Nem Sempre Se Pode Ganhar…

Sem Título

Dizem os entendidos que as finais não se jogam, ganham-se…

Mas, a verdade é que a jovem equipa vitoriana já houvera feito muito chegar à final da Taça de Portugal, batendo o crónico e milionário candidato Benfica.

Hoje, outra tarefa ciclópica, os açoreanos do Fonte do Bastardo, que fruto dos muitos apoios do governo regional assumem a bandeira maior de umarquipélago muito afastado da realidade continental. Além disso, nem a estatística actuava a favor dos briosos atletas vitorianos que nos quatro desafios deste ano, houveram perdido todos.

E era este o cenário para o desafio de Coimbra, onde muitos vitorianos marcaram presença – o You´ll never walk alone, se tivesse uma versão portuguesa seria entoada pelos filhos do Rei Afonso -, em que a esperança vestia de preto… quiçá uma superstição, após a equipa de basquetebol ter chegado ao céu no passado Domingo trajando tais cores…

Porém, tal idílico desiderato rapidamente cessaria…os açoreanos, fora o primeiro ponto do inaugural parcial, jamais estiveram em desvantagem…com bastantes caras conhecidas como Fábio Jardel, João Fidalgo ou Gilson França a que se juntavam os bombardeiros Gregoret ou Caíque, foram uma equipa dotada de uma realidade inexpugnável para os vitorianos que  não se cansaram de lutar. Luta, essa, explanada pela constante procura de soluções pelo lendário treinador-jogador, Allan Cocatto, que terá, apenas, cometido o erro de não apostar mais cedo no convalescente Nélson Brízida, que enquanto actuou permitiu a Pedro Sousa diversificar a distribuição, não colocando toda a pressão nos braços do veterano Adriano Paço que actuou em grande nível, mas que depois de há muitos anos ter passado por Guimarães, jamais terá pensado voltar a disputar uma decisão de Rei ao peito.

Com tantas dificuldades, era impossível fazer melhor, ainda para mais perante um adversário de sobreaviso por enfrentar um suposto outsider que caminhou sempre na perseguição… a chegada à final já honra uma equipa para a qual muitos, no início da época, tinham reservado o funeral e o resultado é um mero pormenor… os parciais 25-20; 25-15; 25-21 não são o retrato do brio, determinação e esforço de uma equipa deu tudo e dos melhores adeptos do mundo que na bancada mesmo com o jogo perdido jamais se calaram…apesar do realizador da transmissão televisiva, os ter olvidado optando por, apenas, mostrar os adeptos da Fonte do Bastardo…mas desses, já sabemos o que esperar…