Jogo com muita Paixão

Jogo no Estádio dos Arcos, em Vila do Conde, teve golos, expulsões, penaltys e muita polémica.

Os adeptos do Vitória, que disseram presente e compareceram em bom número, assistiram a um jogo emocionante que logo os 9 minutos teve o primeiro momento de emoção. Eder faz falta e Bruno Paixão marca a primeira grande penalidade da noite. Decisão justíssima do árbitro de Setubal. Edgar assumiu a responsabilidade de converter a penalidade. Estava aberto o marcador.

O Rio reagiu com bom cabeceamento de João Tomás mas este caprichosamente bate na trave. Toscano minutos depois, responde, na sequência de um ressalto na área vila-condense, com um remate para uma defesa apertada de Paulo Santos. A equipa de Carlos Brito nunca baixou os braços e tentou o golo num bonito remate de Bruno Gama para uma defesa espectacular de Nilson.

A primeira parte não chegava ao fim sem a primeira expulsão do jogo. Saulo, já depois de ter levado o primeiro cartão amarelo por simulação, decide simular um penalty e Bruno Paixão responde com segundo cartão amarelo e respectiva expulsão.

A primeira parte ficou marcada por 7 amarelos (5 para jogadores do locais e 2 para o Vitória) e um vermelho.

Com o apito para o intervalo, Carlos Brito vai pedir explicações ao juiz da partida e já não regressa para a segunda parte.

As equipas regressam para o segundo tempo com os mesmos jogadores que terminaram a primeira parte.

Logo aos 5 minutos, Freire envolve-se com Vítor Gomes e este aproveita-se para se deixar cair. Bruno Paixão olha para o seu assistente e marca penalty. Pareceu forçado. Encarregue de bater o castigo máximo, João Tomás empata a partida.

Toscano aos 54 minutos remata para uma boa defesa de Paulo Santos. O mesmo Toscano faz uma arrancada pela esquerda e sobre falta de Eder, que recebe o segundo cartão amarelo e respectivo vermelho.

Manuel Machado arrisca, e faz entrar Maranhão e Rui Miguel para os lugares de Jorge e João Ribeiro.

Vitória tentava acercar-se da baliza de Paulo Santos mas sempre sem grande perigo.

Manuel Machado joga a última cartada e é feliz. Fez sair Cleber para reforçar o ataque com Douglas. Um minuto depois, Douglas dá vantagem ao Vitória com um cabeceamento no seguimento de um bom cruzamento, na linha de fundo, de Bruno Teles. É o primeiro golo de Douglas esta época.

O sofrimento do Vitória parecia ter terminado, mas eis que numa bola bombeada para junta da aérea vitoriana, Freire faz falta. Ficou a ideia que não era falta. Na cobrança do livre, o matador João Tomás atira um forte remate rasteiro que fura toda a multidão que estava a frente e marca golo. Estava reposta a igualdade.

Mesmo com 2 jogadores a menos, o Rio Ave mostrava que estava vivo e prometia lutar pelos 3 pontos. Já o Vitória parecia desnorteado e só chegava à baliza adversária através de pontapés de longe e bolas bombeadas para a aérea. É numa dessas situações que nasce o 3º golo Vitoriano. Cruzamento longo de Alex e Vítor Gomes e Douglas envolvem-se e Douglas aparece no chão. Bruno Paixão não hesita e marca penalty. Um lance confuso que envolve os braços do defensor vila-condense, que acabaria expulso, e o brasileiro Douglas. Edgar aproveita esta soberana ocasião e bisa no jogo. É o 8º golo do ponta-de-lança brasileiro ao serviço do Vitória para o Campeonato Nacional.

O jogo corria para o fim mas ainda houve tempo para Alex desperdiçar o 4º golo na cara de Paulo Santos.

A partida termina, Vitória vence por 2-3 e garante os 3 pontos. Bruno Paixão foi a figura principal desta partida.

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