Luís Cirilo – CALENDARIZAR

A intrincada situação que o Vitória hoje vive exige de todos, responsáveis e adeptos, um esforço redobrado no sentido de elencar prioridades e calendarizar a sua realização.

Creio, tenho-o escrito noutros espaços e disse-o na ultima AG, que o clube precisa de uma clarificação interna que o possa conduzir á pacificação social e a um sério esforço de união em volta do nosso emblema e das nossas equipas e modalidades desportivas.

Hoje por hoje perdemos demasiado tempo em volta de assuntos que não sendo difíceis de organizar gastam energias, consomem paciência, debilitam o tecido associativo.

A ultima assembleia geral foi um momento limite, daqueles que dificilmente se atingem num clube desportivo, em que um número significativo de associados quis mostrar à direcção a sua revolta perante os caminhos seguidos e a sua vontade de mudar de percurso por considerarem que o Vitória trilhava maus caminhos.

Posteriormente , por iniciativa de um associado secundado por muitos outros, foi entregue o pedido de assembleia geral extraordinária para demissão do presidente da direcção que teve o desfecho conhecido de todos.

Depois de um “ping pong” entre Mesa da AG, primeiro proponente da AG e Conselho de Jurisdição , foi tomada a decisão pela Mesa de não convocar a AG por entender que o processo enfermava de irregularidades que não tinham sido sanadas pelos proponentes.

O problema, independentemente de quem tenha razão, é que o processo se arrastou por demasiado tempo levando à consequente exasperação de muitos associados e à criação de um “clima” muito desfavorável a quem teve de decidir.

Tudo isso levou ás “faixas”, aos cânticos no estádio contra o presidente do clube, a uma violenta campanha nas redes sociais em prol da demissão da direcção e restantes órgãos sociais que continuará até que a clarificação seja feita tudo o leva a crer.

Há,pois, que sair deste impasse.

Do meu ponto de vista o Vitória tem de clarificar a sua situação interna até ao final do primeiro trimestre sob pena de começar já a comprometer a época desportiva de 2012/2013 ainda a de 2011/2012 vai a meio.

Que fazer?

Desde logo marcar urgentemente uma assembleia geral para reapresentação do relatório e contas e consequente plano de reestruturação financeira conforme o associado Luís Alves e eu próprio pedimos na ultima assembleia geral.

Naturalmente que terá de ser um plano credível, sem contas de cabeça ou pagamento aos apanha bolas por recibo verde, que apresente factos, soluções e calendário de cumprimento.

Equivale isto a dizer que “árabes” e afins não serão nunca vistos como solução credível.

Face ao prazo tolerante(31 de Janeiro) dado pelo presidente da AG á direcção para apresentar soluções é de esperar que até essa data esteja concluído o tal fundo de investimento e possa ser apresentado aos associados de molde a que estes possam aprovar o relatório e contas.

Uma vez cumprido esse trâmite é tempo, então, de partir para a clarificação definitiva do clube.

Já o disse, e repito, que essa clarificação deverá passar pela realização de eleições antecipadas a que possam concorrer aqueles que defendem a solução SAD e os que entendem que o caminho passa pela profissionalização da gestão mas sem criação da tal SAD.

E da campanha eleitoral, dos debates que certamente haverá oportunidade para fazer, sairá o cabal esclarecimento dos associados sobre programas e pessoas de molde a poderem escolher livremente o caminho que querem seguir.

E quem vencer estará plenamente legitimado para implementar as decisões que constem do seu programa .

Aí sim será possível unir a família vitoriana e concentrar esforços e energias no apoio ás nossas equipas para que o Vitória seja capaz de atingir as classificações que estão ao seu alcance e honrem o seu historial.

Creio que 31 de Março ou 14 de Abril seriam datas perfeitamente aceitáveis para a realização dessas eleições.

Haja vontade.

E Vitorianismo!

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