Midtjylland 0-0 Vitória… Absolutamente Deprimente!

Ponto prévio: o Vitória não comprometeu os objectivos de passagem à próxima eliminatória!

Apresentando uma equipa moldada em 4-3-3, com três médios de índole defensiva (El Adoua/Pedro Mendes/João Alves), o Vitória foi uma equipa sem centelha de ambição.

Com três médios de contenção, e os extremos Faouzi (na direita) e Targino (na esquerda) no apoio ao avançado Toscano, os vitorianos desde cedo demonstraram ser superiores aos nórdicos, que desde o início se mostraram bastante limitados táctica e tecnicamente.

Porém, independentemente disso para vencer há que jogar para isso e fora alguns momentos individuais (remate de El Adoua para a única defesa de um guardião durante o jogo e três bolas ganhas por N’Diaye, de cabeça, na sequência de pontapés de canto, mas que não resultaram em perigo, o Vitória foi uma autêntica nulidade.

Com médios em precárias condições físicas – Pedro Mendes, independentemente da classe, está fora de forma e João Alves encontra-se na mesma situação – e outro com clara tracção defensiva – El Adoua, será sempre mais um terceiro central – era difícil assumir o jogo. Valeu, porém, pela latente incapacidade do Midtjylland incapaz de em todo o jogo fazer Nilson sujar o equipamento.

E se assim foi na primeira metade, na segunda, ainda, haveria de ser pior… fora, um remate de Toscano, na altura já encostado à direita, após a saída de Faouzi e a entrada de Edgar, o Vitória pouco ou nada fez, à excepção de chutões sem nexo e de uma excessiva abstinência de ideias, facto preocupante para quem começou a trabalhar tão precocemente, o que demonstra ou que a equipa não tem a qualidade que se propala em alguns meios ou, então Manuel Machado não estará a fazer a análise mais correcta dos recursos que tem à sua disposição.

Trocando aos setenta minutos Pedro Mendes por Leonel Olímpio e depois Targino por Maranhão, após ter feita o supra citada alteração de Faouzi por Edgar, o técnico procurava com a primeira dar maior imponência física à equipa, aumentando as rotações do seu jogo. Com as outras, procurava que a explosão de Maranhão e a capacidade de Marcelo Toscano actuar em espaços interiores partindo da ala, fizessem a diferença…Nada mais erróneo, já que deixando os três numa versão de Lost era impossível fazerem milagres. Apesar disso, Toscano ainda haveria de rematar a rasar a baliza de Kasper Jensen, na, indubitavelmente, melhor oportunidade do Vitória.

O jogo findaria com o resultado como havia começado…e com a certeza – preocupante! – que, apesar, de o Vitória ter iniciado cedo a preparação, ainda, tem um longo caminho a trilhar… e é uma obrigatoriedade na próxima semana bater estes dinamarqueses que demonstraram que, apesar de esforçados, não passam de equipa de bons rapazes