Já Não Há Pachorra! [FOTOS]

Perdoem-nos o calão do título, mas a verdade é que até o ser mais paciente dos pacientes parece estar a perder paciência com o Vitória… o clube e o homem que vai dirigindo (?) os destinos técnicos do clube.

Na verdade, ninguém alvitraria, após observar os primeiros vinte e cinco minutos do desafio, que os branquinhos não conseguissem levar de vencido um pouco mais que sofrível Gil Vicente. Apresentando um onze, em que as principais novidades eram as inclusões de Anderson Santana, em detrimento de Teles, Paulo Sérgio e o regresso de João Paulo, o dealbar do desafio parecia querer demonstrar que os vitorianos iriam reencontrar-se com as boas exibições, mas acima de tudo com as vitórias.

Jogando com rapidez – uma raridade na presente temporada – , critério e boas movimentações, os Conquistadores facilmente acercaram-se do último reduto barcelense. E mesmo antes de Nuno Assis, de cabeça, a centro de Edgar – uma curiosa troca de papéis – apontar o golo do Vitória para gáudio dos oito mil enregelados que ocupavam as bancadas, minutos antes, tinham visto a mesma dupla, e nos mesmos papéis(!) construir uma jogada em que o rato atómico cabeceou ao poste.

Pensava-se que seria o início de uma noite tranquila… uma noite de golos… do regresso da alegria…Puro erro!

Quase imediatamente, o jogo vitoriano amainou… a lentidão, da qual Marcelo Toscano foi o máximo expoente, apoderou-se da equipa… a desconexão entre sectores passou a ser a realidade mais palpável e como consequência do incremento no desacerto, o adversário subiu linhas e começou a discutir o desafio em todos os palmos do terreno, já com Roberto – um velho conhecido dos vitorianos – em campo.

E com tamanho torpor, até o árbitro ajudou inventando uma falta lateral no enfiamento da área vitoriana que não existiu…Azar dos azares! De um inexistente livre, surgiria o autogolo de N’Diaye e logo em seguida o intervalo… num momento infeliz, tudo mudaria, ainda que já se notasse o decréscimo produtivo da equipa.

Na segunda metade, tudo seria pior… os branquinhos voltaram a ser a equipa (?) de Leiria… apática, sem ideias, que parece que não treina, limitando-se, desenconchavadamente, a bombear bolas para o último reduto adversário sem que daí adviesse qualquer perigo.

E assim se passaria um segundo período, em que a equipa não conseguiu criar qualquer situação de perigo e vivendo do que Edgar conseguia produzir, fosse a médio ofénsivo, fosse a extremo, fosse a avançado…porém, como o abnegado brasileiro, ainda, não é omnipresente faltava sempre qualquer coisa.

Do banco, Rui Vitória assistia ou será que adormecia (?), impavidamente, mexendo nas pedras do jogo com excessiva parcimónia, e quando o fazendo não alterando tacticamente nada… inacreditável, como um treinador que supostamente quer ganhar, mexe na equipa a cinco minutos do fim, mas sem desmontar um milímtero que fosse a teia defensiva que houvera urdido no início da contenda.

E nesta indefinição no terreno de jogo e de tanta falta de coragem – ou será de conhecimento ? – de quem comanda, os gilistas quase conseguiriam o golo da vitória…valeu, como em tantas outras vezes, Nilson que com uma felina estirada negaria o golo adversário.

O jogo terminaria, com as bancadas a incentivar o, ainda, actual presidente à demissão… bem como a criticar o actual treinador! É que, como refere o título que encima a presente crónica, já não há pachorra para um clube sem rumo directivo, sem liderança, sem um técnico com coragem e astúcia para ganhar desafios do banco e para uma equipa envelhecida que, a cada jogo que passa, parece que faz o favor aos apaniguados de se vestir e entrar em campo para deixar, calmaente, passar noventa minutos e regressarem a suas casas, ou a qualquer outro lugar que lhe seja mais prazenteiro que um campo de futebol…

FOTOS AVS :