Paços de Ferreira – Vitória (Antevisão)

Questão Técnico – Tática

Esta 6ª feira, na Capital do Móvel, o Vitória pretende continuar na senda dos triunfos. Após o triunfo arrancado a ferros, ante o Rio Ave, os Branquinhos querem conquistar mais 3 pontos, que lhe permitirão subir mais uns degraus na tabela classificativa.

Pela frente, os Conquistadores, terão um Paços de Ferreira, que à imagem do Vitória passa por dificuldades na Liga.

Na Mata Real, registar-se-á ainda, o regresso de Rui Vitória, onde o agora Técnico Vitoriano, passou um ano e alguns meses de sucesso.

Em relação ao jogo com o Rio Ave, onde o Vitória realizou uma boa 1ª parte, mas uma 2ª metade de fraco nível, não são esperadas alterações no 11 inicial, e também no sistema tático, que deve continuar a ser o 1x4x4x2, a não ser que Rui Vitória, aposte no 1x4x2x3x1 (apostando em 2 alas de raiz, e tentando explorar as fragilidades do Paços nas laterais, onde jogam 2 jogadores adaptados).

No setor defensivo, e com João Paulo apto para a partida, Rui Vitória irá manter o quarteto defensivo que fez alinhar nas duas últimas jornadas. Com o sistema tático a continuar a ser o 1x4x4x2, é fulcral, que Alex e Bruno Teles, continuem a dar profundidade nos corredores, e consigam melhorar no capítulo do cruzamento para a área.

No miolo do terreno, e com Pedro Mendes à frente da defesa, a equipa ganha maior serenidade, mais qualidade no passe, e uma melhor circulação de bola.

Com médios interiores, João Alves, continuará na direita (está num bom momento), já na esquerda, a adaptação de Adoua não traz muitas vantagens à equipa, pois o Marroquino, falha muitos passes, e não mostra cultura tática para jogar nesta posição.

Nesse contexto, torna-se repetitivo, mas a aposta em Barrientos no lado esquerdo do losango, faz com que o meio-campo, ganha muito mais criatividade, e um maior balanceamento ofensivo. Outra possibilidade, passaria pela aposta em Saucedo (o Boliviano, é um canhoto puro, e podia merecer uma oportunidade de Rui Vitória).
A assumir a batuta de jogo, continuará Nuno Assis, onde o rato atómico, começa a ganhar a forma física ideal, e por consequência disso, o jogo ofensivo Vitoriano, fica mais fluído e com maior virtuosismo no último terço do terreno.

Na frente de ataque, continuara á dupla constituída por Toscano (precisa de trabalhar mais em prol da equipa, mas mostra estar em melhor forma), e Edgar (o goleador brasileiro, continua muito batalhador, mas a equipa, precisa dele no eixo da área, de forma a ficar mais perto do golo).

Entrando confiante, e se conseguir marcar primeiro, o Vitória, terá muitas possibilidades de alcançar o 2º triunfo consecutivo, pois o Paços ficará nervoso, e dará mais espaços, principalmente no setor defensivo.

Adversário

O Paços de Ferreira, jogando no seu terreno, é sempre uma equipa muito difícil de bater. Dos 7 pontos alcançados até ao momento na Liga, 6 foram conquistados na Mata Real.

Luís Miguel, que substituiu Rui Vitória no comando técnico Pacense, em 6 partidas, apenas conseguiu vencer um jogo (ante a Académica por 2-0).

A nível tático, o Paços de Luís Miguel, joga com o mesmo sistema, que Rui Vitória utilizava, no caso o 1x4x3x3 (defendendo com 2 linhas baixas, e apostando nas rápidas transições ofensivas).

No que diz respeito ao seu 11 tipo, na baliza, joga o experiente guarda-redes Cássio.

Nas laterais, jogam 2 jogadores adaptados, o que causa muitos contratempos à equipa. Na direita, Filipe Anunciação (não tem velocidade e compensa com a entrega ao jogo, a falta de rotinas como lateral), e na esquerda alinha Luizinho (o extremo de raiz, mostra pouca consistência nesta posição, e a nível posicional, dá muitos espaços nas costas).

No eixo da defesa, jogam Cohene (muito possante e forte fisicamente, mas com pouca velocidade) e Eridson (jovem com margem de progressão, mas ainda muito inexperiente, e que comete erros na abordagem a vários lances junto à sua área).

No meio campo, joga um triângulo, constituído por André Leão (muito forte nos duelos individuais, onde recupera muitas bolas), Luís Carlos (brasileiro muito trabalhador, e de grande entrega ao jogo), e Josué (o internacional sub-21 português, tem grande capacidade técnica, e qualidade a definir o último passe).

Na frente de ataque, nas alas, jogam Manuel José à direita (jogador muito disciplinado taticamente, e com muita qualidade no cruzamento e bolas paradas), e na esquerda Melgarejo (o jovem paraguaio, é veloz, forte no 1×1, e perigoso nas diagonais da esquerda para o centro).

A referência na área, deve ser William (o brasileiro emprestado pelo Vitória, é muito perigoso no jogo aéreo). Ainda assim, é melhor que jogue William, que Michel (pois com este brasileiro, o Paços, ganha maior mobilidade na frente de ataque, e maior combatez e qualidade técnica junto à área do Vitória).

O último triunfo em Paços, remonta à época de 2002-2003, por isso, já é hora de voltar a vencer na Capital do Móvel, onde na época passada, o Vitória foi espoliado por uma arbitragem de um tal de Bruno Esteves!

Da Cidade-Berço, e apesar do mau tempo, viajarão muitos adeptos do Vitória, que serão mais uma vez, o 12º jogador dos Branquinhos!

Força Vitória e Vitória Sempre!

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