O que não nos mata… torna-nos mais fortes!

110515_2_3576_JFS_1235_p

 @vitoriasc.pt

 Num jogo completamente atípico o Vitória acabou por sair derrotado de Barcelos por números expressivos. Um resultado totalmente enganador e mentiroso que acabou por falsear e mascarar o que passou no relvado do Estádio Cidade de Barcelos. O Vitória foi a melhor equipa em campo durante a maior parte do encontro mas viu as desatenções defensivas serem impiedosamente aproveitadas pelo Gil Vicente, que aproveitou para deixar uma boa imagem na apresentação aos seus associados.

Nos primeiros 15 minutos de jogo só deu Vitória. Aliás, este período revelou talvez o melhor Vitória desta pré-época. Os Conquistadores eram donos e senhores do jogo, promovendo o ataque organizado e a construção de jogo a um e dois toques, com rapidez e fluidez na variação do centro de jogo e com o envolvimento dos laterais no jogo ofensivo. E foi mesmo na sequência de um lance  bem trabalhado que o Vitória chegou ao golo. Addy apareceu na linha para assitir Marco Matias que fuzilou Adriano Facchini. 1-0 e grande exibição para os Branquinhos em Barcelos.

O que se sucedeu nos 10 minutos seguintes atesta bem da imprevisibilidade do desporto rei… nem os barões das casas de apostas arriscariam 1 cêntimo nesta chance… mas a verdade é que completamente contra a corrente de jogo os Gilistas lograram o tento por 3 vezes em 10 minutos! E todos os lances tiveram contornos semelhantes…. Bola nas costas dos laterais vitorianos, cruzamento bem medido para a área e finalização certeira. Diogo Viana quis fugir um pouco à regra e optou por fletir para dentro e rematar, obtendo um golo de belo efeito. E assim o guardião Douglas Jesus, que houvera mantido inviolada a sua baliza nas 5 partidas anteriores, sofria 3 golos de uma assentada…

A segunda parte iniciou-se praticamente com o momento que sentenciaria a partida. Brito deixa Addy para trás e endossa o esférico para a marca de penalty onde Bruno Moraes aparece a facturar após se antecipar a Josué. A esperança dos Branquinhos na reviravolta esmoreceu ao minuto 48…

A partir daí o Vitória foi à procura de reduzir e nivelar o marcador que deixava perplexo aqueles que sofriam na Cidade-Berço, sem terem a possibilidade de testemunhar a mentira em que os números redundavam… Todavia a noite não estava destinada a ser pintada de branco, como se os deuses do futebol estivessem de costas voltadas para com os nossos Conquistadores…  Até ao fim do encontro sucederam-se as oportunidades de golo, mas nem Maazou nem Marco Matias (apesar de tudo, de longe o melhor do Vitória) tiveram a sorte e o engenho para empurrar a redondinha para o fundo das redes gilistas. Pelo meio algumas grandes intervenções do guardião caseiro, que viu Luís Martins fazer o seu papel ao tirar uma bola em cima da linha de golo.  Ainda na primeira parte Crivellaro havia desperdiçado uma soberana ocasião de golo, ao esbarrar o esférico em Adriano após Marco Matias ter sido derrubado em falta dentro da grande área…

A força do cinismo imperou e o Vitória acabou por sair com um grande galo de Barcelos, vergado ao pragmatismo do Gil Vicente…  Que os jogadores e equipa técnica vejam este desaire como uma experiência enriquecedora para no futuro evitarem cair em situações idênticas.  Há alguns aspetos a corrigir mas sem dúvida que Rui Vitória também tem ilações positivas a retirar destes 90 minutos. E como o que não nos mata torna-nos mais fortes, os Conquistadores aparecerão revigorados em Aveiro rumo a nova batalha junto dos seus fiéis soldados, que mais uma vez não deixaram a sua equipa só em Barcelos.

FORÇA VITÓRIA!

 

Vitória: Douglas (Assis); Pedro Correia (João Amorim); Paulo Oliveira (Olímpio); Josué (Freire); Addy (Luís Rocha); Moreno; André (Siaka Bamba); Crivellaro (Bernard); Marco Matias (Hernâni); Barrientos (Ricardo Gomes); Tomané (Maazou)

Resultado: 4-1 (João Vilela 18´, 22´ , Diogo Viana 28´ , Bruno Moraes 48´ ;  Marco Matias 14´)

 

  Categories: