E Cajuda Sorriu…

O título que encima a presente crónica, se fosse escrito há cerca de três anos seria, certamente, a nossa felicidade…

Porém, nesse espaço de tempo, tudo no Vitória mudou e daquela época em que o melhor treinador dos últimos dez anos vitorianos nos comandou rumo à Liga dos Campeões, nada resta…

E hoje, frente à União de Leiria, um adversário desprovido de tudo, inclusivamente dos princípios basilares que formalizam qualquer equipa: uma cidade, um estádio e um conjunto de adeptos, o Vitória, ainda, conseguiu ser mais nulo que o adversário. Frise-se que este jogo era importantíssimo para as cores dos homens d’el Rei, pois, após três vitórias e já com dois jogos seguidos em casa, este poderia ser a ponte para uma fantástica série de seis vitórias consecutivas e o relançamento para um boa classificação… Nada disso sucederia e a desilusão e uma dolorosa constatação que este Vitória não tem qualidade para ocupar posições cimeiras no campeonato seriam os únicos frutos da partida deste final de tarde.

Apresentando alterações no onze, fruto do castigo do indispensável João Paulo, Rui Vitória optou por recuar o marroquino El-Adoua para central, fazendo entrar para a equipa inicial,  o jogador de futebol (será mesmo? ) Leonel Olímpio que voltou a confirmar que para este tipo de apostas, mais vale olhar para  a formação.

Refira-se, porém, que a primeira parte vitoriana foi ridícula… paupérrima… sem chama, nem ambição…salvando-se um remate de Toscano e um cabeceamento de Edgar. No mais, um rotundo zero, pontuado por um infantil erro do ponta de lança goleador que possibilitou um mortífero contra-ataque aos homens do Lis e que Léo não desperdiçaria.

Ao intervalo, a perder pela margem mínima, Rui Vitória tentou inverter a tendência… retirou um inexistente Barrientos, colocando em campo o marroquino Faouzi, que pareceu, mais uma vez, que faz um imenso favor a todos nós em envergar as cores do Vitória.

Porém, neste período, os homens de Guimarães controlaram o desafio, também, por culpa de uma postura mais passiva dos leirienses… apesar disso, as oportunidades rarearam e em contra-golpes, fruto do adiantamento vimaranense, quase ampliariam a vantagem!

Edgar, ainda, estaria perto do empate… mas, em meros, fogachos, muito longe do mínimo exigível a uma equipa que se diz de cariz europeu…porém, das palavras às acções vai uma distância mirífica e que, no presente ano, parece inalcançável.

O jogo terminaria com mais uma derrota dos outrora Conquistadores… que, apesar da ilusão de três vitórias consecutivas, demonstraram, hoje, que se encontram muito longe dos níveis pretendidos para quem no início da temporada alardeava tanta ambição… Salvem-nos, ao menos, de cenários piores, que com a qualidade hoje demonstrada, mais não será possível!

Nota final, para os indefectíveis presentes na Marinha Grande… realmente é uma pena, as pessoas que envergam as cores mais belas do mundo não entenderem, nem recompensarem tamanho amor…tamanha dedicação… fosse pelos adeptos e certamente estávamos a lutar por títulos, em vez de vegetar no último terço da tabela!