Fábula: O Herói E os Ratos De Esgoto!

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cartoon do “grande” Miguel Salazar (que espero que não se importe de o ter retirado do seu blog)

Lembrei-me, hoje, de uma história…

Nessa história, existiam dois reinos… um de valorosa e sacrificada gente que vivia há alguns anos em seca permanente e de um outro em que, sabe-se lá como, o petróleo parecia jorrar de qualquer orifício existente…

Porém, fruto de uma vontade inquebrantável, as gentes da terra em seca conseguiam fazer-se ouvir nas organizações internacionais…eram respeitados pelo amor que colocavam na defesa da seu país, do modo como não enjeitavam sacrifícios para continuar a ser ouvidos e muitas das vezes sobrepunham-se ao novo riquismo vizinho, que continuava a viver fruto de algum dinheiro – vá-se lá saber a quem tinham vendido a alma -, mas com espíritos ocos e a a fazer alarde do pior dos defeitos humanos: a inveja, esse sentimento que é o maior dos travões ao respeito e harmonia.

Com tamanho antagonismo, era natural que por vezes existissem pugnas, batalhas árduas em que os mercenários por vezes assumiam papel importante… numa dessas, ficara tristemente famoso um desse tipo que seduzido pelo dinheiro trocara os valores pelo vil metal e quando vibrou uma estocada num seu conterrâneo exultou como não houvesse amanhã…a esse, seria passada logo a certidão de indignidade e jamais pôde afirmar-se como cidadão daquele reino que houvera fundado um país de cristãos.

Refira-se que para além das diferenças monetárias, existiam, também as religiosas seguindo os mais humildes o cristianismo e os bolsos mais recheados o islamismo de modo acérrimo.

Um dia, após uma dessas batalhas, em que o povo humilde houvera subjugado o rico e islamita, fruto de uma estrondosa actuação de um combatente conquistador que, apesar de tudo, não houvera nascido ali, mas que assumira com amor e paixão os preceitos daquele povo, surgiu a hipótese no rico e infiel… e se convertêssemos o herói deles e o arrastássemos para nossa causa?

Para isso, nada melhor que mandar ter com ele, o mais subreptício dos seres e mascote simbólica de tal país: ratos de esgoto e que à socapa entraram no reino contrário.

Aí chegados, lançaram o canto da sereia ao herói contrário…prometendo-lhe dinheiro, honrarias e glórias, mas com a condição de esfaquear pelas costas e à traição o líder da nação em que era adorado. E, aí viu-se a estirpe desse herói, que afinal também era um homem na verdadeira acepção da palavra, ao contrário dos seus sedutores que só conheciam a doutrina das ervas-daninhas e dos falsos, ao recusar todas as propostas e matando esses núncios que procuravam através da traição conseguirem o que nunca houveram conseguido no campo da batalha.

O herói haveria de continuar onde sempre esteve e haveria de contribuir para inúmeras glórias para aquele reino, que num dia 26 de Maio de um ano qualquer viu a chuva cair  abundantemente sob um vale que dizem se chamava Jamor…

P.S. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência…e nem esta história refere-se a Douglas e António Salvador e seus acólitos…

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