Os Abutres Anti-Vitorianos

O Vitoriano – eu, nós, vós – é por natureza apaixonado…

Quer o melhor para a paixão de todos nós… acredita que pode contribuir – e realmente pode – para o bem comum!

E, realmente, pode… com cordões humanos, com marchas, com deslocações a treinos pode, efectivamente, justificar o desiderato de envergar por pleno direito a camisola 12, já que desde 1922 que o Vitória, mesmo perdendo, nunca está em inferioridade numérica… das bancadas vem o ânimo extra para permitir lutar contra o mais dantesco dos adversários.

Porém, essa paixão incomensurável… linda… é invejada pelos demais! Adeptos rivais, imprensa desportiva e até por vimaranenses que se refugiam em barracos clandestinos e onde se professa outra devoção, própria de infiéis que, apesar de cá viverem, não conseguem assimilar o nobre sentimento de bairrismo que é amar o Vitória!

E essa inveja permite a propagação da arma mais fácil de quem não tem capacidade para mais: o boato. Com efeito, ainda, nem a época começou e já pululam pela cidade boatos, estrategicamente, espalhados para disseminar a descrença e a desunião entre todos nós. Desde, opções tácticas, a dispensas que não sucederão, a escapadelas nocturnas, tudo já serve, para os desesperados destruírem o bom ambiente que parece reinar na equipa, reflectida em gordas vitórias e muitos golos, bem como no estado de encantamento e de esperança que os sócios – todos nós – por estes dias vamos alimentando.

E os abutres, que outro nome não têm, vão reiterando a sua missão…disseminando o veneno pela cidade, pelos fóruns, nas conversas de café, nos pasquins e estimulando que os sócios, os verdadeiros apaixonados, independentemente de apoiarem esta ou aquela direcção, se virem contra a equipa…já que é dela que depende o sucesso final, independentemente das escolhas mais ou menos acertadas dos demais.

Na verdade, e como uma mentira repetida até à exaustão se torna verdade, do estado de total apoio passa-se a desprezo pelos atletas… a pouca compreensão por um erro… aos assobios inexplicáveis e em última instância ao completo divórcio com certos jogadores, como na época transacta sucedeu.

Agora que a época principia, e de um modo ciclópico, com o Vitória a ter pela frente decisões atrás de decisões não duvidem que os abutres vão atacar para nos dividir…para espalhar a desconfiança no seio da família Vitoriana…para nos virarem uns contra os outros, para, independentemente de concordarmos com quem dirige, com quem orienta, com quem joga, presenciarem sangue sagrado que é o do nosso Vitória… e com a nossa desonra permitir que as vitórias dos outros sejam mais fáceis!

Unamo-nos, então… critiquemos, democraticamente, os órgãos do Vitória, mas quando assim tiver de ser, fundamentando e acima de tudo no nosso seio, já que os nossos problemas familiares não devem extravasar as quatro paredes de nossa casa… se for caso disso critiquemos este ou aquele jogador mas atendendo, apenas, à sua menor entrega ao jogo… mas nunca humilhando, achincalhando, ou simplesmente porque o vizinho de bancada disse que o viu onde não devia ter visto… Não nos iludamos com boatos… lutemos pelo Vitória que com o nosso distanciamento dos abutres passaremos a entrar na maioria dos jogos a vencer…

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