Marítimo-Vitória (Antevisão)

O Vitória joga este Domingo na pérola do atlântico frente ao Marítimo, a passagem aos Quartos-de-final da Taça de Portugal.

Após já ter deixado para trás o Vilaverdense e o Vitória de Setúbal, os Branquinhos pretendem agora vencer os Insulares, e ultrapassar mais um “obstáculo” rumo ao Jamor.

Na Madeira, é esperado um Jogo de qualidade, muito equilibrado, e que poderá ser decidida nos pequenos detalhes, esperando-se então que seja o Vitória a ser mais “feliz”.

Marítimo e Vitória, já se defrontaram por duas vezes para a Taça de Portugal no “Caldeirão dos Barreiros”, e também aqui o equilíbrio é nota dominante, com ambas as Equipas a ganharem uma Partida cada um.

Ainda assim, e como curiosidade na época de 87/88 o Vitória venceu também nos Oitavos de Final os “Insulares” por 2-5, tendo meses mais tarde a possibilidade de disputar a Taça de Portugal no Jamor, onde perdeu essa possibilidade com o Porto que venceu por 1-0.

O Jogo entre Marítimo e Vitória, será dirigido por Bruno Paixão, que vai dirigir pela primeira vez esta época um Jogo do Vitória. Que faça um bom trabalho, é o que se pede ao árbitro de Setúbal.

Questão Técnico -Tática

Para o desafio frente ao Marítimo, e relativamente ao jogo para a Liga frente ao Beira-Mar, onde como se sabe o Vitória fez um má exibição, Rui Vitória não deverá fazer alterações no 11 inicial, pois Barrientos que poderia ser opção inicial, não pode dar o contributo à Equipa por estar gripado.
Ainda assim, o Técnico Vitoriano, poderia fazer três alterações no 11 inicial.

No setor defensivo, pode registar-se uma estreia absoluta, com a entrada do jovem Kanú para o lado direito da defesa, em detrimento de Alex. Com esta alteração, o lado direito da defesa, pode ganhar mais solidez e velocidade, pois Alex está a cometer vários erros nas tarefas defensivas, e nas ações ofensivas, pouco ou nenhuma profundidade tem dado. Kanú pode então trazer, mais “equilíbrio” ao lado direito defensivo, pois sobe bem no terreno, mas também recupera com relativa facilidade, pois é um jogador veloz.

No eixo da defesa, pese embora os erros cometidos na última partida, a dupla Freire (tem que ser mais “agressivo” a disputar os lances de 1×1, e no jogo aéreo, tem que atacar com mais firmeza a bola, pois estes são detalhes são muito importantes num defesa central) -Defendi, deve manter-se como titular, mas devem estar mais concentrados e haver mais diálogo entre os dois.

Na zona intermediária, pode registar-se o regresso de El Adoua, à posição 6, até porque Siaka Bamba, fez uma exibição pouco conseguida em Aveiro. Se Adoua regressar ao 11, o miolo do terreno, pode ganhar mais objetividade, e com o marroquino a Equipa ganha mais amplitude a sair para o ataque, pois El Adoua, gosta de tentar levar jogo para zonas atacantes.

Ainda na zona nevrálgica, Leonel Olímpio (está num bom momento físico, e dá mais à Equipa a jogar na posição 8) deve jogar sobre o lado direito, e André André (tem que se assumir mais, tem que ter bola,e arranjar linhas de passe, para os companheiros da frente de ataque) o transporte, mais descaído sobre a esquerda a completar o tridente no miolo.

Na frente de ataque, mais concretamente nas alas, é pertinente haver uma mudança, pois Marcelo Toscano tem jogado muito pouco, não dando profundidade num corredor, e estando num momento de pouco fulgor físico. Neste contexto, a aposta em Ricardo ou Marco Matias (merece uma oportunidade para jogar de início) impõem-se, pois assim o Vitória pode ganhar mais velocidade e irreverência numa ala, até porque na outra, João Ribeiro, tem estado em bom plano. Precisa é de acompanhamento, pois não pode ser ele a desequilibrar em ambos os corredores.

Na área, continuará Amido Baldé, que após o golo em Aveiro, pode ganhar mais confiança, o que pode ser importante, pois os avançados “vivem de golos” e Baldé após ter marcado o primeiro, pode agora quem sabe dar sequência a esta fase. Baldé é de momento a solução no plantel, e é nele que os Vitorianos têm que acreditar e ter a crença que será o jovem internacional sub-20 português a resolver o problema da finalização que a Equipa tem evidenciado.

Na Madeira, é primordial que haja um Vitória personalizado, a entrar confiante e determinado a passar mais uma eliminatória numa competição muito importante para o Clube, seja a nível de Palmarés, como a nível financeiro, pois agora a Taça de Portugal traz bons dividendos económicos, que são fulcrais para as finanças do Vitória.

Força Vitória e Vitória Sempre!

Adversário

A Equipa orientada por Pedro Martins, joga numa variante assente num 1x4x3x3, neste caso com um triângulo invertido no meio-campo, e com uma frente de ataque móvel e tecnicista.
O Marítimo gosta de assumir as rédeas do Jogo, e o seu Técnico é um “adepto confesso” do bom futebol.
No seu terreno os rubro-verdes são sempre difíceis de bater, e não será um jogo fácil para o Vitória.

Pontos Fortes
* A nível defensivo, Roberge e Rúben Ferreira são os “baluartes”. O defesa central francês tem um excelente sentido posicional, já o lateral esquerdo português, é raçudo a defender, e gosta de subir muito no terreno.
* A meio-campo, Rafael Miranda é um médio de grande qualidade, pois recupera muitas bolas, mas sai a jogar de cabeça bem levantada, e conta com uma boa qualidade de passe, seja curto ou longo. Também o canhoto David Simão, “empresta” à sua Equipa, visão de jogo, qualidade de passe e meia distância, detalhes onde é forte
* No ataque, Danilo Dias (é um tecnicista nato), Sami (é muito veloz e dotado tecnicamente) e Fidélis (é muito possante, e forte no jogo aéreo), são difíceis de parar para uma defesa, pois apesar de ser o pior ataque, o Marítimo conta com atacantes de qualidade.
* Nas bolas paradas ofensivas, David Simão é exímio a cobrar bolas paradas, e Roberge, Márcio Rosário (surge ao 1º poste), Rafael Miranda (surge na zona do penalty) e Fidélis (ataca a bola no 2º poste) são todos fortes no jogo aéreo.

Pontos Fracos
* Na defesa, João Diogo tem jogado à direita, mas mostra ainda alguma inexperiência este nível, e a defender dá espaços nas costas, que devem ser aproveitados pelos alas Vitorianos. No eixo da defesa, Márcio Rosário é um central lento, e com dificuldades a fechar as subidas do lateral.
* No miolo do terreno, sem os lesionados João Luíz e Olberdam, as escolhas resumem-se apenas a Semedo ou a Rodrigo António, que são médios que tem jogado pouco, e podem acusar falta de ritmo competitivo. E no meio-campo, o Marítimo é pouco “intenso” na procura da bola (perdeu bastante com a saída de Roberto Souza), e a fazer o elo de ligação para o ataque.
* Nas bolas paradas defensivas, a zona mais débil do Marítimo é no 2º poste, seja nos cruzamentos, como nos livres laterais (tem que se arrastar marcações, para abrir brechas na defesa insular).
* O Marítimo tem acusado “ansiedade” quando joga no seu terreno (ainda não venceu para a Liga por exemplo), e o Vitória pode explorar esta situação.

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