O Que Dizer? [VÍDEO]

O que dizer ou escrever quando o Vitória sofre quatro golos sem resposta no terreno do seu maior rival?

O que dizer quando a superioridade adversária foi tão clara que qualquer argumento para a refutar cai pela base?

O que dizer quando o guarda redes do clube, por usar palavras bonitas, ganha um estatuto de intocável e na hora da verdade claudica sempre, como já acontecera na final da Taça?

O que dizer de duas saídas suicidas que comprometeram todo e qualquer plano de jogo, em contraponto com a defesa do guardião contrário que evitou, no momento, o empate a um?

O que dizer quando o defesa central, Freire, useiro e vezeiro em infantilidades, continua a merecer a confiança dos treinadores que por Guimarães vão passando e jovens como Vítor Bastos, Paulo Oliveira, Gonçalo ou Josué penam por divisões inferiores?

O que dizer quando esse Freire é substituído pelo sobrevalorizado N’Diaye que consegue arranjar uma grande penalidade para o adversário quando o avançado se encontra de costas para a baliza?

O que dizer quando o defesa lateral, Bruno Teles, perde todos os lances de um contra um, originando num deles o último golo adversário?

O que dizer quando o nosso meio campo é portador de uma suavidade mais acentuada que um qualquer amaciador para a roupa?

O que dizer quando Olímpio que não conseguiu fazer um passe de relevo durante o jogo, inventa um, no final do jogo, de ruptura para o avançado contrário rematar ao poste?

O que dizer quando o nosso avançado, a um metro da baliza com ela escancarada e com o jogo, ainda, em dois a zero, consegue rematar contra o único oponente presente?

O que dizer quando os suplentes parecem entrar com azia por o serem e nada de novo trazem ao jogo?

O que dizer quando um clube, presentemente, nem sequer tem direcção, ou a mesma é fantasma?

O que dizer quando se compete com um clube pujante, a crescer, e sentimos que mais que o jogo, o nosso problema é o futuro e se para o ano poderemos estar a competir no mesmo escalão que o nosso crónico rival?

O que dizer quando um produto da nossa formação festeja um golo como, ontem, festejou, demonstrando um ódio e uma raiva incompreensível por quem o formou como homem, ainda que como ontem se viu tenha fracassado nesse objectivo já que de homem tem muito pouco?

Simplesmente, uma coisa…

Não fossem os adeptos que venceram o desafio na bancada e o Vitória estaria a um passo da cova… assim, continue a valer-nos o imenso capital humano que carrega este clube…o nosso clube… para acreditarmos que o pantanal que nos colocaram vai ser ultrapassado!

Cabe-nos a nós, também, lutar por isso… e mostrar, que hoje, mais do que nunca faz sentido dizer: ACONTEÇA O QUE ACONTECER SOMOS VITÓRIA ATÉ MORRER!

VÍDEO AVS :