios subscritores e os demais Sócios do Vitória compreenderão o aparente silêncio e inacção subsequentes à entrega da mesma.

Desse modo, foi pedido ao Sr. Dr. João Cardoso que, no desfecho deste processo, produzisse um comunicado público aos Sócios, preferencialmente no sítio oficial do Vitória, corroborando a necessidade de recato já supra mencionada. Porém, equacionando a delicadeza do momento presente, e em alternativa à utilização no sítio oficial do Vitória, foi-nos sugerida e autorizada a divulgação pública da carta aberta que seguidamente se transcreve.

A petição entregue pretendia demonstrar e reforçar a inevitabilidade de devolver a voz aos Sócios através de uma Assembleia Geral Extraordinária, independentemente do desfecho da mesma. Porém, os desenvolvimentos recentes e presentes permitem que, muito brevemente, todos os Sócios possam decidir os destinos do Vitória através de um acto eleitoral, crendo-se que esta é não só uma solução suficiente para os 140 Sócios subscritores da petição, mas também mais natural e clarificadora para todo o Universo Vitoriano atendendo, sobretudo, à necessidade de União, Sacrifício e Abnegação pelo Clube que o futuro de curto e médio prazo exigirá de todos os Sócios.

VIVA O VITÓRIA. VITÓRIA SEMPRE. VITÓRIA ATÉ MORRER.
Guimarães, aos 07 de Fevereiro de 2012

CARTA ABERTA – JOÃO CARDOSO

Tendo presente os recentes acontecimentos relacionados com a vida associativa do Vitoria Sport Clube, importa esclarecer os Srs. Associados relativamente á existência de uma 2ª petição, subscrita por 140 associados, solicitando à Mesa da Assembleia Geral a marcação de uma Assembleia Geral Extraordinária tendo como objectivo a votação de uma moção de censura à Direcção do Vitória Sport Clube:

  1. No passado dia 19 de Janeiro, 4 associados (Nº 3.056, Nº 4.455, Nº 7.634 e Nº 8.781), solicitaram ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral uma reunião que viria a realizar-se no próprio dia, pelas 18.30 horas, na Sede do VSC;
  2. Nessa reunião foi por eles entregue uma petição subscrita por 140 associados, solicitando a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária, visando a votação de uma moção de censura à Direcção do VSC;
  3. Analisada a referida petição, informamos os seus portadores no dia 21 de que a mesma preenchia todos os requisitos legais pelo que foi por nós aceite;
  4. No dia 25 de Janeiro, com a presença de dois dos referidos associados, verificamos se os sócios subscritores reuniam a condição de “sócios efectivos”, tendo, principalmente, por falta de quotas em dia, excluído 8 dos subscritores, ficando assim com 132 sócios de pleno direito, concluindo todo o processo de análise e validação da petição;
  5. Todo este processo foi tratado em total sigilo, sendo apenas do conhecimento dos próprios, da Mesa da Assembleia Geral e do Sr. Presidente da Direcção do VSC a quem demos conhecimento da existência da referida petição;
  6. Nesse mesmo dia, 25 de Janeiro, efectuamos com os interlocutores da petição nova reunião, tendo ficado acordado entre as partes, reter a petição até final do mês de Janeiro, em total sigilo, de forma a não prejudicar a evolução dos negócios que a Direcção do Clube estava a realizar e que o Sr. Presidente da Direcção havia comunicado que teria concluído até final do mês de Janeiro;
  7. Fechado o mês de Janeiro, no dia 1 de Fevereiro, efectuamos uma reunião com a presença dos 4 portadores da petição, com a presença do Sr. Presidente da Direcção;
  8. Nessa reunião, fomos informados pelo Sr. Presidente da Direcção de que o referido negócio (constituição de um Fundo de Investimento de jogadores do VSC) não poderia ser concluído a curto prazo;
  9. Depois de ponderar vários cenários, foi-nos solicitado pelo Sr. Presidente da Direcção o adiamento de uma decisão final sobre o futuro imediato no VSC para uma reunião a ter lugar no dia 6 de Fevereiro, pelas 18.30 horas na Sede do VSC; Pedido aceite por todas as partes;
  10. Neste enquadramento, face à enorme pressão de que os Srs. Portadores da petição têm sido alvo, importa dar nota aos Srs. Associados, do enorme sentido de vitorianismo demonstrado, a discrição com que todo o processo foi tratado e o sentido de responsabilidade nele colocado, tendo presente os factos atrás descritos. Tudo isto sem nunca terem equacionado recuar no propósito da referida petição;
  11. Resta-nos, pois, agradecer e enaltecer a postura com que os Associados em causa trataram este assunto, colocando sempre em 1º lugar os interesses do VSC, resistindo a qualquer tentação de protagonismo gratuito que só prejudicaria mais ainda o VSC.

MESA da ASSEMBLEIA GERAL do VSC
Guimarães, 07 de Fevereiro de 2012

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