Moreirense vs Vitória (Antevisão)

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Moreirense e Vitória protagonizam este Domingo no Parque Comendador Joaquim de Almeida Freitas, mais um Derby Concelhio, numa partida a contar para a 6ª ronda da Liga Portuguesa de Futebol.

Estarão frente a frente as duas Equipas mais representativas do Concelho de Guimarães, e que nesta fase da época não passam pelo melhor momento ao nível de resultados. O Moreirense não vence há 3 jogos (todos eles acabaram em desaire), já o Vitória não consegue os 3 pontos há duas rondas.

Pedro Martins relativamente ao jogo com o Belenenses, pode efetuar alterações no 11, ainda assim é provável que no máximo surja apenas uma mudança no conjunto Vitoriano.

No quarteto defensivo, e apesar de o Vitória já ter encaixado 8 golos, não são esperadas alterações, a não ser que João Aurélio (dá mais largura e tem melhor capacidade de cruzamento) possa voltar ao lado direito da defesa, substituindo Bruno Gaspar (sentiu muitas dificuldades perante o velocista Gerso) que foi titular na última ronda. Já no eixo da defesa, Prince está à espreita de uma oportunidade, mas Josué e Pedro Henrique devem manter-se como titulares. Na esquerda, Rúben Ferreira (tem que melhorar bem mais no capítulo do cruzamento) é expectável que mantenha o posto no lado canhoto.

No miolo do terreno, Rafael Miranda e João Pedro continuam de pedra e cal, e é na posição de médio organizador que surge a maior dúvida para Pedro Martins. Bernard Mensah tem sido apontado ao 11, mas o ganês mostra estar longe da bitola que exibiu há 2 anos atrás (pouca capacidade para romper e queimar linhas, o ano transato onde pouco jogou foi mau para a sua evolução). Neste momento parece visível que Hurtado dá mais ao jogo de ligação meio campo – ataque da Equipa, e a sua saída do 11, não parece ser benéfica para o jogo Vitoriano.

Na frente de ataque, ai sim não parecem restar dúvidas que Hernâni – Marega  e Soares serão as escolhas iniciais.  É fundamental por exemplo que em algumas situações, Marega quando faça a diagonal para dentro, Soares troque de posição, e dei alguma amplitude na faixa, dando assim uma linha de passe ao portador, e não torne a zona central demasiado “afunilada”.

Torna-se premente que o Vitória não continue a desperdiçar muitas das ocasiões de golo que tem criado, sob pena de perder pontos (o último jogo é sintomático) que mais tarde podem fazer falta nas contas finais. Outros detalhes a afinar, são as bolas paradas defensivas (mais atenção no timing de ataque à bola), que tem castigado severamente os Branquinhos, e o juntar de linhas aquando de o resultado estar favorável ( a Equipa não se pode “partir” e ter os setores distantes, estando a vencer como aconteceu no passado Sábado).

Os Conquistadores são favoritos no Derby, mas é necessário demonstra-lo com qualidade de jogo e atitude nas 4 linhas (Martins já avisou que será necessário vestir o “fato – macaco”), pois terão pela frente um sempre abnegado Moreirense, Equipa que se “agiganta” sempre que joga em casa perante o Vitória.

Nas Bancadas como é habitual, o Rei,  contará com um forte apoio dos indefetíveis Vitorianos, que em Semana de aniversário do Clube, contam em receber um triunfo.

11 Provável

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Moreirense

A Equipa de Pepa, joga num sistema tático assente num 1x4x3x3 (miolo do terreno com o robusto Caué e o apoio de Neto ou Schons, e dois criativos Geraldes, e o baixinho e irrequieto Podence a “cair” na faixa direita, um duo que dá talento ao último terço) sendo que tem  tentado a “ousadia” de jogar no campo todo em qualquer Estádio.

Gosta de fazer um pressing médio (diferente do Moreirense de Miguel Leal, que jogava num bloco baixo, e saía depois para as transições com Iuri e o goleador Rafael Martins).

Ficam de seguida, algumas imagens de comportamentos defensivos e ofensivos do padrão de jogo da Equipa do Moreirense (mais em jogos no seu reduto):

Processo Defensivo

Coberturas -compensações desalinhadas, que propiciam uma flagrante ocasião de golo

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Linha defensiva bastante alta, que origina uma rápida transição ao adversário ( Hernâni, Marega, Raphinha e até Xande, com este espaço para progredirem, podem causar mossa)

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Espaço aberto concedido pela defesa (os experientes Marcelo Oliveira e Diego Galo pouco velozes para acompanhar avançados móveis e rápidos), que permite ser colocado um passe de ruptura (médio com espaço para enquadrar de frente para o jogo, e pensar e executar o passe). Jogadores como Hernâni, Marega e até Hurtado, podem portanto tentar este movimento de  ataque à profundidade, ficando assim num 1×1 com Makaridze.

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Jogada em que num 3×3 na aréa, permite ao adversário fazer golo. Linha defensiva pouco articulada e a encostar muito na sua baliza (posicionamento deficitário de Galo)

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Marcação mista numa bola parada defensiva (defende com 10 jogadores na sua área, 2 atletas um pouco mais fora para as segundas bolas, e prontos para poder partir para numa transição rápida)

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Processo Ofensivo

Jogada ofensiva, onde o conjunto Conégo coloca 4 jogadores em zona de finalização (Francisco Geraldes aparece bem em zonas de remate, e é quem dá o toque qualitativo com bola na zona intermédia do Moreirense, pois alia recepção a leitura de jogo)

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O “gingão” Fati (dá mais à Equipa que o inconstante  Dramé) surge muito em zona central (ataca esta zona após cruzamentos da direita de Sagna principalmente), encostando a Roberto (neste lance dá golo de Fati,  que após um cabeceamento ao poste, na recarga faz golo)

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Roberto avançado muito astuto, finaliza bem, e com qualidade a jogar em apoios (aqui numa combinação 2×1 com Fati, tentando uma ruptura nas costas da linha defensiva contrária)

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