O Vitória…Um A Um ( de 1 a 20)…

Nilson  – 12 –  Não foi por ele que o Vitória perdeu. Ao contrário do que acontecera na final da Taça demonstrou grande tranquilidade. Não teve qualquer hipótese em nenhum dos golos e acima de tudo deu calma a todos os elementos da equipa!, no pouco, refira-se, que teve que fazerEstá de volta o velho e grande Nilson…

Alex – 8 – Não está em grande forma devido à lesão que o afectou na pré-época e tarda em recuperá-la. Lento e com pouca iniciativa, procurou, acima de tudo, controlar Varela, ganhando e perdendo lances. Deveria ter dado mais atenção a Rolando no lance do segundo golo, mas também é ligeiramente surpreendido pelo desvio da bola em João Paulo. Mas, a certeza, é que o Alex do pretérito ano, ainda, não apareceu…e como o Vitória precisa dele!

João Paulo- 14–  Fora um falhanço na segunda metade, que depois corpo a corpo resolveu ganhando a luta a Hulk, o central vitoriano foi o esteio da defesa. Raçudo quanto baste, com disponibilidade física inexcedível, foi um verdadeiro pronto socorro. Perdeu lances? Sim perdeu! Mas, no cômputo geral merece nota muito positiva e a verdade é que é impensável uma defesa vitoriana sem o leiriense a comandá-la.

N’Diaye – 8 – Leva nota negativa, porque independentemente de alguns cortes, continua num estado de profunda instabilidade psicológica…a um corte de dificuldade elevada, segue-se um erro de principiante…e as faltas escusadas… e os momentos de perigo causados por intervenções despropositadas… O maliano é jogador, mas tem de ganhar equilíbrio, pois caso contrário passará ao lado de uma grande carreira!

Anderson – 13 – Um verdadeiro conquistador…ganhou e perdeu lances com Hulk, com qualquer lateral, sendo que o saldo não lhe foi negativo. Deu tudo o que tinha, procurando sempre ajudar, na medida do possível, os elementos do ataque. Mas, acima de tudo, e não obstante o primeiro golo adversário ter surgido do seu lado, demonstrou que Bruno Teles vai ter de suar as estopinhas para recuperar o lugar que já foi seu.

El Adoua -12 – O marroquino, apesar de demonstrar as deficiências decorrentes de ser defesa central de raiz, não defraudou! Lutador, um verdadeiro leão do Atlas, deixou tudo em campo. Ganhou lances e perdeu-os, mas será um dos que deixou o campo com a certeza que não foi por ele que o Vitória não conseguiu mais.

Leonel Olímpio -9 –Uma exibição mediana de um atleta que tarda em afirmar-se… tem disponibilidade física? Tem! É lutador? Sim, é! Já é imprescindível no meio campo? Não é, pois nunca conseguiu ser a catapulta dos lances de contra ataque da equipa, envolvendo-se, acima de tudo, nas tarefas de briga. E dessa incapacidade em construir na primeira fase de transição, muito se ressentiu o último terço vitoriano.

Faouzi -7 – Começam a escassear os adjectivos para classificar o marroquino! Continua a demonstrar inúmeras carências tácticas e uma relação com a bola demasiado conflituosa para um jogador que enverga a camisola do Vitória! Aquele cabeceamento para a bandeirola de canto, quando se encontrava em frente a Helton, demonstra com facilidade a (in)capacidade de um atleta que vai permanecendo na titularidade muito por culpa da teimosia de Manuel Machado.

Targino -8 –Dele espera-se sempre o mundo… porém, a verdade é que na maior parte das vezes defrauda as expectativas! Hoje, seria outra vez um desses casos, já que nunca conseguiu desequilibrar pela ala. E até teve a oportunidade de empatar a eliminatória com uma arrancada tão a seu gosto, mas como tantas vezes já lhe aconteceu, a bola atrapalhou-o… e  não pôde ser o homem decisivo como houvera sido na quinta feira passada.

Barrientos -8 – O uruguaio tem técnica… procura ser clarividente…. mas falta-lhe a rotação e a continuidade do futebol europeu. E tal facto é estranho, pois no Uruguai joga-se a um ritmo quase europeu! Apesar de ter bons pés, de demonstrar esses recursos acima da média foi engolido por um ritmo que não era para ele e eclipsou-se, obrigando os médios vitorianos a jogarem um tipo de futebol directo nada condizente com as características da equipa.

Toscano -15 – Merece a melhor nota dos onze que iniciaram o desafio pelo golo, mas não só! Com efeito em missão de absoluto sacrifício – um crime lesa futebol! – totalmente emparedado nas muralhas portistas procurou fazer de tudo para sair vencedor do duelo…Lutou, fintou, rematou, tabelou com os colegas…Porém, sem espaço para entrar em progressão, vindo de trás, o seu futebol perdeu eficácia…Porém deu tudo o que tinha e fez o que se lhe exigia: facturou!

João Alves/Pedro Mendes/Maranhão -13- Tivessem entrado de início e os três em boa condição física, quem sabe se a final não teria sido diferente?