O cabo das tormentas

Está consumado, é oficial. O pavilhão do Esmoriz passa a ser um cabo das tormentas para a equipa sénior masculina do Vitória. Pelo 2º ano consecutivo a nossa equipa sai derrotada. O encontro desta sexta-feira à noite teve alguma emoção contudo nem sempre bem jogado, de parte a parte. Foi um duelo de contrastes em que nenhuma equipa conseguiu ser consistente e constante a tempo inteiro. O triunfo sorriu à equipa com mais serenidade e força de vontade na hora da decisão.

No Esmoriz, depois de não terem jogado na passada quarta-feira, o técnico André Sá fez alinhar 3 jogadores: distribuidor Tiago Violas, o líbero Joaquim Ferreira e o zona 4 Rui Moreira. A equipa vimaranense não pode contar com o distribuidor Evandro Batista cuja ausência foi suprida por Gustavo Figueiredo.

A equipa visitada esteve muito consistente e demonstrou grande carácter na abordagem ao encontro. Desse modo e no 1º set, apesar de alguma surpresa, superiorizou-se sem contestação por 25-20. O Vitória errou em vários capítulos sendo que no ataque e na distribuição demonstrou fragilidades.

Naturalmente no 2º set surgiu a reacção vitoriana. Com uma re-entrada em jogo afirmativa e com maior acerto nas diversas acções de jogo rapidamente o nosso Vitória destacou-se e sem surpresa à passagem do 2º tempo técnico essa vantagem cifrava-se já em 6 pontos(10-16). Resguardada a diferença pontual foi natural o fecho do 2º set com o parcial de 18-25.

Com a igualdade conseguida a expectativa aquando do começo do 3º parcial era a de um Vitória mais dominador, partindo para um novo triunfo. Ideia essa que revelou-se errada. O equilibrio à passagem do 1º tempo técnico: 8-7 rapidamente desmoronou-se e quando foi alcançado o 2º tempo técnico o placard marcava um desnivel de 5 pontos: 16-11. Ainda assim e na fase terminal do set os pupilos de Nuno Coelho fizeram uma recuperação interessante e entraram na discussão do triunfo no parcial. O momento chave foi com o parcial nos 23-22. Nessa altura o Vitória teve a chance de igualar a 23-23 contudo falhou e seguidamente o Esmoriz fechou o 3º parcial por 25-22. Com justiça, a equipa visitada estava em vantagem por 2-1. Destaque na equipa da Barrinha para a excelente exibição de Rui Moreira, ex-atleta do Sporting de Espinho.

No 4ª set o Vitória entrou de rompante e disparou no marcador não permitindo ao Esmoriz respirar. No 1º tempo técnico o parcial registava 2-8. No 2º tempo técnico a vantagem ainda foi mais dilatada: 5-16. Antes deste 2º tempo técnico o treinador do Esmoriz retirou alguns jogadores claramente com o pensamento no 5º set. Sem surpresas o Vitória repôs a igualdade a 2-2 com o registo no 4º set de 10-25.

Para a negra estava tudo em aberto. A inconsistência era um factor comum a ambos os conjuntos, daí não ser previsível o desfecho da contenda. O 4º set demolidor por parte dos vitorianos continuou neste último parcial mas só até ao marcador registar 0-3. Aí apareceu a equipa adversária cheia de vontade e virou o rumo dos acontecimentos a seu favor. Derrepente o marcador estava com um 6-4. Na troca de campo o desnível era ainda de 2 pontos(8-6). Até final o Vitória tentou reagir e apagar a diferença mas na verdade não teve a vontade e  engenho necessários. Merecidamente o Esmoriz fechou a negra ao seu favor por 15-12.

Quer a exibição descolorida quer o resultado não são nada consentâneos com os objectivos da secção de voleibol nem com a qualidade que este plantel já demonstrou esta temporada. O distribuidor Gustavo Figueiredo não colmatou devidamente a ausência do lesionado Evandro. Exceptuando os opostos Tomás Aldazabal e Joan Llanes (Chê), os restantes não tiveram exibições com qualidade suficiente para conseguir conquistar os 3 pontos. Nota também negativa para o treinador Nuno Coelho por algumas opções tomadas, pela ausência de outras e por algumas vindas tardiamente. Será este o timoneiro ideal para levar a bom porto as intenções da secção?

Resultado e parciais:

Esmoriz – Vitória: 3-2 ( 25-20 ; 18-25 ; 25-22 ; 10-25 e 15-12 )

  Categories: