F.C.Porto VS Vitória ( Antevisão )

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O Vitória desloca-se esta sexta-feira ao Estádio do Dragão, onde irá defrontar o Porto pelas 20 horas,  num jogo a contar para a 6ª Jornada da Liga Portuguesa de Futebol.

Será uma deslocação tremendamente complicada para os Conquistadores ( o Vitória em 68 partidas no terreno Portista,  apenas conseguiu vencer por três vezes, e isto já no demolido Estádio das Antas), ainda assim as últimas partidas,  mostraram um Vitória muito personalizado e a desenvolver um futebol de qualidade, o que dá a ideia que os Branquinhos podem causar dificuldades aos seu opositor.

A partida será arbitrada por Pedro Proença, indiscutivelmente o melhor árbitro português da atualidade, e de quem se espera uma arbitragem isenta, passando desta forma “ao lado do jogo”.

Na Bancada Norte do Estádio do Dragão, são esperados mais de meio milhar de Vitorianos, num apoio sempre apaixonante à Equipa dos Conquistadores.

Vitória

A equipa de Rui Vitória mostra uma clara melhoria de jogo ( há principalmente um crescimento no processo defensivo, no jogo exterior, e também num maior pressing exercido logo na 1ª fase de construção do adversário), e este renovado Vitória pode frente ao opositor desta sexta-feira, mostrar que evoluiu muito comparativamente ao jogo que disputaram para a Supertaça há mais de um mês em Aveiro.

Quanto à Equipa a apresentar no Dragão,  o Treinador do Vitória relativamente ao último jogo, irá fazer algumas alterações ( a nível tático deverá continuar o habitual 1x4x2x3x1, ainda que com as opções existentes no plantel, um 1x4x4x2, seja num futuro próximo um possível plano B).

Assim no quarteto defensivo, mais concretamente no lado esquerdo, Addy está castigado, e para o seu lugar deve entrar o jovem Luís Rocha, que sempre que é chamado ao 11, pauta as suas exibições pela regularidade. Outra possibilidade, passa pela colocação de Pedro Correia na esquerda (situação já vista com relativo sucesso em Vila do Conde, e no passado Domingo, após a expulsão de Addy), e a consequente chamada de Kanú (o brasileiro fecha bem zonas interiores, e pode ser importante a parar as diagonais de Licá) à titularidade, jogando no lado direito da defesa.

Na zona intermediária, Moreno ( se Abdoulaye não jogar até pode recuar para central, entrando Leonel Olímpio na Equipa) deve regressar à posição 6, formando um trio com André Santos e André André ( o Porto tem esta época apresentado um meio campo menos pressionante, e com este trio de médios, o Vitória pode tentar fazer uma boa circulação de bola e efetuar um bom transporte de bola para zonas ofensivas).

Já na frente de ataque, há algumas dúvidas nas faixas?  Há 3 possibilidades para duas opções, e o Técnico Vitoriano deve apostar inicialmente na capacidade técnica e imprevisibilidade de  Malonga e na velocidade de Nii Plange ( com trocas posicionais entre ambos, de forma a “baralhar” os laterais portistas),  ficando Marco Matias  numa fase inicial no banco de suplentes. Ainda assim, Marco Matias (é um extremo que na transição defensiva, ajuda muito o lateral a fechar o corredor, e o Porto tem nos laterais Danilo e Alex Sandro, dois jogadores que fazem muitas incursões ao ataque, apoiando com muita frequência os extremos Varela e Licá) pode continuar como titular, passando o congolês Malonga para segunda opção.

A referência na área, será Moussa Maazou jogador muito importante no processo de jogo da Equipa. A forma como com bola, temporiza e espera pela subida da Equipa, e os seus movimentos de cair nos corredores, podem “arrastar” marcações por parte de Otamendi e Mangala. Posteriormente, os médios do Vitória se conseguirem após alguns cruzamentos – passes atrasados do avançado do Níger, chegarem a zonas de remate ( são todos eles fortes na meia distância, ainda assim André Santos, pode ser o médio que pode tentar mais este movimento de aproximação e aplicar de pronto o seu forte remate), os Conquistadores podem fazer estragos na baliza de Helton.

É importante entrar bem no jogo, e aguentar o forte pressing inicial do Porto ( vai tentar de forma célere dar uma resposta ao jogo pouco conseguido na Amoreira, marcando cedo, fazendo desta forma com que a Equipa se tranquilize, e as Bancadas não mostrem descontentamento e impaciência pelas exibições pouco conseguidas no passado recente), sendo “agressivo” na procura da bola, e concentrado e equilibrado (com as linhas bem juntas), a fechar os espaços para a baliza de Douglas, tentando depois com bola ser rápido a sair para o contra – ataque, aproveitando possíveis desequilíbrios defensivos do adversário.

O Vitória no Dragão, costuma apresentar um “bloqueio mental”, sentindo muito receio pelo seu opositor. Esta 6ª feira os Branquinhos não se podem sentir atemorizados, pois a Equipa se estiver segura e confiante, tem qualidade para impor o seu futebol ( agora mais apoiado e não tanto de passe longo) e colocar respeito ao adversário.

Este Vitória já mostrou que é uma Equipa de coragem, de luta, de forte vontade de ser melhor que o adversário,  e tudo isto pode ajudar a Equipa a se superar, e a conseguir finalmente um triunfo no Dragão (um empate já seria também muito positivo).

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Força Vitória!

F.C.Porto

O Porto de Paulo Fonseca é líder da Liga, mas mostra neste momento um futebol de pouca qualidade (as exibições principalmente fora de portas são sofríveis). Dá a ideia, que a Equipa ainda não conseguiu assimilar o não habitual 1x4x2x3x1, pois o duplo pivô a meio – campo, não está ainda bem sincronizado (vê-se várias vezes Fernando e Defour a subirem em par, ficando a Equipa sem bola, bastante exposta na zona central do terreno) perdendo a Equipa azul e branca também alguma dinâmica e criatividade na zona intermédia ( o belga Defour não tem a qualidade e intensidade de jogo que João Moutinho emprestava à Equipa).

Se no passado o Porto, era uma Equipa de pressão alta e intensa, e de posse de bola segura, esta época a Equipa de Paulo Fonseca tenta ações mais rápidas, mas tem extremas dificuldades em controlar a partida, e em roubar a bola ao adversário (muitas das vezes só recorrendo à falta).

A largura e a verticalidade que Paulo Fonseca quer que a sua Equipa tenha, está a fazer com que a Equipa se exponha demasiado no processo defensivo ( já se viram vários erros de Otamendi e Mangala), e é por este detalhe que o Vitória com a velocidade e profundidade da sua estrutura ofensiva, pode “abanar” o jogo e fazer mossa no adversário.

É claro que o Porto continua uma Equipa muito forte, mas não conta de momento com um jogo coletivo de outrora, mas sim de  inspiração individual de alguns jogadores, casos do cerebral Lucho González ( continua a tratar a bola com classe e mestria, e jogando agora como número 10, mostra toda a sua visão de jogo e qualidade no último passe), do goleador Jackson Martínez ( capaz de resolver um jogo de um momento para o outro), e a espaços de Licá (muito acutilante a explorar transições ofensivas, e bastante  forte no movimento da faixa para dentro, o que também permite dar o corredor lateral a Alex Sandro) e do jovem Quintero (tem desbloqueado com a sua criatividade e talento alguns jogos da sua Equipa).