O Fundo Sem Fundo…

Será que hipotecar o futuro do Vitória, colocando o passe de jovens atletas nas mãos de um fundo de investimento, não necessitaria de aprovação em Assembleia Geral?

Obviamente, que a resposta é que para alienar, tratando-se da gestão corrente do clube, não!

Mas, alienar atletas com grande margem de progressão – como vislumbramos, ontem, na sumptuosa exibição de Paulo Oliveira ao serviço do Penafiel -, prescindindo das suas mais valias futuras, deveria ser obrigatoriamente referendado por todos os sócios vitorianos, pois tal acto assemelha-se em tudo a uma hipoteca feita numa qualquer instituição bancária e que, apenas, garante o presente do clube.

Com este acto, o Vitória, simplesmente, deixa de poder contar com os trunfos que possam sair da sua formação para fazer face às agruras do passivo e para isso já bastava um famigerado acordo realizado com um clube da segunda circular, não sendo necessário gastar dinheiro em viagens e passeios.

Além disso, será que o presidente vitoriano conta perpetuar-se no poder? É que com o adiantamento da obtenção dos proveitos futuros, aliado a este acto de gestão (?) só mesmo pensando assumir as responsabilidades ad eternum é que se pode cogitar que o Vitória continuará a ser solvente…pois caso contrário, o futuro presidente, apenas, poderá contar com ar e vento para gerir o clube…

Haverá alguém que seja alquimista para transformar o nada em ouro? Pois, caso contrário, com este acto somente destinado a justificar o presente, e com o mero intuito de sobreviver, o Vitória arrisca-se a fechar as portas num futuro muito próximo…esperemos, como é óbvio, estar enganados e que este fundo tenha mesmo um fundo, não arrastando o clube para um buraco negro.