Paços de Ferreira – Vitória (Antevisão)

A Liga prossegue este fim-de-semana, e o Vitória desloca-se este Domingo pelas 20h.15m, à Capital do Móvel, de forma a defrontar o Paços de Ferreira, uma das Equipas sensação do presente Campeonato.

Na Mata Real, é de prever um bom jogo de futebol, com muita intensidade de jogo, e com um desfecho imprevisível, pois o Paços e o Vitória são duas Equipas de valor idêntico, e a partida pode ser decidida nos pequenos detalhes, ainda que o Vitória conte com melhores individualidades, e possa ter um ligeiro favoritismo para o jogo, ainda assim é dentro do relvado, que tem que demonstrar que é melhor que o Paços de Ferreira.

No histórico de confrontos entre as duas Equipas, também se regista muito equilíbrio, pois em 13 partidas que se realizaram na Capital do Móvel em jogos para o escalão maior do futebol português, Paços e Vitória venceram 3 jogos cada, e por 7 ocasiões as partidas acabaram empatadas.

A partida será arbitrada por Marco Ferreira, que vai apitar pela 1ª vez esta época um jogo que intervém o Vitória.

Que faça uma boa arbitragem, e que “passe ao lado do jogo” é o que se deseja ao árbitro Madeirense!

Da Cidade-Berço, rumo à Capital do Móvel, viajarão cerca de meio-milhar de Vitorianos, que irão apoiar fortemente os Branquinhos rumo a mais um triunfo na Liga, o que colocaria os Branquinhos numa posição europeia.

Em Paços de Ferreira, Rui Vitória vai apostar no mesmo 11 que venceu o Olhanense, e que rubricou até ao momento na presente temporada a melhor exibição da Equipa.

Assim, o Vitória vai entrar em campo, com um sistema tático assente num 1x4x2x3x1, sistema maioritariamente utilizado pelo Técnico Vitoriano.

No setor defensivo, a dupla de centrais será uma vez mais constituída por Freire e El Adoua, que pelo segundo jogo consecutivo formará assim parelha no eixo da defesa. No jogo frente ao Olhanense, mostraram boa sincronização, mas denotaram também algumas falhas, principalmente no jogo aéreo (ambos tem que ser “agressivos” a atacar o esférico), e com os passes que foram colocados nas suas costas, onde aí mostraram falta de velocidade. Há então que corrigir estas situações, de forma a aprimorarem estes detalhes, que são primordiais num defesa central.

Nas laterais, Alex tem que dar menos espaços ao ala contrário, e tentar dar mais profundidade no seu corredor, pois tem subido muito pouco no terreno.

No lado canhoto, Addy está num bom momento, pois tanto a nível defensivo (esta a fechar bem a zona central), como ofensivo (dá profundidade no corredor), está a se exibir a bom plano, e é fulcral que continue a mostrar a consistência que tem evidenciado.

No miolo do terreno, a “força” do Vitória na última partida, esteve nos 2 médios Vitorianos. Olímpio está num excelente momento físico (tem tido um “pulmão” e uma entrega enorme ao Jogo), e a nível técnico (tem tentado e bem, transportar jogo para zonas ofensivas).

Já André, conseguiu dar “intensidade” ao seu jogo, o que aliado a um bom transporte de bola, a uma boa capacidade de passe, e ao surgir na área para finalizar, fizeram com que fosse um dos destaques da Equipa Vitoriana na partida frente aos Algarvios.

Se a dupla de médios do Vitória, se mantiver a este nível no jogo de Paços de Ferreira, o Vitória vai conseguir ganhar o “duelo de forças” na zona nevrálgica, e terá mais hipóteses de “dominar” e até vencer a partida.

Na posição 10, Rui Vitória deve manter Marcelo Toscano a assumir as funções de playmaker, ainda que o brasileiro, tenha que melhorar os seus índices, sejam eles físicos como técnicos. É necessário, que o Marcelo Toscano, assuma mais a condução de jogo da Equipa, e tente dar mais linhas de passe para os seus colegas da frente. Também tem que tentar ganhar mais as segundas bolas junto à área, e aplicar a sua forte meia-distância, pois este detalhe pode fazer a diferença na Mata Real, que é um relvado com dimensões mais reduzidas.

Nas alas, Ricardo vai continuar à direita, e o jovem extremo está num grande momento de forma, pois tem desequilibrado muito no 1×1, e dado muita profundidade no corredor, o que reunido à garra e velocidade que “coloca” a cada lance, faz com que haja sempre um “frisson” nas bancadas de um Estádio.

Já Marco Matias, vai continuar na esquerda do ataque Vitoriano, e onde o extremo português, vai tentar à imagem do que fez no último jogo, sair bem para as transições ofensivas (ainda que algumas vezes, tenha que ser mais rápido a entregar a bola, e faça o 2×1 com um colega de Equipa) pois a sua velocidade e capacidade técnica, permitem ao extremo Vitoriano, “embalar” de trás, e causar desequilíbrios numa defensiva contrária.

A referência na aréa, será pelo 4º jogo consecutivo, Amidó Baldé. O avançado Vitoriano, fez um bom jogo frente ao Olhanense, conseguindo segurar bem a bola, e esperar pela subida da Equipa, ganhando muitas bolas de cabeça, e fazendo um belo golo, com aquele golpe de cabeça à “matador”.

Vamos esperar que o jovem avançado, mantenha esta “veia goleadora”, e continue a trabalhar muito em prol do coletivo (se o terreno estiver pesado, a força física e o jogo aéreo que possui serão muito importantes), detalhe que deve ser realçado.

Na Mata Real os Conquistadores, tem que entrar em jogo de forma personalizada (tem que defender bem, fazer uma boa circulação de bola,e ser rápido a sair nas transições), com muita entrega e muito crer, pois só assim pode levar de vencida, um adversário sempre muito aguerrido e “enérgico” no seu terreno.

Força Vitória e Vitória Sempre!

Adversário

O Técnico Paulo Fonseca (gosta de ver as suas Equipas a praticar um futebol “alegre” e dinâmico), coloca a sua Equipa a jogar num 1x4x3x3 (vai jogar um triângulo invertido a meio-campo, com André Leão na posição 6, e Vítor e Josué como médios interiores), a não ser que aposte num 1x4x2x3x1, com um duplo pivô (André Leão e Filipe Anunciação) na zona intermediária.

O Paços tem um estilo de jogo vistoso, com um futebol curto e apoiado e com uma boa dinâmica de jogo (gosta muito de ter bola), o que faz com que esteja em 5º lugar na tabela classificativa.
No seu terreno, os “Castores”, apenas foram derrotados pelo Lisboa e B, e pela margem mínima, o que mostra as dificuldades sentidas pelos seus adversários na Mata Real.

Ainda assim, os Pacenses nos últimos 2 jogos no seu reduto, não foram além de 2 empates, com o Olhanense a 0 e com o Marítimo a 2 golos.

Pontos Fortes
* No setor defensivo, o Paços mostra muita consistência (é a 3ª defesa menos batida), e conta com jogadores experientes e de qualidade, como são os casos de Ricardo (forte na marcação e no jogo aéreo), e de Antunes (continua um especialista nas bolas paradas, e é forte no capítulo do cruzamento).
* A meio-campo, os Pacenses, contam com um excelente trio. André Leão ocupa muito bem o espaço em frente à defesa, e recupera muitas bolas, Vítor (transporta muito bem o jogo para o ataque, e conta com uma excelente visão de jogo, capacidade de passe e forte remate), e Josué que tem um pé esquerdo, que pode desequilibrar, pois é forte no último passe (coloca bem a bola nas costas da defensiva adversária).
* Na linha da frente, à direita joga Manuel José (já não tem muita velocidade, mas cruza muito bem), à esquerda estará o Peruano Paolo Hurtado (é veloz, tem boa capacidade técnica, e dá profundidade no corredor canhoto), e a referência na área é Cícero (é muito possante, desgastando assim os centrais adversários, e é poderoso no jogo aéreo).
* Há boas soluções no banco, Caetano (é rápido e irrequieto) e Angulo (avançado “esguio”).
* Nas bolas paradas ofensivas, nos pontapés de canto, o Paços aposta muitas vezes no canto curto (“apanha” de surpresa o adversário) ou mesmo um canto com um passe atrasado, para junto da entrada da área, onde aplica logo o remate de rompante. Nos livres laterais, Manuel José e Antunes cruzam muito forte e tenso, e há jogadores fortes no jogo aéreo, como são os casos de Ricardo (surge na zona central), André Leão (aparece no 2ºposte) e Cícero (surge muito “agressivo” ao 1º poste). Nos livres diretos, Antunes em força, e Vítor em jeito, são especialistas.

Pontos Fracos
* Na defesa, o Vitória deve explorar o lado direito da defensiva Pacense, pois sem Tony que está castigado, vai jogar Diogo Figueiras (é ainda inexperiente, e é um lateral que gosta de subir muito no terreno, mas que “abre” assim espaços nas costas, situação que Marco Matias pode explorar). No eixo da defesa, Tiago Valente, tem pouca velocidade, e neste contexto, Marco Matias e Ricardo podem em diagonais, causar muitas dificuldades ao central Pacense, para isso é necessário que haja muitos passes para as costas do defesa.
* Na zona nevrálgica do terreno, há que “arrastar” a marcação do André Leão, fazendo com que se abram espaços na zona central do meio-campo, pois sem o brasileiro Luís Carlos que está castigado (é um jogador de equilíbrio e compensações), o Paços perde agressividade no seu miolo.
* Nas bolas paradas defensivas, o Paços defende à zona (com 10 jogadores na sua área, deixa apenas um fora, mais concretamente Hurtado, para possíveis transições), e os “Castores”, experimentam mais dificuldades, com bolas que são colocadas entre a zona central, e o 2º poste, pois no 1º poste há sempre um bom preenchimento zonal.