“Futuro das Modalidades está garantido” (fotos e áudio)

As modalidades estão bem e têm futuro assegurado no Vitória. Foi esta a ideia que Eugénio Rodrigues, director das Modalidades vitorianas, deixou na passada quinta-feira no debate promovido pela Associação VitóriaSempre e transmitido pela Rádio Santiago desde o São Mamede.
Para o dirigente vitoriano a época, que para algumas modalidades ainda não terminou, “foi óptima”, pelo que a aposta em todas elas se irá manter. Haverá, é certo, uma pequena redução no orçamento, “insignificante” segundo Eugénio Rodrigues, mas que traduz as dificuldades porque todos os clubes passam. “Na época que agora termina o orçamento foi de 1,3 milhões de euros e para esta andará à volta do mesmo. Haverá apenas uma pequena redução”, avança o responsável por todas as modalidades do clube, nove no total.

Depois de não ter conseguido revalidar o título de campeão nacional, o voleibol, é maior exemplo do temor, evidenciado pelos vitorianos em várias tertúlias, no que respeita ao seu futuro. No debate, Aníbal Rocha, responsável pela secção, sossegou as mentes, deixando bem claro que o Vitória vai manter os objectivos intactos. “Vamos lutar para voltarmos a ser Campeões Nacionais e conquistar novamente a Taça”, referiu o director do voleibol, cujo orçamento na época passada rondou os 443 mil euros. “É já um barco grande” refere o responsável, lembrando ainda que “que são já 300 atletas nos mais diversos escalões, 25 treinadores e 30 directores e responsáveis”.

Também o basquetebol representa já uma grande fatia no total do número de atletas que envergam o emblema vitoriano. Segundo Fernando Monteiro, “são 12 equipas e 200 atletas”. Um número que até poderia ser maior, mas que as condições actuais não permite que aumentem.
Precisamente o mesmo se passa com o Pólo-Aquático e com a Natação. As infraestruturas não são as melhores, pelo que muito já fazem eles. Se na primeira são já vários os internacionais nos escalões de formação, na natação são conhecidos os nomes de alguns campeões. “O Rui Costa é o mais conhecido mas a Joana Santos e a Andreia Gomes são também campeãs.” A três anos de distância já se pensa nos Jogos Olímpicos de de Londres em 2012. Albano Correia, um dos treinadores, lança o sonho. “É aquilo que eu sonho, aquilo que eu quero e acredito, levar um ou dois atletas do Vitória até Londres.

No pólo, que treina em apenas 33% do total da piscina municipal, “é como se o basquetebol treinasse com apenas um cesto”, compara Pedro Lima da secção, os objectivos traçados foram cumpridos. “Na próxima temporada a manutenção volta a ser a pretensão numa equipa feita à base da prata da casa.

O kickboxing é um caso de sucesso extremo. O início, há seis anos, não foi o melhor. “Treinamos um mês no parque de estacionamento do Complexo”, lembra o mestre Alberto Costa, mas mesmo assim foi possível criarem campeões europeus e mundiais, como são os casos de Fernando “Zenga” e Susana Rosa.
Mas há um problema, transversal a todas as modalidades. A questão das infraestruturas. Todas revelam problemas de espaço para se imporem ainda mais. Já esteve projectado a construção de dois novos pavilhões e de uma piscina, mas, “pelo menos até ao final deste mandato isso não vai acontecer”, revela Eugénio Rodrigues, para quem “uma bandeira levantada” – aludindo ao jogo de Basileia para a Liga dos Campeões” explica tal recuo.
Já quanto ao modelo de gestão, imposto por esta direcção, não só parece agradar aos responsáveis por cada secção, como está para ficar. “Não equacionamos devolver a gestão as modalidades. Se isso acontecer será o fim para algumas. Tem de ser o Vitória a arranjar os patrocinadores e a sustentá-las”, fez saber Eugénio Rodrigues.

Ouça todo o programa, já disponível na Rádio ViltóriaSempre.

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