O Que Se Passou Com Meira?

O que se passou com Fernando Meira?

Com efeito, o suposto vitoriano esteve muito próximo de se comprometer com o Vitória – mais até do que Pedro Mendes – numa fase inicial do defeso.

Posteriormente, esteve no camarote presidencial vitoriano, onde foi ovacionado em delírio pelos sócios.

Depois, começaram a vir a público que não estaria disponível em perder os muitos rublos que tinha para auferir em São Petersburgo, pelo que só em Janeiro assinaria pelo Vitória.

Seguidamente, o assunto “Fernando Meira” passou a ter o rótulo de tema tabu, e não mais houve uma declaração de interesses por parte do Vitória, nem nenhuma manifestação do jogador que anteriormente afirmara, para quem quis ouvir, que ” não era descabido negociar com o Vitória”.

Entretanto, de há dois dias para cá, sabemos que tem tudo acordado para assinar com o Zaragoza, seduzido, quiçá, pelos milhões do, já, célebre fundo que possibilitou a um clube português fazer um milagre superior ao da Senhora de Fátima.

Deste modo, o jogador não voltará a Guimarães, sendo que quando acabar o vínculo com os aragoneses terá 35/36 anos.

Será nesse momento que demonstrará, efectivamente, interesse em representar o clube que lhe deu o ser?

Será que, aí, quando mais nenhum clube de alguma Liga de nomeada o pretender é que se vem oferecer ao Vitória?

Será que se o Zagaoza ganhar algum título – quase impossível, tendo quem tem na baliza – voltaremos a ver Meira festejá-lo com um cachecol do Vitória, de modo a não perder o vínculo, não com o seu clube, mas com o clube da cidade onde nasceu?

Na verdade, o assunto é muito estranho… e, certamente, nunca saberemos todos os contornos que envolveram as negociações com o Vitória, se é que alguma vez existiram.

Porém, o jogador que um dia abandonou Guimarães, rescindindo para actuar no Benfica, o jogador que enquanto actuou nos lisboetas sempre se comportou como o Vitória não fosse nada nem ninguém na sua formação, só reacendendo o amor quando emigrou, voltou a desiludir os vitorianos… e essa recordação é que há-de ficar!

Boa sorte em Zaragoza…como se deseja a qualquer emigrante, ainda que remunerado de modo menos principesco, ou mesmo nada…