Não Há Adjectivos… Vitória 0-1 Sporting [FOTOS]

Já rareiam os adjectivos para tentar qualificar as exibições vitorianas, na presente temporada e o cartão vermelho que a foto documenta bem podia ser mostrado a mais uma exibição vitoriana.

Com efeito, a aliar a mais um desolador resultado – que atira a equipa para os últimos lugares da tabela classificativa -, junta-se uma paupérrima exibição pontuada por momentos nada condizentes com um conjunto que se diz ambicioso e com vontade de lutar pelos lugares cimeiros da classificação.

Optando pelo tradicional esquema de 4-2-3-1, com duas novidades (Renan e Maranhão), o Vitória foi, desde cedo, o seu principal inimigo. Na verdade, bastaram nove minutos para Freire voltar a oferecer um brinde ao adversário, perdendo a bola em zona proibida, o que permitiu ao extremo sevilhano, Diego Capel, escapulir-se pela ala e fuzilar, inapelavelmente, Nilson.

A partir daí, e até à expulsão do argentino Rinaudo, assistiu-se a um total ataboalhamento da equipa, que sem ideias, sem fio de jogo e sem alma não conseguia manietar os intentos adversários. Porém, por volta da vintena de minutos, uma entrada assassina do argentino, que seria expulso por Bruno Paixão, equilibraria as contas.

Depois desse momento, o adversário recuou no terreno, assumindo, claramente, a situação de inferioridade numérica e o Vitória tentou dominar o jogo, sendo que a entrada do uruguaio Barrientos para o lugar do desastrado Freire, procurou incutir maior iniciativa de jogo e clarividência à equipa. Porém, não obstante esse intuito, os branquinhos continuavam a denotar uma confrangedora falta de alma, não conseguindo ser a equipa agressiva e objectiva que, antigamente, partia para cima de qualquer adversário, fosse ele um colosso ou um pigmeu.

Apesar disso, Edgar, ainda, teria ensejo de igualar a contenda, falhando um golo cantado com um cabeceamento, totalmente, liberto de marcação que saiu ao lado de um, já, batido Rui Patrício.

Na segunda metade, esperava-se mais Vitória… nada mais falso, contudo! A equipa dominou o jogo, teve mais posse de bola, assumiu que o ataque era a única alternativa, actuando com dois pontas de lança com a entrada de Soudani, para o lugar de um inexplicável Faouzi, mas oportunidades nem vê-las.

Com efeito, em quarenta e cinco minutos, não se vislumbrou sequer uma oportunidade de golo, para uma equipa que tinha que fazer pela vida e que se limitou a bombear bolas para o último reduto adversário, onde atendendo à altura do americano Onyewu, todas as tentativas saíram goradas.

E, com um Sporting, ostensivamente a perder tempo com o beneplácito de Bruno Paixão, tudo se desmoronou, fazendo com que o Vitória averbasse a quinta derrota em sete jogos já disputados.

Depois deste desafio, a certeza da curva descendente da carreira vitoriana, quer em exibições quer em matéria pontual. Na verdade, já é quase impossível qualificar as prestações de uma equipa, que Domingo após Domingo, vai oferecendo de mão beijada pontos ao adversário… que demonstra a total inexistência de um fio condutor de jogo…que é pouco mais do que dócil na hora de alvejar o último reduto adversário…Assim será difícil, até fugir dos últimos lugares…esperemos, porém, estar enganados e a paragem que o campeonato vai sofrer seja boa conselheira para Rui Vitória de modo a dotar a equipa de outra personalidade!

FOTOS AVS :