Óóóó – Óóóó (Fotos)

Óóóó Óóóó, foi o resultado final do jogo de hoje que colocou frente a frente o Vitória e o Rio Ave. Óó porque foi um jogo de tal maneira entretido que chegou a dar sono, e óó porque mais uma vez o Vitória termina um jogo com um empate sem golos, com dois grande Ó’s.

Numa noite chuvosa de Agosto, com mais de nove mil e trezentos espectadores na bancada, o Vitória entrou a dominar o jogo, e com mais intenção de ataque que os forasteiros, e foi mesmo a primeira equipa a ter uma situação de perigo, logo aos cinco minutos, quando João Paulo cabeceia após um canto, para defesa apertada do guarda-redes do Rio Ave.

Depois do primeiro aperto na sua baliza, e de um início de jogo bastante tímido, o Rio Ave acerta com o sentido da baliza de Nilson. Pouco depois da passagem dos dez minutos, através de um contra-ataque rápido, João Tomás obriga Nilson a defesa de recurso com os pés. Dez minutos depois, de novo por intermédio de João Tomás de cabeça, obriga Nilson a fazer uma estirada monumental e evitar o primeiro golo sofrido pelo Vitória nesta época.

O Vitória à passagem da meia hora de jogo tenta novamente a sua sorte, desta feita por Edgar, que após portentoso remate, que é desviado por um defensor adversário, vê o guardião contrário a tocar a bola para canto. Até ao intervalo não existiram grandes ocasiões de destaque, tendo o jogo sido bastante repartido.

Apesar de na primeira parte terem existido uma mão cheia de lances mais perigosos em ambas as balizas, o mesmo não se pode dizer da segunda parte, que se tornou ainda mais entediante que os primeiros quarenta e cinco minutos, sem lances ditos de perigo de parte a parte.

Mais uma vez foi mais do que evidente a falta de um elemento para fazer a transição defesa ataque, de modo a criar mais situações de perigo, pois hoje foi, de novo, visível o fosso enorme que existe na zona do meio campo, e nas saídas rápidas em contra-ataque.

O elemento que mais se evidenciou dentro das quatro linhas acabou mesmo por ser o árbitro da partida, que mais uma vez mostrou que as equipas de arbitragem nacionais têm uma dualidade de critérios enorme no que toca aos jogos do Vitória, ora por cartões mostrados aos Vimaranenses, que não se concretizaram aquando de faltas idênticas cometidas pelos visitantes, ora pela não marcação de faltas sofridas pelo anfitrião quando o fazia em situações contrárias.

Dos mais de nove mil adeptos nas bancadas do D. Afonso Henriques, destacou-se um grupo de apoiantes Açorianos, mais propriamente da ilha de S. Miguel, que aproveitaram para assistir a um jogo do Vitória durante o intercâmbio de Grupos Folclóricos que estão a fazer com um Grupo de Polvoreira. Durante todo o jogo não se cansaram de gritar: “Quem é tê pá? Quem é tê pá?”, e pelo que escrevi no parágrafo anterior, até têm razão…

  Categories: