Paulo Oliveira de saída?

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“Paulo Oliveira poderá estar de saída?” É uma questão levantada por vários diários desportivos…

Paulo André Rodrigues de Oliveira pode estar de saída do Berço. São vários os clubes atentos às performances do jogador que tem contrato até 2016 com uma cláusula de rescisão de 5 milhões. Por isso, quem quiser adquirir os serviços do jogador não terá “vida fácil”.

A verdade é que o jogador é o “patrão” da defensiva vitoriana, atraindo assim a atenção de grandes clubes europeus. O seu empenho, a sua raça e a frieza com que encara cada lance são algumas das características de um menino “nascido e criado” no Berço de Portugal.

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Paulo Oliveira a actuar pelos juniores vitorianos.

Paulo Oliveira ainda “novinho” dava nas vistas no futebol 7, despertando o interesse de vários clubes das redondezas. O Famalicense chegou a Guimarães quando ainda tinha 15 anos (primeiro ano de iniciados). Mas foi já com idade de júnior que conseguiu demonstrar as suas verdadeiras capacidades. Armando Evangelista (actual treinador da equipa B vitoriana) escolheu-o como capitão de uma equipa recheada de talentos (Tómané, Amorim e Josué).  Ao lado de Josué levou a sua equipa até à fase final, fazendo uma das melhores classificações de sempre por aquele escalão.

Com 19 anos (depois de seis anos na formação vitoriana) assinou um contrato profissional com o clube que ainda hoje representa, vendo assim todo o seu talento e trabalho ser reconhecido. O jovem formado no Vitória demonstrava não querer falhar ao voto de confiança que lhe foi dado pelos responsáveis vitorianos.  Assinou um contrato até 2016 com o clube que o fez “nascer para o futebol”, contrato esse que ainda está a cumprir..

Mas as coisas não eram fáceis e no seu primeiro ano como sénior foi emprestado ao FC Penafiel clube que militava na Segunda Liga e que a par de muitos outros era utilizado pelo Vitória para fazer rodar os seus ainda mais novos jogadores. No Penafiel foi sempre uma das maiores apostas

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A actuar na equipa B.

de Francisco Chaló (treinador do Penafiel em 2010/2011). No total esteve presente em 39 jogos. Era visto por todos os adeptos do clube como um “miúdo ” com muito futuro. Muitos até o comparavam naquela altura a Ricardo Carvalho (defesa centra da selecção) e não percebiam como o Vitória emprestava um jogador com tremenda qualidade..

Nas últimas duas épocas regressou ao Vitória, fruto da criação das equipas B’s. Com Luis Filipe no comando técnico, o jogador foi sempre um dos pilares essenciais de uma equipa que acabou por ser despromovida. Em janeiro com a saída de N’Diaye para a CAN, Rui Vitória foi obrigado a apostar em Paulo Oliveira.

Até então, tinha estado a um bom nível, fazendo par com Vítor Bastos (jogador que já abandonou o clube). No total realizou 20 partidas, apontando um golo.

Dia 5 de Janeiro de 2013 marca a primeira aposta de Rui Vitória no jogador. No empate a zero bolas contra o Gil Vicente, actuou 90 minutos tendo feito uma partida sólida. O jogador agradava aos vitorianos que nunca esperariam uma tão rápida imposição do seu futebol e respectivo talento. Desde então nunca mais abandonou a equipa…

O jogador correspondia a tudo a que lhe era pedido. Ajudou a equipa a atingir a final da Taça de Portugal no Estádio Nacional do Jamor e foi também um dos heróis que ajudou Alex a erguer a mesma Taça tendo ganho o prémio

Prémio "Fair Play" na Taça de Portugal 2012/2013

Prémio “Fair Play” na Taça de Portugal 2012/2013

“fair play”. Com a política que se fazia sentir no clube de redução de custo e de apostas nos jovens jogadores, Paulo Oliveira é visto como uma das “personagens principais” que já deu e que promete ainda dar mais frutos.

Paulo Oliveira tornou-se sem qualquer tipo de dúvida um dos jogadores essenciais da equipa de Rui Vitória. Com 21 anos e ainda com muito para dar ao futebol.

A par de tudo isto, foi sempre um jogador reconhecido pelos vários seleccionadores portugueses de cada selecção. Nos sub-21 também assumia um dos papéis mais importantes da equipa. Rui Jorge confiava no jogador a 100%  e nunca duvidou das suas capacidades.

No inicío desta época já se falou numa possível transferência, mas nada que tenha chegado realmente a acontecer.  O jogador afirmava na altura: “« tenho contrato com um grande clube até 2016 e não estou a pensar em mais nada». Nos vários jogos que já fez esta época já actuou ao lado de Abdoulaye, Moreno, Josué e até Freire.

Por tudo isto, toda esta agitação em volta do jogador é encarada por todos como uma perfeita normalidade… É um jogador que trabalha, é humilde e com talento! Merece…