Orçamento do VItória prevê menos um milhão para o futebol

O Vitória anunciou que o orçamento geral para a época 2010/11 é de pouco mais de 11 milhões de euros (ME), sendo que seis milhões são destinados ao futebol profissional. Apesar de alguns reparos e recomendações, o Conselho Fiscal (CF) deliberou por unanimidade “um parecer deveras favorável” ao orçamento 2010/11 e propõe aos sócios a sua aprovação na assembleia geral de 09 de julho, pelas 20:30, no pavilhão.

O orçamento hoje disponibilizado no sítio oficial é menor do que o da época passada (aproximadamente 12,8 ME), prevendo ainda assim um saldo positivo de cerca 180 mil euros.

A direcção lembra que em termos de receitas, o valor situa-se cerca de 1,7 ME abaixo dos valores orçamentados para a época passada, para o que contribui não só a crise económica actual como a não participação nas competições europeias de futebol na próxima temporada.

O futebol profissional vê reduzido em cerca de um ME o seu orçamento, que na época passada rondou os sete ME, mas os cortes não se fizeram sentir nas remunerações de jogadores e treinadores, que são semelhantes aos da época passada: quatro ME para os atletas e 600 mil euros para os técnicos.

Isto porque, explica a direcção vitoriana, este orçamento espelha uma “aposta clara numa equipa de futebol competitiva, que permita a angariação de receitas”, que, de outra forma, “se revelariam impossíveis de atingir”.

No futebol profissional, o Vitória prevê um lucro de cerca de três ME, contando já com os 100 mil euros respeitantes ao prémio de presença na Liga Europa da época 2011/12.

Para que o saldo positivo de três ME no futebol seja alcançado, o clube presidido por Macedo da Silva pretende amealhar um ME na cedência de jogadores, 1,5 ME na quotização dos sócios e 670 mil euros em bilheteira.

O Vitória prevê ainda um prejuízo de 306 mil euros no futebol de formação, que terá um orçamento de 386 mil euros (inferior aos 500 mil euros de 2009/10).

Quanto às modalidades ditas amadoras, o clube vimaranense prevê gastar quase 1,2 ME, menos cerca 370 mil euros do que na época passada.

Quanto aos reparos do CF, este considerou ser “imperativo um esforço de renegociação das condições de dívida, bem como desejável uma redução do seu valor absoluto”.

O órgão fiscalizador das contas vitorianas chama ainda a atenção para as rubricas de “Pessoal” (cerca de um ME) e “Fornecimentos e Serviços Externos” (cerca de 2,5 ME), recomendando uma execução financeira de “excepcional rigor” em ambas para que os seus custos fiquem aquém dos orçados.

“O necessário saneamento financeiro do Vitória exige um esforço crescente na redução e eliminação de desperdícios e a melhoria da eficiência e produtividade dos seus recursos humanos”, frisou.

O CF apela ainda à direcção que nos documentos dos próximos exercícios seja fornecido “um conjunto de informação adicional” que “permita melhorar a compreensão dos pressupostos de cálculo e análise de algumas das rubricas orçadas”.


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